Terça-feira, 15 de Março de 2011

Arquivo X - Quase 20 anos de conspiração

Comemorando os quase vinte anos da estréia da série mais importante da década de 90, que influenciou todas as obras de suspense e ficção científica depois dela, o blog As Dobras inaugura uma série de artigos e listas sobre o mundo do agente Fox Mulder.

 

 

Em 10 de Setembro de 1993, chegava ao ar pela Fox, uma série chamada The X Files, criada por um tal de Chris Carter e estrelada pelo até então meio-famoso David Duchovny. O projeto, sobre um departamento mitológico do FBI que cuida de casos inexplicáveis, já andava batendo na porta da emissora há muito tempo. Carter, apoiado em sua trama substancial, tentava convencer os executivos da Fox de que o programa teria notoriedade a longo prazo, já que a fórmula proposta por ele (uma história resolvida, explicada em episódios específicos durante as temporadas) despertaria o interesse do público, que ficaria ansioso para conhecer o próximo passo. Ao mesmo tempo, a série também satisfaria o público que preferia a fórmula de episódios fechados, com temas resolvidos no mesmo dia, em que um agente e uma agente (o clássico das séries policiais) aplicariam seus conhecimentos em eventos sobrenaturais ou violentos.

 

Depois de alguma insistência, a Fox cedeu e encomendou um piloto. Carter deu a seu personagem principal o nome de Fox Mulder em reconhecimento à emissora. O piloto foi escrito por ele usando como base uma série de documentos apócrifos sobre abduções alienígenas e já apresentava a raiz da trama que se seguiria nove temporadas adiante: Mulder teve uma irmã abduzida por alienígenas na infância e sua vida desenvolveu-se em torno do objetivo de encontra-la. O FBI, de saco cheio de seu nariz intrometido, contrata a agente Scully, uma cientista crônica que pretende invalidar o trabalho do novo parceiro. O resultado? O piloto conquista a atenção do canal, que encomenda a primeira temporada inteira.

 

Duchovny, responsável por viver o agente Mulder, tinha feito alguns filmes sem importância e era mais conhecido por sua participação na série Twin Peaks. No entanto, também era a aposta do canal para despertar a atenção da mídia. Ao seu lado, vivendo Scully, o estúdio queria uma mulher bonita e forte, mas Carter insistia em faze-los contratar uma tal de Gillian Anderson que era jovem demais pro papel e ainda por cima estava um pouco acima do peso. O estúdio queria uma tensão sexual imediata, mas Carter mantinha sua posição de não provocar essa tensão. Com a ajuda de seus produtores, mentiu sobre a idade de Gillian e convenceu os executivos a deixa-la fazer o piloto. Quando a temporada foi aprovada, Carter teve que travar inúmeras batalhas para manter Gillian no emprego e isso acabou sendo preponderante na relação profissional dos dois. Sem isso, a série não teria chegado na nona temporada, fatalmente.

 

De fato, quando a série estreiou em 93 ninguém na Fox dava muito atenção à ela. Com a promessa de baixos orçamentos, Carter não incomodava e pelo menos a grade da próxima temporada de estréias estaria fechada. O que ninguém esperava que fosse acontecer, é que justamente por causa dos baixos orçamentos, o criador tinha que se apoiar em bons roteiros e na metade dessa temporada inicial, Arquivo X começou a aparecer na lista de recomendações das principais publicações do gênero. Críticas positivas começaram a surgir e o universo nerd, sedento por boas produções de ficção científica, imediatamente se apaixonaram pela série. A propaganda boca-a-boca crescia e a série ia conquistando todo tipo de espectador, já que nunca falava de um só assunto e podia satisfazer a todos. Quem não curtia aliens podia curtir os episódios sobre aparições espirituais, quem não curtia fantasmas podia gostar dos episódios que falavam de monstros e aberrações. Enfim, tinha pra todos os gostos. E a dinâmica de fé e ciência no qual se apoiavam os roteiros era irresistível. Enquanto Mulder vinha com teorias fantásticas, Scully usava a ciência para invalidá-las, mas na maioria das vezes, sua ciência acabava confirmando as teorias dele.

 

Ao final da primeira temporada, Arquivo X já era um sucesso e sua costura mitológica já era assunto na web ao redor do mundo. A segunda temporada, no entanto, não foi confirmada imediatamente e uma avalanche de pedidos chegou até a Fox. Com isso, Carter conseguiu o respeito necessário para exigir melhorias na maratona seguinte e a segunda temporada veio com os eventos que acabaram por tornar o programa um marco na história da TV mundial.

