Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Until Now

Hoje é dia de eleição americana... Aquela eleição meio doida que ninguém entende em nenhum lugar do planeta. Aliás, paranóias à parte, parece mesmo é que eles fazem as coisas serem malucas assim pra poder ficar mais fácil encontrar saídas ridículas pra manter aquele jogo de cartas marcadas.

De um lado, John "o americano perfeito" McCain. Branco, descendente de uma linhagem de heróis militares, ótimo atirador, caçador, conseguiu ser um herói de guerra também, foi um belo jovem, mulherengo, mas casou-se, teve filhos, tornou-se um político respeitável e um homem maduro, charmoso e dedicado. Enfim, o candidato perfeito para os americanos sempre insistentes em seu conservadorismo insuportávelmente patriótico.

Fotos como essa, de um soldado valente, incrivelmente belo, que ainda por cima ficou cinco anos como prisioneiro de guerra, seriam suficientes para acarretar uma vitória esmagadora desse republicano esquentado, e torná-lo presidente. Afinal de contas, ele não apóia totalmente a política guerrilheira de Bush, mas também não acha que os EUA devam retirar suas tropas do Iraque. Quer estratégia melhor do que essa? Assim ele agrada aos que não querem a guerra e aos que defendem-na.

Soa tão perfeito que parece impossível que ele perca.

No entanto, há uma pedra em seu caminho ironicamente chamada Obama.

Negro, com descendências múltiplas, o símbolo de tudo aquilo que seria, antes de Bush, impossível de passar pelo crivo dos americanos. Imagine!! Um dos países mais racistas do mundo. Nada era tão improvável quanto isso. Os americanos são sutis em sua hipocrisia. Pregam uma constante liberdade, uma ávida democracia e um discutível senso de liberdade, mas são terrivelmente provincianos e paternalistas quanto a seus valores éticos, sociais e até mesmo humanos. Afinal, quem coloca no peito com tanto orgulho a simbologia mítica do "ser americano", não inclui nesse definição, estrangeiros, descendentes enegrecidos de continentes distantes ou mesmo de seu próprio continente. Os americanos conseguiram um feito incrível: tomaram pra sí a variação do termo "américa" como se já tivessem desmembrado toda américa central e sulista e formado um continente particular. Não importa se os mexicanos, os porto-riquenhos, os chilenos, venezuelanos, argentinos e brasileiros também sejam americanos. Americano mesmo é quem nasce no solo dos Estados Unidos. E que vive nele. E absorve com algum tipo de insensatez social, esse patriotismo absurdo.

 

Obama chegou na hora certa. Os americanos, desiludidos com os devaneios de Bush, começaram a encarar com certa agonia a possibilidade de que os bons tempos retornem com essa tão drástica mudança de padrões heróicos. Eles até que resistiram bastante. O consciente Al Gore tentou, mas eles não podiam perder a virtude clássica que sempre norteou suas decisões políticas. Bush pai e Bush filho. O resultado veio feroz.

Agora, com a cabeça baixa e meio envergonhados, os americanos cedem e parecem flertar verdadeiramente com a "mudança". Os discursos patriotas, floreados com citações biblicas, analogias de guerra e prospostas conservadoras não parecem ter mais o mesmo efeito.

A eleição ainda não acabou. Tudo pode acontecer naquele sistema endoidecido. E com toda essa crise, é como se o mundo estivesse encontrando um jeito de dizer: "Está na hora de tentar uma reconfiguração... a grande nação dos Estados Unidos descobriu pelas mãos de Osama, que não é imune a nada. Porque não experimentar pelas mãos de Obama, um novo e honesto caminho?"

 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 17:27
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Sandy Deu o Rádio

Ficaram me perguntando se eu não ia falar do casamento da Sandy... Aí eu fiquei pensando o que eu ia falar do casamento da Sandy.

Olha a cara dela!

Olha a cara de gavião do Lucas!

É tudo tão pasteurizado que não tem nem graça gongar. Vou falar do que, além da cara de gavião do Lucas? Do quanto a Sandy deve estar ansiosa já que teoricamente ela finalmente apagou o fogo da bacurinha? Do quanto é estranho que na família dela todos tenham o mesmo tamanho e na família dele, idem?

