Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

Splish, Splash fez o tapa que eu dei... na cara da sociedade.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 22:00
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Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

Vale Sempre

Ontem, depois de uma festejada reprise, a novela Vale Tudo terminou novamente para espectadores cientes de quem matou Odete Roitman, mas nem por isso menos contentes em rever esse que é o maior dos mistérios da nossa teledramaturgia.

 

Cheia de momentos inesquecíveis, a novela era tão inteligente que chegava a dar medo. As soluções dramatúrgicas cheias de sagacidade, os personagens com uma base psicológica bem definida, os diálogos brilhantes. Ao contrário do que está acontecendo com Vamp, onde sua reprise mostra que seu sucesso foi superestimado, a volta de Vale Tudo veio para confirmar sua genialidade.

 

E quer saber qual é pra mim o personagem mais bem construído da história? Errou quem apostou em Odete Roitman ou Maria de Fátima. As duas são maravilhosas, claro. Fátima, principalmente é incrível! Cheia de níveis e subníveis de motivação, um desbunde. Mas pra mim, o Ivan, vivido por Antônio Fagundes (lindo de morrer), é o personagem mais crível da novela. Sem a maldade brutalizada de Odete, mas igualmente ambicioso; e sem a honestidade cega de Raquel, mas igualmente generoso. A trajetória dele é a trajetória de muitos brasileiros que vivem na corda bamba entre a facilidade do delito financeiro que gera frutos e as consequências morais que isso traz para o caráter. Ivan passou o início todo da história em pé de briga com Raquel, que não aceitava os valores flexíveis do namorado, para então no final da novela, ser o único a encontrar a cadeia por conta de um desses delitos leves que facilitam a vida mas que formam a estrutura podre do país em grande escala.

 

 

Enfim, Vale Tudo veio num momento ótimo para Gilberto Braga, que depois de alguns acertos com Celebridade e Paraíso Tropical, finalmente reencontra a própria voz em Insensato Coração. A atual novela das oito vem dando um banho de boas construções narrativas, vem sabendo ser paciente para criar expectativas, vem arrasando com a maneira com que tem mostrado as questões homossexuais e está cheia de bons personagens. É curioso também que Glória Pires, que em Vale Tudo viveu seu maior papel, esteja agora, depois de muitos anos de maus personagens, reencontrando o sucesso com outra novela de Gilberto.

 

Para aqueles que quiserem rever o grande momento da morte de Odete, segue abaixo o vídeo com o momento. Mas não deixe de ver o momento seguinte, em que o Brasil de Cazuza, cantado por Gal, toca ao fundo enquanto todos os pobres da história vão sendo presos e o rico Marco Aurélio entra em seu jatinho e manda bananas pro belo e feio Rio de Janeiro.

 

 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 18:53
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Aberturas Literais - VAMP

Como Vamp tá no ar faz um tempo e aquela abertura é uma das mais bacanas e nonsenses da história da televisão, nada melhor do que conferir a sua versão literal.

 

 
O cara que faz isso no youtube é gênio!!

 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 18:39
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Terça-feira, 12 de Julho de 2011

Arquivo X - Quase Vinte Anos de Conspiração - Season 3

                Enquanto a segunda temporada fez nascer a mitologia, a terceira foi uma temporada de ajustes.  Carter revela em uma entrevista anos depois, que foi intimidado pelos executivos da Fox a realizar uma série nos moldes dos episódios de Além da Imaginação, com histórias fechadas e sem absolutamente nenhuma conexão entre si. Como em muitas coisas que fez durante seus anos à frente do programa, Carter resistiu e não cedeu. Encheu a primeira temporada de conexões indiretas e assumiu as conexões a longo prazo com Anasazi¸no final da segunda. O que apavorou os executivos: nenhum deles achava que fazer um fã esperar seis meses pra ver uma continuação ou obter uma resposta, seria uma boa estratégia. Os showrunners de hoje devem muitos agradecimentos ao que Chris Carter fez pela indústria das séries naqueles anos 90. Sem ele, talvez fosse impossível para Damon Lindelof e Carlton Cuse, convencerem a ABC a levar adiante uma idéia que só ficaria clara depois de seis anos de show.

