Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

A Escuridão da Curiosidade

Na manhã de ontem, Ana Maria Braga recebeu no seu programa a última vítima do massacre de Realengo que ainda estava no hospital. A menina Tayane, ainda visivelmente afetada pelos eventos do dia do massacre, estava de cadeira de rodas e ainda tinha muita dificuldade de ser expressar contundentemente diante das perguntas de Ana Maria. No entanto, o pouco que ela falou sobre o assunto já provocou em mim aquela sensação de suspensão do bom-senso, gerando um desconforto ambíguo, cheio de indignação e pesar, mas também cheio de uma enegrecida curiosidade.

 

 

Eu não acordo cedo, todo mundo que me conhece sabe. Pego no trabalho só às 14 horas e foi meu namorado quem viu a entrevista e comentou comigo, enquanto eu tomava banho. Assim que o relato dele começou, aquela fagulha de morbidez, que tanto demorou a ser suprimida nos dias após o crime, começou a queimar novamente e a buscar alívio. O dia ia permanecer o mesmo pra mim, mas ao sair de casa eu já sabia que a primeira coisa que faria ao chegar no trabalho era procurar o vídeo da entrevista no You Tube. E dessa maneira, o prazer e a dor, cozidos numa mesma fogueira midiática, voltariam a consumir o meu tempo produtivo.

 

Começou com a entrevista no programa de Ana Maria, mas logo, automaticamente, eu já estava revendo os vídeos do dia do massacre, tentando vislumbrar novos ângulos, querendo e ao mesmo tempo repelindo a possibilidade de momentos cada vez mais reais sendo capturados pelas pessoas presentes no local. O que aliás, é outro souvenir da modernidade: a morte nunca foi tão célebre. Com cada vez mais pixels, está estampada em revistas, jornais e flutua soberana por câmeras de circuito interno e celular. E essa facilidade de acesso ao trágico, para pessoas como eu, que sentem intimamente o calor de um momento como esse, torna tudo ainda mais próximo. Faz com que seja palpável. Provoca uma sensação testemunhal que aumenta o "prazer" de assistir e o sabor do terror.

 

Logo os médicos criarão uma patologia pra isso, estou certo. Por enquanto eu prefiro ser suave e dar ao impulso o carimbo da super-sensibilidade. Misturada, claro, a uma mórbida e excruciante necessidade de ver, de estar, de participar. Não sei de onde ela vem, não me perguntem. E nem sei se tenho companhia nessa disfunção comportamental que nada de bom pode trazer ao meu espírito. Esse hábito de observação trágica é uma profunda incoerência diante da minha óbvia inclinação para a alienação. Eu percebo, mas não controlo. Tem vezes que eu prefiro acreditar que é meu dramaturgo tomando a frente e enxergando nos dramas alheios a possibilidade de literatura. O que você vive é experiência, e o que não vive é história escrita. E tenho um prazer tão imenso em contemplar palavras que pode se comparar ao de viver os fatos. E então eu fantasio minha presença naqueles outros mundos de experiências que não são minhas, e confundo a minha curiosidade com a minha dor.

 

Pela minha vontade, não existiria jamais o naufrágio do Titanic, o terror do 11 de Setembro, o incêndio no edifício Joelma ou o massacre na escola em Realengo. Eu sinto tanta compaixão por aquelas pessoas... E sinto tão intensamente o medo. O ódio pelas vidas perdidas de maneira tão estúpida, por motivos tão torpes. E ao mesmo tempo, a cada dia que começa comum em algum lugar do mundo, e que muda de rotação em apenas dois segundos, meus olhos páram num instante ínfimo da fita, quando crianças esperam a hora de entrar na sala de aula e minha mente às vezes azêda, estaciona no pensamento nocivo e repetitivo que fica martelando essas mesmas frases: Não havia nada nesse dia que anunciasse o fim. Não havia sombra, nem silêncio e nevoeiro. Não havia o medo suspenso de atravessar a floresta. Era Sol e suor entre as conversas de corredor. Como saberei quando esse dia comum chegar pra mim? E o que eles pensaram quando o homem atravessou a porta? Qual é o primeiro pensamento antes do fim? Qual o último pensamento antes da escuridão?