Xororó não é o Emo mais sertanejo do mundo?

Cool...

 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 23:42
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

Notei que não disse isso

O tempo passa, às vezes isso por aí só já determina alterações oscilantes de comportamento. A convivência é difícil e desafiadora. Conciliar os gênios, exercitar levezas, intensidades, ceder ou não ceder.

Mesmo assim, a experiência de dividir o lar com alguém que se ama é única e insuperável.

Sentir o corpo quente do outro na cama, assistir TV agarradinho, transar no meio dia só porque um abraço na cozinha provocou desejo, tomar banho juntos, cuidar quando o outro fica doentinho, receber os amigos, resolver a decoração, cozinhar pra família que veio visitar... isso compensa tudo. E explica tudo.

 

Eu te amo, Meu Rei. Pra sempre, e depois disso.

 

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 21:21
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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Porque eu não Cago??

Cá estou eu ultrapassando meu horário de trabalho para poder fazer um favor aos patrões... No fim das contas eu acabo ficando de qualquer jeito. Mesmo que não queira. É aquela coisa... Eu não sou aquele tipo de pessoa que consegue faltar ao trabalho e esquecer até de ligar o telefone pra não ser incomodado. Se eu faltar, passo o dia achando que justamente naquele dia, alguma merda vai acontecer.

Então por isso estou aqui. Cansado, faminto, entediado e chateado. Mas se eu for pra casa, fico pior.

Isso é justo?

Às vezes eu queria tanto ser como aquelas pessoas que cagam pra tudo. Ontem eu e meu namorado brigamos. Ele me magoou muito. Mas mesmo assim, eu tentei me resignar. Ele no entanto, saiu a pé pelas ruas do bairro (que não são nada seguras, aliás). Eu devia ter cagado pra isso. MAs cadê que consegui? Lá fui eu, andei por quadras e quadras atrás dele, imaginando as piores coisas. Não o encontrei. Voltei pra casa. Depois de uns minutos, ele voltou. Tentei conversar e ele foi irônico e cínico. Eu perdi a cabeça e acabei quebrando um jarro. Eu devia ter cagado pra reação dele diante disso... Devia mesmo. Mas caguei? Não! Não!! Eu nunca cago!

Terminei a noite limpando a sujeira que fiz. De quatro, esfregando o chão, limpando as lágrimas, como um retrato idiota e borrado de alguma mulher sofrida dos interiores desse Brasil. Ri-dí-cu-lo!!

Agora estou eu aqui... Porque que eu não caguei pros patrões? Não... Eu tenho prisão de ventre social. Eu sou um otário intestinal! É isso que eu sou.

 

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 22:56
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Domingo, 20 de Julho de 2008

Literalmente Visceral

Notam o figurino carnívoro do moço? Pois sim, o croata veste uma peça toda feita de pedaços de carne. As perguntas que não querem calar são:

 

a) Será chã, patinho ou lagarto?

b) Será que ele aproveita pra comer um bife depois?

c) Essa merda não fica fedendo durante o espetáculo?

d) todas as anteriores

 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 02:24
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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Hoje

Mil coisas....

Festival de Teatro, peça que não consigo montar, dinheiro que não consigo guardar por causa de séries  que não deixo de comprar, empréstimo pra cobrir dívidas, dívidas novas no horizonte, namoro pra administrar, presentes que tenho que dar, visitas que preciso fazer, telefonemas esquecidos, aniversário lembrados... Viver dói, mas é gostoso.

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 21:15
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Os Motivos que já Bastam

Tudo ao mesmo tempo!!

Essa é a frase que resume toda minha vida nos últimos dias. E que resume o meu atual inferno astral.

Acordei um belo dia de uma briga feia com o namorado. Daquelas de proporções épicas e que geralmente terminam em término. Pois bem, essa não terminou. Acordei no dia seguinte e fiz o que todo mundo devia fazer em ocasiões assim: comprar.

