Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

As Músicas Para Lembrar De Mim

Beta,

 Antes de ouvir esse CD, siga as instruções atentamente:

 

·        Abra a capa e retire o disco.

·        Insira o disco no seu cd player (desconfio que o seu player não aceita mídias graváveis. Nesse caso, adie os procedimentos).

·        Selecione a faixa número 20 e pause.

·        Certifique-se de que está num ambiente tranqüilo e de que o clima está favorável.

·        Procure não ser interrompida.

·        Respire fundo e abra a mente e o coração para receber as energias que a canção e o texto a seguir te proporcionarão.

·        Solte a faixa pausada e leia o texto abaixo.

 

“De Onde Vem a Calma?”

A razão te ter escolhido essa canção pra musicar a leitura desse bilhete acarinhado que eu estou te enviando, é simples: trata-se da letra do Marcelo Camelo que mais me emociona e identifica. Acho linda a maneira como ele homenageia aqueles que nem sempre ganham e que não constroem a vida na posição arrogante da ambição. É um traço dele, aliás. Cantar coisas como “Eu que já não sou assim, muito de ganhar, junto as mãos ao meu redor e faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz”.

Nessa canção que você ouve agora, ele vai longe nessa percepção frágil do que nos cerca. Ele canta “Ele não sabe não, viu. Que as vezes dá como um frio. É o mundo que anda hostil... o mundo todo é hostil”. E nos transporta pra uma obviedade notória entre eu e você. De uns tempos pra cá, somos (e me refiro também a você por conta do que tem passado) um ponto inseguro entre tantas personalidades intensas. Duas almas em busca de uma concordância social. Oscilantes entre manter a crença ou se entregar também ao cinismo.

Acho que quando o Camelo canta “Eu não vou mudar não. Eu vou ficar são, mesmo se for só, não vou ceder. Deus vai dar aval sim. E o mal vai ter fim... E no final assim calado eu sei que vou ser coroado Rei de mim”. Ele está dando, a mim e a você, uma razão pra acreditar no nosso sempre sonoro “acredite”. Uma razão pra entender a nossa postura diante do mundo. Uma razão pra seguir adiante com qualquer busca.

Já me disseram que eu sempre soube o que queria e nunca parei de buscar e que por isso eu encontrei algumas delas. Confesso a você que no dia que ouvi está música, eu me senti orgulhoso de mim mesmo. Por ainda buscar, por ainda confiar, por ainda conseguir vencer as decepções. Por ainda saber ouvir. E não julgar.

Viver a própria vida é tudo que se deve fazer pra evoluir. Torcer pela vida dos outros é tudo que se deve fazer pra evoluir melhor. Não julgar métodos ou meios é tudo que se deve fazer pra evoluir melhor e sem aranhões.

E nada melhor pra pôr tudo isso em prática, do que insistir na vida e na esperança.

 

Eu te amo, Beta. Você é um dos maiores orgulhos da minha vida. E onde quer que estejamos, eu sempre terei você no meu coração. Sem importar as geografias, cibernismos ou obstáculos. Serei sempre seu amigo. E só aprendi a sê-lo, com você.

Essas canções são pra você lembrar de mim.

São pra ser a trilha sonora da nossa sintonia emocional.

Beijo!

Kiki

 

Nice,

 Antes de ouvir esse CD, siga as instruções atentamente:

 

·        Abra a capa e retire o disco.

·        Insira o disco no seu cd player.

·        Selecione a faixa número 18 e pause.

·        Certifique-se de que está num ambiente tranqüilo e de que o clima está favorável.

·        Procure não ser interrompida.

·        Respire fundo e abra a mente e o coração para receber as energias que a canção e o texto a seguir te proporcionarão.

·       Solte a faixa pausada e leia o texto abaixo.

 

Assim que ouviu os primeiros acordes, deve ter lembrado de alguns jovens correndo numa orla e fazendo algumas caretas pra uma câmera. Logo em seguida, vem o logotipo “Dawson’s Creek”. Um esforço a mais na memória, e você vai se lembrar da sua sala (antes das obras), de nós dois deitados no chão com as cabeças apoiadas na base do sofá, assistindo vários episódios seqüencialmente e pensando: “nossas vidas podiam ser assim”.

 

A razão de ter escolhido essa canção pra musicar a leitura desse bilhetinho acarinhado é exatamente essa!

Sempre que ouço essa canção eu me lembro dessa que é uma das minhas maiores paixões inúteis, e logo que me lembro da série, me lembro de nós dois passando tardes inteiras acompanhando aquelas histórias.

