Sexta-feira, 1 de Setembro de 2006

Sala de Projeção 2

 
HAIR
 
Musical clássico. Lembro que o assisti pela primeira vez por acaso, quando era adolescente e nem sabia do que se tratava. Lembro de ter adorado a música “Age of Aquarius” (sou aquariano e sempre me orgulhei dessa coisa de estar vivendo a minha era) e de ter ficado chocado com o final. Reassisti o filme esses dias e fiquei novamente encantado. A canção “Let the sunshine in” é simplesmente encantadora! Treat Willians (que eu vejo na série Everwood) está lindo e muito bem no papel de Berger. O engraçado é ver como a estrutura desse musical destoa do que vem sendo feito recentemente. Ao contrário de “Chicago” e “Moulin Rouge”, que são ícones modernos desse estilo, “Hair” tem certa crueza que intriga o espectador desavisado que não espera aqueles cenários naturais que tornam estranha a execução das canções do filme, sendo claramente dubladas pelos atores.
 
SALEM’S LOT
 
Ridiculamente batizada em português de “A Mansão Marstem”, essa nova versão do maravilhoso livro de Stephen King me deixou realmente empolgado. Eu sou um grande fã dele e esse sempre foi meu livro preferido. Eu delirei quando li sobre essa cidade agonizante e suas criaturas da noite. “Salem’s Lot” é sem dúvida, uma das melhores adaptações do King. Com três de duração, pode-se transportar bem pra tela o clima crescente de tensão da história. A falta de aprofundamento dos personagens talvez tenha sido o que mais me incomodou. Ben, Matt e Jimmy formam junto com Susan e Mark um grupo de caça aos vampiros que torna a ação final do livro irresistível. No entanto, no livro esses personagens soam muito mais críveis. As grandes cenas do livro estão todas lá: Danny e Ralph se perdendo na floresta. Danny flutuando na janela de Mark. Matt ouvindo Mike sendo sugado num quarto de sua casa. Ralph mordendo a mãe na cabeceira da cama e, sem dúvida, a grande cena de Barlow com o Padre na casa de Mark. Um diálogo irresistível!! Talvez a grande falta tenha sido a cena em que o Padre, depois de beber o sangue de Barlow, tenta entrar na igreja e sua mão queima na maçaneta.
Um grande filme! Baseado em um grande livro! Eu também gostaria de ter visto aquelas cenas curtas no final do livro, onde King nos presenteia com toda sua crueldade ao mostrar que além de nada ter dado certo pros bonzinhos da história, a cidade ainda tornou-se um cenário de horror absoluto. O final foi confuso e sem dúvida se o diretor tivesse optado por seguir a linha angustiante de King, onde os dois únicos sobreviventes vêem-se prisioneiros de suas perdas, teria sido melhor. Mas toda adaptação é livre e isso não prejudica a qualidade do filme.
 
 
CRASH
 
Fui conferir porque raios esse filme ganhou do Brokeback Mountain no Oscar. Não descobri. A única explicação convincente que encontrei foi aquele do crítico do cinequanon mesmo. O filme é bom. Envolvente, bem dirigido, bem musicado e com bons atores! Até a Sandra Bullock convence em seu papel. O mosaico de coincidências do filme é interessante e a premissa única: o preconceito, é imparcial e distanciada. Gosto muito da seqüência final em que a canção “In the Deep” passeia pelos personagens como no final de uma série como “Dawsons Creek” (e isso é um elogio). A canção dos créditos também é muito boa.
Enfim, um bom filme, mas longe de merecer um prêmio daqueles.
 
 
O JARDINEIRO FIEL
 
Ótimo filme! Merecia o Oscar mais que “Crash”.
Notamos imediatamente a edição nervosa e plástica que premiou “Cidade de Deus”. Rachel Weiz está ótima. O filme te engana desde o início, levando a impressões que se disfarçam durante a película. O final é emocionante e me arrancou lágrimas, inclusive. O filme é despretensioso e belo. Um primor.
 