 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 19:26
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BBB 11 - In Train and Stuff

 

Onze edições e contando... depois de um início confuso, desequilibrado, depois da tentativa clara de manter o ritmo acelerado do programa fazendo com que o número de participantes continuasse alto, e depois de algum desconforto, o BBB 11 encontra seu eixo quando reconhece e explora seus “personagens” com humor e uma sutil dose de humanidade. A esperta Talula foi eliminada numa explosão de emoção que acaba sendo por fim, a maior força do programa. E Maurício, indo contra todas as previsões, também dançou.

 

Digamos que no momento, as configurações principais são essas:

 

Daniel

 

 

Nesse paredão triplo, o nordestino Daniel teve apenas 8% de rejeição. Com isso, começa a se desenhar a possibilidade real de uma vitória para ele, que depois de sair da sombra do jornalista Lucival, cresceu imensamente na edição. Seu forte são os porres bem-humorados, a relação com o coqueiro do jardim (criar pequenas dramaturgias com pessoas ou itens da casa é sempre uma boa receita, quando acontece naturalmente, claro – vide Bambam) e sua real condição financeira.

 

Wesley

 

 

O terceiro elemento do paredão triplo que eliminou Talula  e Maurício ainda é uma incógnita. Ainda não sabemos até que ponto Wesley é apreciado pelo público ou se apenas teve sorte de ir com pessoas mais detestadas. Seu índice de rejeição no último paredão foi de apenas 3%. O mineiro é um cara totalmente do bem. Inteligente sem ser pretensioso, ingênuo sem ser bobo, bonito sem ser vazio, e educado ao extremo. Seu forte é a capacidade admirável de ver o melhor das pessoas. Sua sensibilidade é um ponto notável mais pra quem tem o pay-per-view. O rapaz fala de seus sentimentos sem vergonha... Chora vendo filmes, fala de amor e trata as mulheres com adequado respeito. Sua relação livre de qualquer preconceito com Daniel talvez acabe me ajudando a vê-lo com tanta admiração, mas de fato ele é um dos meus preferidos. No entanto, seu perfil discreto e sensato não tem a ver com o programa ou com o que se espera dele. Vai para o quarto paredão seguido, numa jogada ridícula de Jaqueline e Rodrigão. O reencontro com Maria aumentou sua força e nessa terça saberemos mais sobre seu destino.

 

Maria

 

 

A emoção da moça com a saída de Talula deu á ela mais uns pontos positivos. Maria já escreveu sua história no BBB e embora não tenha sido com linhas politicamente corretas, foi uma história notável. Sua total indiferença perante o julgo popular chega a ser honroso. Nas últimas semanas, ela se comportou como uma completa maluca. Se jogava em cima de Maurício, falava de sua vida sexual de maneira totalmente explícita e já chegou a se masturbar. Jogou fora a moldura exigida pela audiência masculina (representada pela figura de Maurício enquanto estava na casa da primeira vez) e despirocou mesmo. Sua saída é quase garantida quando ela for pro paredão. O público predominantemente feminino do programa, que colocou Talula pra fora mesmo que a moça fosse um exemplo de virtude, vai expulsar Maria com gritos de fogueira. A virada provocada pela reaproximação com Wesley (melhorada pela maneira não-jocosa com a qual a edição a tratou) pode salvá-la de maiores prejuízos aqui fora.

 

Maurício

 

 

Segundo colocado no ranking de BBB’s odiáveis, em minha opinião (o primeiro lugar é de Rodrigão, disparado), Maurício transformou sua participação num dito de moralidade que é a antítese de Maria. Chato, pedante e pasteurizado, o rapaz é gente boa, mas tem todos aqueles discursos prontos que ficam bonito para as adolescentes. Me faz lembrar o Tico Santa Cruz, lá na Fazenda. Infelizmente é um forte candidato à vitória. Mais que Daniel, até. Tudo por conta de sua pretensa ”beleza” e “charme”. Já virou capa da Quem numa lamentável tomada de partido da revista que sem dúvida poderia influenciar a audiência. Junto com Rodrigão Pé de Chuchu, poderia acabar repetindo os erros do último BBB, que levou a ótima Priscila até a final, mas acabou premiando Max, que não tinha de verdadeiro absolutamente nem um fio de cabelo. Graças a seu comportamento moralista e cruel com Maria, provocou a reprovação do público, numa reviravolta histórica e saiu num paredão daqueles de tirar o fôlego. Só sua cara de tacho quando seu nome foi anunciado já valeu o programa inteiro. E ver Jacqueline percebendo que ficou do lado errado do jogo foi irresistível.