 

Hoje não tenho mais aquele vídeo detonado. E nem aquelas fitas pesadas e fora de ordem.

Consegui realizar um antigo sonho de consumo e já tenho quase toda a série em DVD. De vez em quando, eu revejo os episódios e quase posso sentir novamente a temperatura fria do chão encerado daquela sua sala e o cheiro de terra fresca que vinha lá de fora. É como se eu pudesse sentir de novo a mesma sensação que aquele pôr do Sol depois das fitas, me trazia.

 

Eu estou aqui e todos os dias eu sinto falta de estar aí... Sei que esse lugar não me serve mais, mas percebo o quanto a presença de vocês me amortece. E tudo seria mais fácil...

 

Te amo e espero que essas músicas sejam, além de músicas pra lembrar de mim,  também uma coleção de canções pra lembrar de nós dois. E de como é bom ter uma história de amizade sincera, como a nossa.

Nunca te esqueço.

Beijo,

Kiki

Lídia,

Antes de ouvir esse CD, siga as instruções atentamente:

 

·        Abra a capa e retire o disco.

·        Insira o disco no seu cd player.

·        Selecione a faixa número 02 e pause.

·        Certifique-se de que está num ambiente tranqüilo e de que o clima está favorável.

·        Procure não ser interrompida.

·        Respire fundo e abra a mente e o coração para receber as energias que a canção e o texto a seguir te proporcionarão.

·       Solte a faixa pausada e leia o texto abaixo.

 

Todo senso coletivo é caracterizado.

Agora, a canção do Snow Patrol deve estar subindo e aquela batida forte deve ter iniciado aquele som repetido e reconfortante da bateria unitária.

A canção é “Chocolate” e o motivo de eu tê-la escolhido para musicar esse bilhetinho acarinhado, é simples...

Comecei dizendo que todo senso coletivo é caracterizado. Quis dizer que todo grupo de pessoas que sociabilizam, só conseguem o feito se as afinidades e especialidades foram divididas e complementares.

E você sempre foi aquela que fez rir... Que fez rir porque ria. E lindas são as pessoas que tem o riso engraçado. Porque essas pessoas, absorvem alegria e no ato de expressá-la, provocam a mesma em quem os cerca. É o sorriso solidário. Contagiante. A expressão mais pura e gentil da felicidade.

Será que estou sendo equivocado ao falar em felicidade com você?

Sei que ultimamente você tem se sentido repudiada por ela. Mas acho que é só uma questão de auto-análise e impulso. E de percepção. Olha pros lados. Reavalie-se de acordo com o que é, com a idade que tem, com as experiências que viveu. Continue desenhando a estrada da sua vida... Pense sobre a valia de continuar contornando aquilo que já foi escrito.

Essa canção fala sobre a tentativa de destravar um fluxo. Quando tudo parece estático e sem sentido, algo sempre pode acontecer pra fazer o relógio voltar a rodar. A questão é: estamos atentos o suficiente pra perceber isso?

 

E não é só pelo caráter animador que essa música me faz lembrar você. Mas também porque os últimos versos dela, dizem: “Um simples erro se dá sempre nas horas mais difíceis. Eu prometo que vou fazer tudo que você me pedir... dessa vez”.

E isso é também o que eu gostaria de te dizer.

 

Lembra quando eu não tinha grana pra dar presentes pra vocês e desenhava coisas em folhas de papel pra servir de cartões de aniversário? Às vezes eu morria de vergonha deles, mas hoje percebo que eram boas manifestações de amor.

Essas são canções pra você lembrar de mim. Pra você lembrar de quando o seu riso era assim como descrevi, epidêmico. São canções pra você lembrar que muito ainda pode acontecer. São canções pra chorar. Pra ter vontade de dar a volta por cima... Enfim, são canções pra tanta coisa. Espero que você explore cada uma das possibilidades delas.

Não te esqueço nunca.

Embora haja arranhões de pesar nas nossas memórias.

 

Um beijo espalhafatoso e só seu,

Kiki.

Marcelo,

Conhecendo bem você, eu diria que o primeiro pensamento que lhe veio à mente quando foram entregues pra ti esses cd’s, foi: “Presentinho mixuruca de consolação”.

Sabemos como funciona a engrenagem do seu cérebro. São mucosas de material genuinamente irônico, unidas por secreções puramente cínicas. E ele funciona rápido. Fazendo conexões e gerando julgamentos mais rápido que a velocidade da luz.