Estava inaugurando uma "Casa & Video" aqui em Rio das Ostras. Eu adorei!! Sempre fui louco por essa loja, até porque ela é a única da região que vende DVD's e Boxes de séries. E eu continuo doente por séries de TV. Pois bem, lá fui eu. Estava de cara amarrada até entrar na loja (cheia até os gorgulhões), quando vi a prateleira de coleções, tudo ficou azul de novo. Ah, meu Deus. Que delícia! A Warner tinha colocado à disposição uma promoção de comprar um box e levar outro. Você comprava um box com o selo da promoção e levava outro de graça.

Eu já sabia que queria comprar. Eu tinha uns 60 reais de limite no cartão de crédito e mais uns 70 reais de grana. O box era 59,90. Eu comprava um, ganhava o outro e garantia uma semana e meia de diversão noturna.

Saí da loja feliz da vida. Passei em frente ao cinema da cidade e estava lá:

"Sex and the city" no cinema. E se eu conseguisse comprar os boxes com o cartão, sobraria grana pra ver o filme. Era a felicidade total! Até porque a sexta temporada da série estava fresquíssima na minha cabeça e era a hora perfeita pra ver o filme.

Não daria pra comprar nada naquela hora. Voltei à loja mais tarde e foi aí que a merda começou a feder.

Cheguei ao caixa com os boxes e mostrei o selo da promoção pra atendente. Ela não registrou a compra e me disse que o box gratuito viria dentro do mesmo box. Expliquei à ela que não. Que eram dois boxes diferentes. Mas ela não aceitou a explicação e chamou a fiscal. A fiscal me deixou esperando vinte minutos, veio, eu expliquei de novo e ela me mandou pro responsável do setor. O responsável do setor ouviu a história de novo e me mandou pra sub-gerente, que por sua vez, depois de ouvir a história, me mandou pra "moça que arrumou a prateleira". A moça da prateleira me mandou pra "especialista Daniele", que não apareceu. Fiquei mais quarenta minutos esperando alguém. A loja começou a fechar. Então apareceu a gerente, que olhou pros dois boxes e me disse: "tem que ser de temporadas da mesma série". Eu perguntei se fazia diferença já que todas da promoção tinham o mesmo preço. Ela disse que eram as regras, embora o selo da promoção não disesse nada a respeito.

Ouvi aquilo com total descrença. Deixei os boxes na mão dela e saí. Puto!!

Temos uma outra loja na cidade vizinha. Saí na manhã seguinte e fui até lá. Nada da tal promoção. Eu já estava muito aborrecido, então comprei o box de "Roma" mesmo sem a promoção.

Consegui pagar com o cartão e pensei: economizando o dinheiro, eu posso então ver o filme hoje à noite tranquilo. Caminhei trinta passos pra fora da janela, pensei isso, levei a mão ao bolso e... o dinheiro tinha sumido. Meus 70 reais. Eu havia deixado ele aí pro caso de o cartão não passar. Foi incrível. Aquela sensação de conforto e tranquilidade foi substituída imediatamente por uma angústia e tristeza que me fizeram gelar.

Eu tinha perdido o dinheiro em algum lugar. Era a grana pra ir ao cinema e pra passar os últimos dias da semana, até o próximo salário.Tinha tudo sumido.

Eu simplesmente sentei na calçada e chorei. Chorei mesmo. Senti como se tivesse levado uma rasteira da vida. Minha briga com o namorado tinha sido muito ruim... aquelas coisas eram as coisas nas quais eu estava me apoiando pra melhorar. E tudo estava dando errado.

Voltei pra casa com as moedas que tinham sobrado.

No dia seguinte, descolei com o namorado a grana pra ver o filme pelo menos (tive que me humilhar ou perderia a chance). Me arrumei todo, renovei o estado de espírito, cheguei ao cinema e....a cópia era dublada.

Quase chorei de novo. Era um insulto dublar esse filme. Não fazia sentido nenhum. Era uma violência! Eu não podia passar por isso.

Voltei pra casa no mesmo pé. Deprimidíssimo. Nas últimas 48 horas, eu tinha ido da euforia à tristeza em segundos e em espaços de tempo mínimos. Era como ser bipolar.

Até agora ainda não me recuperei totalmente. Aquele momento de tristeza com o namorado tinha sido elevado à máxima potência.