 

Talula

 

 

A saída da moça não deixa de ser uma tristeza. No que diz respeito ao jogo, Diana e Jacqueline já deviam ter ido embora há muito tempo. E Talula, assim como Jean Massumi da terceira edição, fez seu jogo com clareza e ainda conseguiu o feito de não fazer inimigos declarados. Correndo por fora, exerceu sua inteligência e ficou por quase três meses na casa sem nem chegar ao paredão. Esperta, sabia ver o jogo panorâmicamente e embora tivesse um sorriso sincero, seus momentos de racionalidade transformavam seu rosto numa caricatura vilanesca e o que poderia ser só uma “avaliação externa” de um conteúdo aqui fora, se transformava em “veneno” lá dentro. Pecou pela rejeição direta à Adriana. Pecou pelo julgamento às decisões de Paula em proteger a Miss, mesmo declarando para quem quisesse ouvir que Paula não era uma de suas protegidas definitivas. Metia os pés pelas mãos tamanho seu pânico em chegar ao paredão. E cometia contradições no que dizia respeito a sua necessidade financeira. O público não costuma perdoar quem pede grana num minuto e depois diz que esteve no Castelo de Caras no outro. Talula, mesmo assim, teve uma passagem bacana pelo programa e merecia chegar até o final. Se comportou com respeito mesmo aos participantes que a incomodavam e criou um vínculo realmente comovente com Maria. Sua saída é um desafortunado apontamento de que não vai ser dessa vez que uma mulher vai ganhar.

 

Paula, Diana e Jacqueline não são, pra mim, vitoriosas em potencial. Paula voltou de um paredão considerado forte, mas Diogo já tinha aprontado todas, desrespeitado todo mundo com comentários grosseiros disfarçados de franqueza. Janaína era gente boa, mas assim como Wesley, não tinha perfil de jogador. Ainda não estou certo de que Paula tenha força, mas que Diana e Jacqueline vão sair assim que estiverem num paredão com Daniel ou Maria, tenho certeza. A coisa boa de Paula ter ficado foi ver Diogo quebrar a cara, e tenho quase certeza que Jac não sobrevive hoje à noite.

 

 

O BBB, repleto de surpresas, apresentou um show inesperado do Train. Quem me conhece ou acompanha esse blog sabe que sido a banda desde 2002 (posts com citações ao Train podem ser encontrados no arquivo de 2005) e que se eu, que já me inscrevi pro programa, estivesse lá dentro teria tido um surto nervoso. Conheço de cor todas as canções da banda e teria ido ao delírio, além de ter tornado o show mais compensador para os caras, que viram que à exceção de Hey, Soul Sister, ninguém sabia cantar mais porra nenhuma! Bonica estava muito boazinha nessa última segunda-feira e tentando agradar aos confinados, acabou me provocando uma crise por tabela. Eu teria enlouquecido se saio naquela varanda e vejo os caras lá. Meu Deus... teria mesmo...

 

 

 

 

 

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 19:07
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Terça-feira, 1 de Março de 2011

2011 com cara de 900

 

Lista de shows esse ano no Brasil. Parece que foi a Vovó Mafalda que agendou.

Eis:

 

Cindy Lauper (hoje em dia pintar o cabelo de roxo não é NADA!)

Boy George (Esse nem nos anos 80 fazia sucesso.

Seal (Sucesso também parou nos anos 90)

Iron Maiden (Pior coisa que já existiu na história do heavy metal)

Ozzy Osbourne (Credo! Nem comendo morcegos no palco fica interessante)

Slash (A única peruca guitarrista da nossa história)

Roxette (Adoro! Mas também não emplaca coisa boa há séculos)

 

A lista também inclui o U2, que nos salva do marasmo. E tem o RockinRio, que ao que tudo indica terá uma edição descente. Mas essa lista, Meu Deus... parece o Museu do Rock, minha gente.

 

A fonte é o G1.

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 00:48
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Ganso Escuro

Eu só queria entender, porque você mesmo sendo uma cantora de respeito, embora não faça mais tanto sucesso, marca uma coletiva de imprensa e resolve ir assim:

 

 

- Olha, ainda entro no meu vestido de 15 anos. Não é lindo? Olha como ele abre igual a cauda de um pavão.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 00:37
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Dois Barcos

Os dois clipes dos quais mais se fala no momento dizem a respeito a dois polos distintos da indústria musical.

De um lado, o sempre discreto Thom Yorke sai da penumbra e cai nos holofotes no clipe da nova e ótima canção do Radiohead, Lotus Flower. Espero que essa decisão de enfrentar o mundo virtual tenha vindo acompanhada de muita terapia. Cheio de uma atmosfeta loser que serviu de base para a criação do hino de todos os esquisitos, Creep, o vocalista de uma das maiores bandas da história do rock alternativo mundial, se pôs a prova e as consequências já começaram.

30 segundos depois que o vídeo começa, você já entende porquê.

 

O segundo clipe é de nossa querida Britneyda, que retorna para mais uma investida musical, esquecendo-se que nesse mundo de Gagas e Beyonces não dá mais pra ficar tocando a mesma música, sem inovação nenhuma, só apostando na sua porção divesca.

Eu curto  a moça... Vamos esperar o próximo single. 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 00:32
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