Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Stephen King, Negócio da China, Six Feet Under e as Garotas Gilmore

Aqui, uma imagem mordaz do novo filme de Frank Darabont baseado numa obra de Stephen King, "The Mist".

Como bloquearam o "Omelete" no meu trabalho, parei de acessar o site todas as quintas, como fazia antes, para conferir a programação de estréias cinematográficas. Por conta disso, consegui pegar "The Mist" no cinema por pouco. E foi , sem dúvida, uma das melhores experiências artísticas que já tive.

É bem certo que tenho uma relação emocional com King. Ele foi o primeiro autor da minha vida e de lá pra cá, eu já li dezenas de livros dele. E o cara deve ser admirado nem que seja pela mente absurdamente produtiva que tem. King é tão prolífico que Hollywood não podia ignorar. E lá se foram várias adaptações do autor pra o cinema. Algumas boas, a maioria horríveis. Pra mim, nem mesmo o festejado Kubric conseguiu fazer grande coisa. Talvez Darabont seja mesmo o único que consegue como ninguém captar a atmosfera de King.

E lá fui eu ver "The Mist" sem esperar muita coisa. Eu sabia que o conto era maravilhoso, mas fazia parte da leva "monstros assustadores". Quem lia o conto sabia que era muito mais do que isso, mas vá saber se não iam cagar tudo com um filmeco de terror.

Subestimei Darabont. O filme é um marco!!

Já começou me arrepiando. O personagem principal é um desenhista de capaz e cartazes e o desenho que ele faz no ínicio da película é de um homem com a aparência de um pistoleiro. Ao fundo, uma Torre mostra um discreto vislumbre de sua sombra. É a homenagem de Darabont à série "A Torre Negra", uma das coisas mais incríveis que já li e que parece reunir todo o sentido da vida literária de King.

Começamos bem, e daí até o finel é só uma sequência de bons dia´logos, boas cenas de ação e muita tensão. Tudo culminando num final dos mais sufocantes e desesperadores que eu já vi. Imperdível!!

Depois de ver o filme, a vontade ver a Torre Negra na telona só cresceu.

Estou no penúltimo capítulo do último volume e as coisas estão caminhando pra um final tão impressionante que eu nem sei como poderia explicar a importância e a relevância dessa história. E pra um leitor de King, ela é ainda mais deliciosa  e mágica. Vê-la no cinema seria sem dúvida uma experiência religiosa. Embora a ambição com a qual King a escreveu quase impossibilite totalmente transportá-la para o cinema. O que me leba a crer que J.J. Abrams não deve mesmo aproveitar os direitos da série para alguma coisa que não seja mesmo uma questaão ética com "Lost", que vive flertando com o mundo de Roland.

Assim que eu terminar de ler tudo, quero fazer um grande apanhado da saga de Roland e seu Ka-tet.

 

Atualmente, enquanto não termino o livro, vou dividindo o tempo com as séries. E estou no fim da terceira temporada de "Six Feet Under".

Que temporada incrível!! Infinitamente melhor do que a segunda. Aqui, as esquisitices de Brenda ou as condescendências dos Fisher dão lugar a um complexo estudo das motivações desses personagens. E isso fica claro quando a temporada se inicia meses após o fim da segunda, com Nate casado, Keith surtado, Brenda tranquila e Claire menos amarga. O interessante nessa série não é chapar os personagens com comportamentos chocantes, mas sim mostrar que na vida a gente se contradiz mesmo.

A entrada de Ben Foster foi um achado e até a cara de chatonilda da Lili Taylor caiu bem aqui. A temporada até agora teve momentos impressionantes, como o episódio do funeral em forma de musical e o episódio em que um monte de gente começa a morrer ao mesmo tempo. Ficou até difícil interromper a temporada pra dar lugar às Garotas Gilmore.

Mas é incrível como essa série consegue ser tão simples e ao mesmo tempo tão agradável.

A minha maratona de temporadas continua e acabei de chegar a metade da quinta. É lindo ver como Amy-Sherman conduz Rory e Lorelai para um confronto direto que sabemos que vai acontecer na sexta temporada. É tudo tão sutil, mas tão coerente. E tão corajoso. Porque se arriscar a transformar a mocinha da série numa patricinha sem cérebro, quando na verdade ela sempre foi um pilar de bom comportamento e sensatez, não é pra qualquer um não.

Sinto falta de Louise e Madaleine e gostava muito do Jason (além dele ser fofo), mas a Paris já ocupa bem o lugar de coadjuvante inesquecível. Acho que Dean podia ter saído da série de modo mais coerente e acho que a entrada de Adam Brody em "The OC" provocou um giro de muitos graus na história de Lane, mas nada que não tenha sido apenas adaptado e não reinventado.

Estou ansioso pela sexta temporada, considerada a maldita, e vamos ver como termina a simpática e verborrágica história das Gilmore Girls.

 

E passando rapidinho pelo mundo das novelas, não é que a Grazi deu conta do recado no primeiro capítulo de "Negócio da China"? A novela é uma explosão, como se podia esperar do Falabella, mas o pessoal foi esperto, daqueles trinta pontos de ibope, quantos não eram fruto da curiosidade de ver a moça como protagonista?

 

 

 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 21:18
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