Por fim, estou assistindo "Roma" e adorando. Também comecei a primeira temporada de "Grey's Anatomy" e é mesmo tudo aquilo que diziam. E existe a possibilidade de conseguir ver o filme das meninas no cinema da cidade vizinha.

Tudo isso e mais o trabalho louco é que me fizeram atrasar tanto os posts. Espero que entendam. E que não me abandonem. E comentem por favor... "digam coisas boas sobre Tom Ripley".

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 23:14
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Diatribe Subjetiva

Diatribe = crítica

Subjetva = própria

 

Meu namorado me disse ontem que eu era "vocabulárico" demais. Respondi a ele que as palavras eram os símbolos fonéticos necessários para expressar os sentimentos e que já que eu sentia demais, era natural que palavreasse mais ainda. Ele riu... Disse que eu sempre recorria ao lirismo pra me justificar e que isso era bonito.

"Dawson's Creek" demais.

Namorado... quem diria que eu teria mesmo um namorado? Quase marido!

Ok, ok... Eu não devia falar desse jeito.

"Eu vou declaro marido e marido"

É esquisito. E soa infantil e carente. Como se fossem indispensáveis as nomenclaturas convencionais pra configurar alguma adequação.

As palavras tem patente? O namorado uma vez, na cama, me perguntou quem será que as pessoas achavam que era o homem e a mulher da nossa relação.

Sim. As palavras têm patente. E determinados comportamentos inerentes também.

Marido, mulher, ativo, passivo, quem come e quem dá. Palavras e seus significados rotulantes.

Posso chamar de marido o meu namorado homem? Posso chamar de homem o meu namorado passivo? Posso ser passivo sem ter que ter um marido?

Gustavão teme pelas interpretações da nossa relação.

Será que se eu cozinhar viro a Amélia? E se não gostar do futebol é porque sou a mulherzinha?

Morar junto é mesmo desbravador. Sobretudo pra esclarecer a verdade e a procedência dessas "funções". E qual é a verdade delas?

Nenhuma. Elas passeiam livres pelo campo da mitologia. De mãos dadas com outros mitos homossexuais como "gay não tem ereção" e "se não tem ereção então dá a bunda".

O terrível é saber que a Cotinha e a Clotilde que nos vigiam pela janela, jamais saberão disso. Jamais saberão que um casal gay pode ser ativo e passivo mutuamente.Que um casal gay pode ter ambas características femininas e masculinas. E que, olhem que souvenir, podem sim corresponder exatamente ao mito até então discutido.

E tudo acaba tendo muito mais graça por causa disso, não?

Sem dúvida eu falo demais... sem dúvida

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 19:11
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Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Big Brother Brasil 8: Equívocos e Apogeu

 

Com essa imagem (a serenidade de Thati na própria eliminação e a alegria de Gyselle com a já certa vitória) que o Big Brother Brasil 8 chegou ao final. Sim, ainda existem duas eliminações pra acontecer e o programa só termina na próxima terça, mas quem acompanha sabe. O BBB acabou.

E ao passo em que a eliminação de Thati dita as regras sobre o como o povo brasileiro, apesar de gostar de ver o jogo acontecer, pune quem joga descaradamente, temos algo que jamais aconteceu nas outras edições: O BBB ferve mesmo pra quem está aqui do lado de fora.

Thatiana foi eliminada ontem com 70% dos votos. Mesmo com todo o seu exagero pessoal, era uma ótima candidata ao prêmio. Era uma merecedora dele. Brigou, quis, lutou, aguentou e causou. Foi responsável por grandes momentos do jogo e junto com Marcelo, e acho até que mais do que ele, fez o BBB acontecer em suas sutilezas e extremos.

Hoje li uma entrevista com Pedro Bial. Ainda inexplicavelmente, Bial repassa as atitudes de Marcelo Arantes com condescendência e até admiração. Cita com júbilo todas as opressoras necessidades do médico em "trazer à tona os problemas entre as pessoas e sobre as pessoas". Classificando como corretas e louváveis as demonstrações claras de falta de caráter que o psiquiatra demonstrou dentro da casa. Ofendendo e invadindo a individualidade de todos os outros participantes.