                Certo de suas decisões, Carter aproveitou os prêmios e a audiência crescente para incorporar as bases definitivas da mitologia. O Globo de Ouro vindo pela segunda vez ajudou a tornar essa perspectiva possível. A terceira temporada é uma temporada fraca de episódios soltos e muito forte de episódios mitológicos. Foi provavelmente aqui que o projeto (nome dado ao conjunto de decisões conspiratórias que escondiam os segredos perseguidos por Mulder) ganhou vida. Foi provavelmente aqui que as temporadas seguintes foram planejadas do ponto de vista mitológico. E esse planejamento provou, pelo menos até a sexta temporada, estar muito coeso e objetivo.

                A abdução de Scully foi ganhando mais capítulos, a aparição do óleo negro ampliou as teorias científicas e os homens comandados pelo Canceroso revelaram parte de seus objetivos globais. De súbito, a série começou a ser tratada pela mídia e por intelectuais como um produto genuinamente desafiador, épico. As teorias passaram a circular pela net e pelo boca-boca como rastilhos de pólvora e o culto começou a ganhar força. Já tínhamos revistas especializadas na série, livros, colunas, convenções... A terceira temporada é marcada pela quebra de uma barreira: a de que séries de ficção científica, de fenômenos sobrenaturais, podem sim ser levadas a sério e servir de referência para sagacidade e inteligência.

               

               Vamos então aos dez melhores episódios da terceira temporada:

 

“Operação Clipe de Papel” -  3X02

A primeira parte da primeira grande trilogia da série iniciou-se em Anasazi, na temporada 2. A terceira temporada começa com O Caminho da Cura, que mostra como Mulder conseguiu escapar da armadilha do Canceroso e como Scully descobriu que um chip foi parar em sua nuca sem maiores explicações. Mas é só em Operação Clipe de Papel, que a trilogia mostra todo seu poder e nos presenteia com sequências de tirar o fôlego. O título do episódio diz respeito a um programa secreto que catalogava abduzidos em todo mundo. Ao chegar ao “depósito” de arquivos, Mulder encontra o nome de Scully e o de sua irmã entre os abduzidos. Acaba descobrindo que deveria ter sido levado no lugar da irmã. A cena é uma das mais preciosas da série e tem o momento antológico que mostra uma nave chegando e no escuro dos corredores, Scully sente, apavorada, pequenos seres passarem correndo por ela. O episódio ainda tem outra dezena de momentos importantes como a morte da irmã de Scully, o embate entre O Canceroso e Skinner, a revelação da mãe de Mulder de que havia uma razão para sua irmã ter sido levada ao invés dele, a morte de seu pai funcionando como um catalisador de sua relação com Scully, os novos rumos de Krycek e por aí vai. É um desbunde de criatividade e inteligência.

 

“O Repouso final de Clyde Bruckman” – 3X04

Darin Morgan é conhecido dos fãs da série por seus episódios de narrativa desconstruída e incrível senso de humor. O Repouso final de Clyde Bruckman foi premiado no Emmy e é sem dúvida, um grande momento do programa. Mulder e Scully investigam mortes de videntes que parecem todas executadas por um curioso serial-killer. No processo, acabam encontrando com Clyde, um vidente de verdade que consegue ver o momento em que qualquer um morrerá, no futuro.

 

“Os Japoneses” – 3X09

Como disse na introdução do post, essa é uma temporada mitológica e entendendo como esses episódios interessavam os fãs, Carter jogou outro episódio duplo antes mesmo da metade dela. Nessa maravilhosa trama, Mulder recebe uma fita com uma provável autópsia alienígena (numa referência à famosa fita que foi veiculada até mesmo aqui no Brasil, no nosso Fantástico) que ao contrário de sua homônima fraudulenta, mostra-se quase verídica. A investigação leva Mulder a crer que uma entidade alien estaria sendo transportada de trem pelo país e ele segue em seu encalço. Como já de costume nos bons episódios mitológicos, Scully segue em outra vertente da investigação, descobrindo que há várias mulheres abduzidas que também tinham um chip na nuca, que estão morrendo de câncer.