 
 
AS BRANQUELAS
 
Nova bobagem dos irmãos Wayans. Embora algumas piadinhas sejam boas, não passa disso. 
Curiosidade: Busy Phillips, a Audrey das duas últimas temporadas do Creek, está no filme.
 
 
 
OS INCRÍVEIS
 
Ótima animação! A idéia já é deliciosa: um mundo onde os super heróis foram banidos e obrigados a levar uma vida normal. A ação é perfeita. Os diálogos são mordazes (como todos os filmes de animação, ultimamente). Vi no cinema e loquei pra conferir novamente.
Só as cenas com a estilista Edna, já valem o ingresso.
O filme é tem uma ambigüidade que talvez incomodem alguns. O tradicionalismo e maniqueísmo americanos ficam bem evidentes nas entrelinhas, mas mesmo assim o filme é ótimo!
 
 
 
 
SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS
 
“Oh captain, my captain”!!!!
Não há o que dizer sobre esse filme… ele é perfeito!!!
Já vi duzentas vezes e sempre choro quando eles sobem na mesa no final. Agora, quando o revi depois de ter estudado os princípios improvisescos do teatro contemporâneo, achei a cena do poema de Tood ainda mais impressionante. E compreendi muito melhor as intenções do professor.
Carpe Diem!
 
 
 
ADAPTAÇÃO
 
Outra loucura de Charlie Kauffman, transformando ele mesmo e seu irmão imaginário em estrelas do próprio filme. Bons diálogos, boa direção, boas interpretações (gostei de ver Meryl Streep se propondo a algo que não engrandece sua figura divesca) e boa condução. Não é um filme que arrebata, mas vale a pena conferir. Sobretudo pra quem escreve e compreende o universo confuso desses seres.
 
 
 
AS VIRGENS SUICIDAS
 
Estava eu lá na locadora procurando outro filme pra ver e me deparei com a estréia de Sofia Copolla. Ainda não vi “Encontros e Desencontros”, e por isso mesmo resolvi locar esse pra ver qual era dessa menina. Não achei grande coisa. A história é boa, mas quando ela se decide por narrá-la de um ponto de vista distanciado, não consegue alcançar o espectador e sensibilizá-lo. Ela busca lirismo e até alcança-o. Transforma a história dessas cinco jovens em algo belo, apesar de trágico. Mas peca por excesso de neutralidade.
 
 
 
OS SONHADORES
Todo mundo fica berrando: Bertolucci!!! Bertolucci!!
Eu não conheço muito bem a obra do cara, mas apesar de achar o filme esteticamente bonito e bem dirigido, acho “Os Sonhadores” de uma superficialidade maçante.
Os dois irmãos pseudo-franceses são uns chatos! Retratos grotescos de uma juventude rica e sem nada de útil pra fazer.
O sexo, cru e pretensiosamente belo, e que parece ser a razão pela qual tantos jovens (entre eles os inflamados da classe artística) enaltecem o filme, não passa de um recurso bombeador.
Enfim, um filme que seria até bom, se não fosse o campo de força superior que o envolve.
 
 
 
O GALINHO CHIKEN LITTLE
Eu adorei!!!!!!
Tem tudo que eu gosto num filme: paródias a outros filmes (no caso ficção científica, que eu também adoro), personagens improváveis (a pata feia é tudo!), piadas adultas escondidas (adoro o porco gordo ao som de Gloria Gaynior) e ainda por cima, a voz deliciosa do vocalista do Five For Fighting numa linda canção!
O filme tem lá seus maniqueísmos, mas eu achei fofa não só a construção do Galinho (dublado muito bem por Daniel de Oliveira, na versão em português), como a de seu pai e a relação dos dois. O início do filme também é um achado!
Vale a pena!
 
 
 
 
LEMBRANÇAS DE UM VERÃO
Stephen King novamente.
Em mais uma de suas histórias mais tranqüilas, onde mesmo assim, o sobrenatural está presente. Não dá pra falar muito sem estragar a surpresa, mas temos aí um King mais uma vez juntando o homem e o menino. O filme é muito bonito e me arrancou lágrimas no final.
Hopkins está bem, mas o menino ganha todas as cenas em que está!
Outra boa adaptação.
Gostaria de ter lido o livro...
 