Gostaria de dizer a você, então: Esqueça esse raciocínio indelicado!

Retire das profundezas de algum lugar dele, aquela possibilidade de que eu realmente esteja querendo me redimir.

Da última vez que estive aí, tivemos uma reaproximação que me deixou muito contente. A pior coisa de você e Roberta estarem brigados era a sensação de que eu não teria mais aquelas agradáveis e desafiadoras conversas que nós tivemos tantas vezes nos corredores daquele shopping regional. Guardo com um carinho todo especial aquelas tardes em que eu, um adolescente tardio e ferrado, era bancado por amigos muito gentis que gostavam da minha companhia para ver filmes e falar sobre coisas. Valiosas foram aquelas tardes depois de sessões cinematográficas regadas de milke-shake e pão de batata. Eu jamais, jamais mesmo, vou poder retribuir tudo que você e Roberta me proporcionaram tantas vezes naqueles dias em que eu não tinha grana pra nada.

Então, quando estive aí, ainda não sabia que você tinha voltado (e tantas são as vezes em que você vai e volta) ao convívio do pessoal. Eu havia levado presentes pra todos e estava ansioso por reafirmar esses laços que são tão importantes pra mim.

Não contava com a sua presença. E mais ainda, não contava que por razões casuais, nós teríamos tanto tempo pra conversar sobre as coisas. E me senti mal... Me senti em falta com você. Eu havia levado símbolos da minha gratidão e carinho pra todo mundo, mas não tinha levado nada pra você, e também te devia muito. Por fim, pensei numa maneira de me desculpar e seguem esses cd’s que você tem em mãos, agora.

Sei que não é nada grandioso ou valioso como deveria ser. Mas ao menos, é pessoal e intransferível.

Estão aí, canções que eu acho que você vai gostar e outras que eu gostaria que você ouvisse com atenção. Selecionei atentamente cada uma e coloquei comentários rápidos sobre cada uma delas (minúsculos pra suas vistas avariadas, eu sei). Quis mesmo que você soubesse que dediquei tempo e esforço pra escolher sempre pensando no que você gostaria ou não de ouvir.

Espero que esse ínterim da sua presença física seja longo, embora eu saiba que ele sempre será transitório. Que ao menos seja indolor, quando tiver que ter fim.

Sempre haverá razões pra admirar você.

Do mesmo jeito que sempre haverá razões pra não fazê-lo.

Você é um sujeito bacana mesmo, quando quer.

E mesmo quando não quer, a sua existência é, de uma forma misteriosa e estranha, imprescindível.

Espero que goste.

Farei melhor quando puder.

Abraços,

Henrique.

Poca,

 

Na hora de fazer um cd pra você eu fiquei pensando... O que eu vou colocar nesse cd pra essa menina??

 

Aí eu pensei assim: “O que eu ouvia quando era adolescente?”

Na minha época, eu não tinha acesso as bandas que pareciam com o “Rebelde” que você tanto gosta hoje em dia.

Só mesmo depois dos quinze anos é que eu pude começar a comprar os cd’s que eu gostava mesmo de ouvir e aí já nem era mais criança.

 

Bom, mesmo tendo quinze anos, eu já tinha uma atração por aquelas bandinhas americanas de meninos tipo “Backstreet Boys”. Nem era porque eles eram bonitinhos não, mas porque a música deles era legal e eu tinha que ter um desvio de comportamento musical pra ser normal.

No entanto, eu era metido mesmo (ainda sou) e tinha que ser diferente em tudo. Ao invés de gostar das bandinhas americanas de meninos, eu inventei que gostava mais das bandinhas irlandesas de meninos.

 

Tínhamos algumas que foram surgindo e sumindo com os anos: A primeira foi o “Take That”, depois veio o “Boyzone” e por fim o “Westlife”. E eu tenho um monte de cd’s deles. Resolvi então que faria uma coleção das músicas que mais gostava deles e que seria isso que eu mandaria pra você.

 

Espero que você goste. Essas são músicas pra você lembrar do seu padrinho e também pra você ouvir quando quiser entrar na fossa. Talvez agora você não ache tanta graça, mas em algum momento da sua adolescência, você vai gostar.

Escuta com carinho e preste atenção nas vozes dos caras, que são bonitas mesmo.

 

Em breve estarei aí pra apertar as suas bochechas de novo.

Não se esquece de mim. Eu nunca me esqueço de você.

Beijo, Kiki.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 18:52
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