 

“O Falso Alienígena” – 3X10

A continuação de Os Japoneses eleva o nível dos roteiros um grau a mais. Scully descobre, numa sequência impressionante, que uma base é mantida para experiências com células híbridas. O Sindicato, vendo onde ela está chegando, não tem outra escolha e manda um membro do clã para convencê-la de que o que Mulder persegue naquele trem é um desses seres híbridos mal sucedidos, que são eliminados aos montes, em covas coletivas, na base. O episódio termina com o informante X salvando Mulder de uma grande explosão para eliminar a criatura.

 

“Revelações” – 3X11

Antes do filme com Patricia Arquette, pouco se sabia sobre as estigmas (feridas iguais as de Cristo que aparecem em pessoas muito religiosas sem que tenham sido infringidas) e Kim Newton as aborda nesse sinistro episódio em que as tais estigmas começam a aparecer em um garoto problemático. O episódio tem seu ponto alto quando Mulder explica a ocorrência do fenômeno daquela maneira tão desesperada com a seguinte frase: tenho medo de que Deus esteja falando... e ninguém esteja ouvindo.

 

“A Morte vem do Espaço” – 3X13

Carter é bom de episódios mitológicos, mas costumava dar seus vacilos em histórias soltas. Aqui, no entanto, temos uma excessão. A morte vem do espaço é uma história deliciosa sobre um raro alinhamento astral que tem uma pequena cidade americana como catalisador. Duas amigas, que nasceram no mesmo dia e hora, acabam captando toda essa energia devastadora e usando-a para o mal. O problema é que o alinhamento acaba mexendo com todo mundo e com isso quem ganha é o espectador, que vê um Mulder todo sexual e uma Scully descontrolada de ciúmes. O episódio tem um grande momento, quando as energias das duas garotas estão tão intensas que provocam uma chuva de pássaros mortos no meio da madrugada. A cena, com canto gregoriano ao fundo, é um desbunde. Temos um elenco de nomes futuramente famosos como o de Lisa Robin Kelly (That’s 70 Show) e Ryan ... (...). A canção All Over You, do Live, toca na cena da festa. A banda acabou se tornando pra mim, mais tarde, uma referência de qualidade e poesia.

 

“O Mistério do Piper Maru” – 3X15

A dupla Carter e Spotnitz começa a se consolidar como uma dupla de roteiristas mitológicos, e eles decidem inserir outro elemento na mitologia. O oléo negro faz sua primeira aparição e a ideia é tão simples quanto genial. A entidade alienígena, presa no fundo do mar, dentro de um submarino, aproveita uma expedição de exploração e pula de hospedeiro. Isso mesmo. A massa gosmenta de óleo salta de uma pessoa pra outra, controla sua mente, e só é perceptível por conta de uma sombra escura que desliza pelos olhos da vítima. Seria tão absurdo se estivesse em outra série, mas aqui em Arquivo X se torna um símbolo da capacidade do programa de dominar a narrativa (algo muito parecido com o que aconteceu com o monstro de fumaça em Lost). Mulder descobre, em sua investigação, que Krycek tem vendido segredos para outros governos desde que o Sindicato tentou se livrar dele numa queima de arquivo. Mulder o captura em Hong Kong e no caminho de volta, Krycek acaba se tornando a próxima vítima do óleo.

 

“O Mistério do Piper Maru II” – 3X16

Na continuação, Krycek, tomado pelo óleo, procura O Sindicato para trocar a fita com os arquivos MJ que ele possuía, por algo que o grupo de conspiradores possui dentro de um silo de mísseis. Mulder e Scully descobrem que o submarino naufragado tinha tido contato com um OVNI que mais tarde teria sido resgatado. É exatamente essa nave que a entidade possuidora de Krycek procura. Em troca da fita, O Canceroso leva Krycek ao silo e numa cena impressionante, o russo “vomita” o óleo pelos olhos, pela boca, pelo nariz, pelas orelhas... na superfície da nave. Mulder e Scully descobrem o silo, mas são pegos pelo Canceroso e impedidos de alcançar o OVNI. O episódio termina grandioso, com o óleo de volta ao seu “lar”, e Krycek preso dentro do silo. Aqui fica claro que o membro do sindicato vivido por John Neville tem personalidade ambígua. O episódio também tem a clássica frase de Scully sobre a consciência ser uma voz vinda dos túmulos dos mortos.