A entrevista se julga esperta. Bial continua inflando Marcelo e convencendo o moço de que ele é mesmo muito esperto e inteligente. E que sabe usar isso. E Marcelo vai derrapando, sem saber lidar com o próprio deslumbramento, e respondendo a tantos elogios com mais arrogância e soberba. A imparcialidade e simpatia de Pedro Bial por ele vai tão longe que o apresentador acredita inclusive nas boas intenções de Marcelo em ter-se assumido gay. É como se apenas pelo fato de ser muito grosseiro e mal-educado ao "dizer as verdades na cara das pessoas", Marcelo já tivesse uma postura irrepreensível e unicamente verdadeira. Pra mim não, pra mim ele jogou com a saída do armário. Falhou. E foi adiante fazendo buracos como uma britadeira em quem viesse pela frente.

Bom, Marcelo teve seu momento. Ana Maria Braga agora sabe como funcionam as prioridades do moço. Talvez Bial um dia esqueça o que isso representava pro jogo, e também venha a saber.

Thatiana, a vítima mais atingida pelas estratégias maliciosas de Marcelo, terá a vida e a estrutura emocional abalada durante muito tempo por ele. Uma passadinha pelo Big Bosta Brasil (blog sobre o programa) mostra que aqui fora ela é a segunda lésbica mais famosa do Brasil. Só perde pra Ana Carolina. E poucos serão os que terão piedade de não dizer isso na cara dela. Os esforços do programa foram tantos em tirar a moça do armário que sobrou até pra melhor amiga dela Thessa, que como bem disse a Mary W. do blog BBB, o Oitavo, também vai ter que tatuar "eu não namoro a Thati" bem no meio da testa se quiser fugir dessa situação.

Ontem, ficou muito claro que o destempero de Marcelo era tão importante nessa edição, que quando ele começou a reagir, a única coisa que o programa podia fazer era homenageá-lo com glórias e vivas. Marcelo provocou uma dramaturgia. Frágil e maldosa. Mexicana. E foi seu próprio carrasco, porque aqui fora, mesmo com todos os elogios de Bial, ninguém está interessado nele, apenas no descontrole dele. Assim como Thati terá que dar muitas explicações sobre sua sexualidade, Marcelo vai amargar o personagem que criou e que o público adora odiar e provocar. Como um felino numa jaula do zoológico, que pra você ver feroz como nas suas fantasias, você provoca e insulta.

O programa de ontem encerrou as expectativas. Marcos, Natália e Rafinha não são páreos pra Gyselle. O milhão é dela. Quando Thati saiu por aquelas portas, fechou-se o ciclo em volta de um BBB intenso e cheio de equívocos de julgamento. Realmente sem vilões e mocinhos. Mas cheio de desvios de conceito. Thati achava que pra ser carismática tinha que ser exageradamente emocional, Marcos achava que pra chegar até o final, tinha que ser amigo de TODOS, Natália achava que não podia votar em ninguém que gostasse e que ao mesmo tempo, tinha que gostar de todo mundo, Marcelo achava que pra ser sincero teria que ser estúpido e que sinceridade é propriedade de quem sabe jogá-la na cara dos outros primeiro. Gyselle achava que seu trabalho era chegar até o final, sem laços, sem conflitos e sem tremores. Como uma formiga operária. Enfim.... nunca houve tantos conceitos equivocados. Já que até mesmo o apresentador Pedro Bial, achou que homenagear a participação de um brother que alavancava a audiência com conflitos encomendados sob medida pela própria incoerência, era fazer com que ele saísse de lá achando que na vida também poderia continuar a ser assim.

Terça-Feira que vem Gyselle sai da casa com o prêmio. E também será merecido. Ela não formou alianças falsas, desnecessárias, não fingiu e não enganou ninguém. Foi seca e dura. Individualista e segura. Nada simpática. E exatamente por isso que é melhor o prêmio ser dela. Marcelo e Thati foram falsos um com o outro e pra sí mesmos. Fizeram-se acreditar que eram seres humanos com um olhar além. Não merecem ser premiados por isso. Porque ao contrário de todos nós, que veríamos isso como um prêmio a um participante que se envolveu com o jogo, pra eles seria um prêmio ao caráter e a personalidade. Do jeito que estava. Cheia de truques e adornos. É assim que eles são. E Marcelo já nos mostrou isso desde que passou por essas mesmas portas que decidiram o destino da Bione e ofuscaram ouro no de Gy.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 15:23
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Domingo, 9 de Março de 2008

World BBB

Todo mundo vê, todo mundo fala mal e enquanto isso, as pesquisas apontam as classes A e B como maiores espectadores. O BBB segue sua trilha.