 
 
RECOMEÇAR (A mãe)
Meu namorado é mais velho.
Tá, e daí?
A propaganda feita sobre esse longa me enganou direitinho. Pensando que tratava-se de uma história onde um cara bonitão e mais jovem se interessaria por uma mulher velha e meio caída, eu fui lá e loquei!
É isso, até. Mas o roteiro, compreensivamente (visto que temos personagens criados à base de muita coisa ruim), cai no sexo vendido e interesseiro e empobrece a intenção.
Daniel Craig está irreconhecível e muito charmoso e Ann Reid dá um show.
Pras minhas expectativas, não funcionou. Mas é bom.
 
 
 
 
MARIA CHEIA DE GRAÇA
Tenso, frio, ácido, objetivo e seco.
Esse filme é muito desconcertante.
Catalina está deslumbrante e cada minuto dela em cena te transporta pra essa história tão angustiante e necessária.
A metáfora é desafiadora e a direção, sóbria e competente.
Dá vontade de gritar e é uma experiência sem dúvida, inesquecível.
 
 
 
 
 
 
O GRITO
Duas coisas sobre esse filme: os japas pálidos são mesmo assustadores. E Sarah Michelle está perdida igual a cego em tiroteio.
Os filmes de terror asiáticos estão ganhando cada vez mais mercado, e isso é bom. Esse é outro bom exemplo. No entanto, não existe espaço neles pra supervalorização de uma estrela.
 
 
 
 
REGRAS DA ATRAÇÃO
Motivo pelo qual assisti: James Van Der Bekk.
Pode parecer superficial, mas a verdade é que, como fã de ‘Dawson’s Creek”, eu queria ver do que o moço era realmente capaz. E.... gostei!
Não sabia das ligações do diretor com Tarantino ou mesmo tinha assistido “Psicopata Americano”, que tem importante ligação com a história. 
Mas o filme é bom. Muito bom. É bem verdade que os jovens são desprezíveis e egoístas ao extremo e que você não consegue simpatizar com nenhum deles, mas mesmo assim, o filme te conquista. Se não por isso, pela bela trilha sonora ou pela edição ágil e inteligente.
O filme tem ótimos diálogos e interpretações. James consegue se desligar do seu apático Dawson e junto com ele, Ian Somerholder (que acabou ficando famoso por conta do Bonnie, de “Lost”) e Shanny Sossamom formam um ótimo trio protagonista.
Vale lembrar (por conta de uma tara estranhamente pedófila que tive nos anos 80), a participação pequena de Fred Savage na história. Ele ficou famoso por conta da ótima série “Anos Incríveis” e eu cansei de assisti-lo na sessão da tarde trocando de corpo com o pai. Ele tá um gato (e ao menos minhas fantasias deixam de ser pedófilas) e faz uma cena muito boa com Van Der Bekk.
Enfim, o filme já vale pela chance de ver como os jovens podem ser tão ridiculamente pretensiosos em seu patamar de vida incólume.
 
 
 
JOGOS MORTAIS II
 
Há alguns posts atrás eu fiz uma animada crítica ao primeiro filme e o que posso dizer agora é que essa seqüência não me anima além, mas também não atrapalha.
Duas boas idéias: A volta de Amanda e a ligação entre o cenário do primeiro filme com o da seqüência. Saber o que aconteceu ao Dr. Lawrence e seu companheiro é de esfriar a espinha.
Duas péssimas idéias: O papel de Amanda na história e a revelação das reais motivações de Jigsaw. Eu adorava aquela incógnita na qual o espectador, junto com os personagens, viviam a respeito do organizador dos tais jogos.
O filme é um bom divertimento. As mortes são de uma crueldade simplesmente sufocante e em dado momento você se pergunta quem em nome de Deus teria pensado em coisas tão assustadoras.
No entanto, poderia ter sido melhor. Mais sóbrio. E menos hollywoodiano.
Dobrado Por Henrique Haddefinir às 15:27
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