 

“Do Espaço Sideral” – 3X20

A série perde mais um grande roteirista. A saída de Glen Morgan e James Wong foi sentida nessa temporada, fraca de bons episódios avulsos, e com a despedida de Darin Morgan, a produção executiva tem o pepino de manter a qualidade dessas histórias. Aqui nesse absolutamente fantástico episódio, ficamos conhecendo um pobre soldado do governo que tem a ingrata função de forjar abduções alienígenas e que um dia acaba sendo verdadeiramente abduzido. Com mais uma narrativa descontruída, cheia de fragmentações, vamos conhecendo o roteiro enquanto ele vai sendo contado por diversos pontos de vista. São tantos os momentos antológicos que eu precisaria de muitos tópicos para descrevê-los.:

  • Mulder dando um gritinho de falsete quando vê um corpo de alienígena.
  • O vidente doido de O Repouso final de Clyde Bruckman aparecendo de novo.
  • O cartaz na parede do nerd perseguidor de OVNIS que diz I Believe ao invés de I Want to Believe.
  • O purê de batatas numa clara referência ao filme de Spielberg.
  • A autópsia de alienígena tão falsa quanto sensacional.
  • A brilhante frase no final do episódio: Sei que isso tudo não lhe dá uma sensação de desfecho, mas você tem muito mais do que em muitos dos nossos casos.

 

“O Milagre” – 3X24

A Season Finale da terceira temporada é, em minha opinião, a mais fraca de todas! Mais do que até mesmo das últimas temporadas. Embora a ideia fosse boa – um homem misterioso chama a atenção da polícia após curar milagrosamente as vítimas de um assalto – e estivesse claramente conectada aos eventos científicos da segunda temporada, o episódio tem um final frouxo e não melhora na sua segunda parte. Outros ícones da série aparecem pela primeira vez aqui, como Jeremiah Smith (ícone da resistência alien) e a arma parecida com um picador de gelo que é a única coisa capaz de matar os alienígenas. No entanto, Carter exagera um pouco nos detalhes e vemos os primeiros perigos provocados pelo excesso de criatividade. De uma só vez, sabemos que os alienígenas curam outras pessoas, só morrem com um furo na nuca, têm lados opostos na questão colonizadora e podem se transmorfar até em pessoas mortas. Aqui também temos a primeira menção ao caso entre O Canceroso e a mãe de Mulder e o paradeiro de Samantha volta ao cerne da questão. Embora cheio de problemas de ritmo, o episódio é importante demais para a mitologia para não fulgurar nessa lista.

 

Agora vamos dar atenção aos erros. Como já dito, houve muitos enganos nos episódios soltos, que continuaram apostando em mutações e criaturas que não serviam ao propósito intelectual da série.

 

“O Raio da Morte” – 3X03

Howard Gordon continua sua carreira de ideias esdrúxulas e vem com esse episódio sobre um garoto que sobrevive a um raio e começa a controla-los. O episódio seria indigno até de menção, se não fosse Jack Black começando sua carreira fazendo uma ponta nele.

 

“A Guerra  das Baratas” – 3X12

Darin Morgan não vai embora sem cometer seu erro. Embora esforçado e bem humorado, esse episódio sobre baratas é chato como a anatomia de suas protagonistas. Tem Mulder arrastando asa pra tal da Bambi e Scully falando com ele pelo telefone o tempo todo, já que Gillian Anderson não podia estar à frente do episódio por conta de outros compromissos. As mortes são fracas, as baratas não convencem como assassinas e as teorias que fundamentam os roteiros são confusas e forçadas. Enfim, ruim. Bem ruim.

 

“A Maldição da Múmia” – 3X18

Pior ainda, só esse A Maldição da Múmia. Não sei onde aquele povo estava com a cabeça quando resolveu colocar a culpa de uma série de crimes misteriosos num bando de gatos possuídos. As sequências que envolvem Scully sendo atacada pelos gatos é tão ruim que chega a dar vergonha. O episódio todo é chato, feio, não se resolve teoricamente e ainda nos premia com esse desfecho totalmente indigno da série.