Acabo de descobrir o mundo dos blogs sobre o programa. Aqui na minha lista de links já tem o Big Bosta Brasil e o BBB, o oitavo. Nesse último, a ótima Mary W. tem as melhores análises e mostra nesse texto transcrito abaixo, que pode-se trabalhar a inteligência usando qualquer tipo de material.

Muita calma nessa hora. Eu tava contando. Que eu tenho pelo menos 10 dedos pra votar. E posso ainda aprender a digitar com os pés. Sinceramente. 64 milhões. Eu acho pouco. 20 dedos resolvem. Acabei de ver a briga dele com a Gyselle e tal. Foi em cima demais. Brigaram e começou o programa. Não deu tempo de mostrar. Ela é irretocável em algumas coisas. Não arrega mesmo. E é articulada, embora não saiba falar esse tal de português. Ela consegue dizer o que QUER dizer. Se tem pouco vocabulário, faz bom uso dele. O Marcos é complicadíssimo. Não sei quem viu a conversa dos dois na cozinha. O Marcos NÃO conseguiu falar nada do que queria. Ele disse "eu não confio em você" depois que o Marcelo perguntou duzentas vezes pra ele se confiava. Ele disse que queria que o Marcelo saísse. Mas o Marcelo praticamente o obrigou. Titubeia DEMAIS. Tipo assim, mas então, por exemplo. O Rafinha ontem fez um papelão. Não acho que ele tem realmente medo. Acho que ele acha que é o melhor jogo. Ele sai da roda quando falam do doutor. Erro grave. Acha que com o jogo solitário, que agradou no começo, vai ganhar. O jogo mudou. A Bianca e a Thalita não mais o assediam. Tem que rever a estratégia. Pelo visto, não vai. A Nathália não tem inteligência emocional pra lidar com o que tá rolando. Ela não consegue compreender o comportamento do cara em instante nenhum. Ela fica ué MESMO. Não é tipo. Na minha opinião é quem mais sente o clima pesado que ele impõe. Não tem medo dele. Porque ela não tem segredo. O máximo que ele pode falar dela? Biscate. Pff. Ele sabe também. Que não há nada. E se tentar mostrar, vai fortalecê-la. Caipira. Ponto pra ela. Simplória. Ponto pra ela. E assim por diante. Thati Bione. Osso duro de roer. O problema. Ele não deixa as pessoas falarem e conduz a conversa. Mesmo que ela pensar e repensar o que dirá. Ele não vai deixar ter *o* efeito. Porque vai interromper e tentar mudar o rumo ou simplesmente sair. Ela sinalizou bem hoje. Disse que ele finge ser gay e perguntou o que é a verdade e tal. Mas ele fez dois movimentos que, eu acho, a deixaram em xeque. Primeiro approach. Ele disse que estava lendo o livro que a Juliana emprestou a ele e depois passaria pra ela. Que tem anotações (parece que feitas pela Ju) e que pode ser bom pra Thati. E depois, na piscina, ele encerrou a conversa (simulando carinho) dizendo que sabe que a Ju é a pessoa que ela mais gostava na casa. Disse mais de uma vez e enfaticamente. Não precisa ser a rainha da interpretação. Ele disse "vem em mim que eu vou jogar na sua cara que você tava apaixonada pela Juliana". A Thati entendeu. E agora deve estar. Ou tirando o time de campo. Ou se preparando para lidar com isso.



Esses são os nossos soldados.

Alguma coisa pode sair da Thati. E com certeza sai da Gyselle. Ela tem o dom mais precioso no momento. Ela consegue calar a boca dele. Daí as palavras dela aparecem. Etc etc.


Não é mais um reality show. Não é factível o comportamento dele. Ele está disposto a perder TODA a reputação nessa super exposição. E tá contando que os outros não estão.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 21:53
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