 

“O Monstro do Lago” – 3X22

Mais um episódio monstro da semana que podia ter ficado na gaveta. Claramente inspirados pelo monstro do Lago Ness, o pessoal resolve contar a história de um tal monstro que aparece num lago e está matando gente. Mulder vai pra cidadezinha cheio de vontade de encontrar a criatura e Scully segue-o entediada. A história não é boa, mas o episódio tem um monte de bons momentos, principalmente nos diálogos. O roteiro tem bom humor, caçoa dos agentes, mata a cadelinha feia de Scully e faz boas comparações entre Mulder e o herói de Moby Dick. Mas ao passo em que a série sempre preferiu teorizar muito mais do que conceitualizar, obviamente que a existência da criatura de fato não era importante. Quando os agentes encontram um crocodilo gigante, tudo se encaixa dentro dos propósitos nada megalomaníacos do programa, mas eis que nos segundos finais, Kim Newton, roteirista do episódio, resolve achar que Arquivo X podia se permitir um toque disneylândico e coloca uma criatura meio pré-histórica nadando no horizonte do lago, inofensiva e poética. Quase dá pra esperar a vinheta da Sessão da Tarde vindo logo depois dos créditos. Pois é, Newton, você achou que Arquivo X permitia esse tipo de coisa, mas olha aí! Não permite.

 

 

See you in the fourth season...

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 19:59
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Sexta-feira, 1 de Julho de 2011

Dobrando: Adele, O Hobbit, Harry Potter, The Glee Project, SérieManíacos, Britney Spears, Friday Night Lights, Maria Urtigão e Vida que Segue...

Sei que não atualizo o blog faz um tempo, mas as razões pelas quais isso não foi possível seguem todas em sequência, junto com as frivolidades imprescindíveis à alma, nesse urgente e necessário post de esclarecimento e exposição.

 

Há um tempo atrás, fui procurado pelo pessoal de uma das companhias de teatro aqui de Rio das Ostras para criar uma adaptação de uma esquete que eles tinham e que queriam transformar num espetáculo.

 

 

Então me debrucei sobre Maria Urtigão e seu lendário bando de cangaceiras decadentes. Expandir um texto de 10 para 30 páginas não é nada fácil. Então fui atrás de referências históricas e inventei de compôr algumas canções de Cordel (literatura que aborda muito o cangaço como temática). Minhas noites são totalmente tomadas pelo universo louco e divertido de Maria Urtigão e suas colegas. E nessas noites de imersão dramatúrgicas são embaladas pela antítese musical, para o tema, chamada Adele.

 

 

Enquanto a moça sobe na minha playlist, desce no meu conceito. Prefere continuar fumando como louca do que parar e cuidar da voz. Esse ciclo insano de arte se misturando com sexo, vício e dormência volta a me aborrecer. Às vezes tiro os fones de ouvido e me pergunto porque ela a arte não pode ser limpa, tem sempre que estar coberta de cinzas, restos e fluídos. Então fico feliz porque minha arte é limpa. Sou capaz de fazê-la sem torpor... Lamento por Adele, mas continuo a ouví-la. Então desvio os olhos para a televisão e lá estão os garotos cantando-a...

 

 

The Glee Project está na minha pauta há tempos. Acompanhar as vidas dos jovens que buscam um lugar dentro da série mais influente da atualidade é divertido e desbravador. A gente entende a engrenagem da TV, entende os executivos, os criadores, entende os maus resultados vindos de boas intenções, entende a arte conseguindo ultrapassar o conceito de indústria... E isso me faz pensar no álbum novo da...

 

 

Britney. E que me soou tão tolo num primeiro momento, mas que depois de liberar um divertido clipe da faixa I Wanna Go, me fez perceber uma obviedade: depois de Lady Gaga tornando sua aparência e sua atitude algo uns dois graus acima de sua música, faz bem ver que Britney continua com singles agradáveis que garantem meu divertimento cênico de banheiro. Que venham as críticas, mas Britneyda ainda faz música melhor que Gaga.

 

E me lembro que Glee executa as canções de Gaga melhor do que ela, e volto a pensar em The Glee Project, que tem ótimos participantes e um insuportável Ryan Murphy se sentindo o Deus Gleênico que tudo sabe e que precisa ter seu trabalho feito pelos outros, ou seja, se o participante não "inspira" o criador, está fora. Fico pensando, no que Chord Overstreet (Sam) inspirou Murphy pra poder entrar na série. A boca grande? Só isso? A inspiração não é obrigação e sim fluidez. Não pode haver parâmetro dentro de um apresentação apenas. E então eu me lembro de Friday Night Lights.

 

 

Há um tempão atrás, quando comprei a primeira temporada da série, ela em nada de inspirou. Era engraçado, porque embora todos falassem tão bem dela e ela parecesse bem feita, algo não funcionava, não chegava até mim. E Deus... eu agradeço tanto, mais tanto pelo meu senso de curiosidade. Pela minha mente completamente aberta às possibilidades. Pela minha ausência de preconceito literário, cinematrográfico, musical... Pela minha maravilhosa capacidade de experimentar. MUITO OBRIGADO!! Após começar a segunda temporada, a mágica aconteceu. Estou prestes a terminar a quinta e última temporada e estou fascinado. Minhas noites tiveram que abrir espaço para Friday Night Lights (que diga-se de passagem foi o único drama teen a ser indicado para o prêmio da associação americana de críticos) e tem sido um tempo muito bem aproveitado. Uma pena que não possa escrever sobre ela no Série Maníacos...

 

 

Um ótimo site de séries que visito sempre para ler as resenhas de meus programas favoritos e que acaba de me oficializar como resenhista de três séries do canal SyFy: Alphas, Haven e Warehouse 13. Participei de um concurso para encontrar um novo resenhista para Gossip Girl e para minha alegria total, ganhei a simpatia do editor. Ele adorou meu estilo e me sugeriu algumas séries para escrever uma resenha-teste. Escolhi Haven e Warehouse 13 e passei. Ele também me sugeriu Alphas e eu vou arriscar. Assim que as novas temporadas começarem, eu estreio no site. Por isso, estou cheio de trabalho: preciso ficar em dia com os programas pra acompanhar direito quando começarem. Essa será uma oportunidade incrível pra mim, que adoro séries, adoro escrever sobre séries e adoro se lido. Tenho esperanças de com o tempo, ganhar a chance de escrever sobre séries que me cativam de verdade. Escrever sobre cinema, quem sabe? Adoraria escrever sobre o final da saga Harry Potter no cinema...

 

 

... que será o encerramento de uma história mágica que me deu imensas alegrias e que me orgulho muito de ter acompanhado. Comecei a ler o último livro novamente. Quero a história muito fresquinha na minha cabeça pra sentir a emoção do jeito certo. Do jeito que tem que ser. Esse será o fim de um épico belíssimo, saído de uma literatura incrível, que merece todo o respeito e toda devoção. Assim como com Arquivo X e Lost, Harry Potter me ajudou muito a mergulhar nos valores criativos de uma obra. Me inspirou imensamente. Estou devorando o livro amarradão como se fosse a primeira vez. Tenho que terminar logo, porque quero começar O Hobbit.

 

 

Agora que as primeiras fotos saíram e o filme é uma realidade, tenho que me apressar. Uma nova jornada me aguarda e eu vou mergulhar nela com todo prazer.

 

Ao passo em que esses novos caminhos vão surgindo, a vida vai dando pausas em alguns setores e privilegiando outros. O blog terá atualizações em menor escala, mas elas estarão aqui. Eu sempre tenho muita coisa a dizer, mesmo que não se tenha muita gente pra ouvir. Se você passa por aqui de vez em quando, não desiste não. Eu sou leal e prometo retorno. Vejam só, entrei pra dizer que não teríamos atualizações durante algum tempo e já escrevi sobre um monte de coisas. Acredite em mim quando eu digo que sou dependente das minhas palavras. Elas são tudo que eu sou.

 

As Dobras estará sempre aqui. Você só precisa esperar um pouquinho.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 20:36
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