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 20:42
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Sábado, 19 de Março de 2011

Fenda Asiática

Os terremotos no Japão já são a grande pauta dos jornais há mais de uma semana. O tremor de 8.9 sacudiu o país por volta das 15 horas durante dois minutos e embora a destruição tenha sido amenizada pela tecnologia anti-terremoto dos prédios e casas, a tsunami que veio em seguida devastou a população. Mais de 7 mil pessoas já foram declaradas mortas.

 

Não sei, mas meu HD interno quando faz umas pesquisas sobre a reincidência de tsunamis no mundo, não consegue captar tanta frequência como nos últimos anos. Sobretudo nos últimos meses, as catástrofes naturais nos assolam em proporções absurdas. Desde a menor escala, como na região serrana do Rio (o que pra nós é grande escala) até a maior escala, como esse evento no Japão, que pelas imagens que correm o mundo se assemelha ao cenário ficctício mais assustador de hollywood.

 

Você se imagine lá, as 15 horas da tarde, trabalhando, e de súbito começa a tremer tudo pra depois de algum tempo, ondas gigantes adentrarem a cidade sem aviso pra varrerem tudo que encontram pelo caminho. O vídeo postado abaixo é um exemplo dessa fragilidade humana diante da natureza: de longe, um homem filma a gigantesca onda se aproximando da praia. Dá pra ver os carros passando rápido pela rodovia na beira da orla. Sabemos que aquelas pessoas não vão conseguir se salvar. É assustador. Lembra os filmes mais insanos do Roland Emerich. Não vemos redemoinhos na vida real... não estamos no cinema vendo Piratas do Caribe... não estamos acostumados com isso. Preparados pra isso.

 

 

 

Parar pra pensar no quanto tudo pode desmoronar na sua vida no meio de uma tarde qualquer é algo que gela a espinha. Os efeitos dessa tragédia se estenderão sobre o Japão, já uma nação tão castigada, por muitos anos e enquanto isso, as discussões sobre a força dessa catástrofe podem ser vistas em qualquer canal de TV. Todos achando estranho que algo assim acontecesse com tanta potência... todos fazendo aquele silêncio assustado de quem teme algo maior espreitando no futuro. Talvez daqui a alguns dias... alguns meses... talvez na próxima primavera... ou no próximo ano.

 

Tem alguma coisa errada acontecendo no mundo... alguma coisa muito errada. 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 18:08
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

A Menina Única

Tinha uma moça brigando com a responsável pela troca de sapatos no boliche. As duas discutiam. A atendente atrás do balcão tinha uma mecha fina de cabelos presos no canto da boca. Eu ficava olhando pra eles...

 

Domingo à tarde quente e arrastado, como são todos os domingos à tarde depois que finda a nossa infância, quando ficamos felizes da vida porque chegou o final de semana longe da escola e da obrigação de acordar cedo, estudar e passar. Com céu claro ou com nuvens, com chuva ou com sol... Não importa. Os domingos à tarde para os adultos que não comem churrasco e nem tem carros pra lavar são sempre os mesmos. Arrastados. Viscosos. Feitos para desfrutar dormindo ou vendo bobagens na TV. Ou para sair em programas matinescos com suas amigas, se for adolescente como eu.

Resolvemos subir o teleférico para chegar ao boliche da cidade. Passeio lindo, fresco, cheio de sorrisos e das nossas idiotices juvenis. Naquele domingo... um dia normal em que tinha uma moça brigando com a responsável pela troca dos sapatos. Um dia que não sabia como me avisar que eu precisava aproveitar muito bem a companhia das amigas ao meu lado, já que dois dias depois eu ainda estaria viva, mas elas não.

 

 

 

 Eu olhei pro alto bem forte quando estávamos descendo da montanha pelo teleférico. Sentia a minha pele quente pelo entardecer lento. Estavam comigo três meninas agitadas que seguiam no mesmo passo que eu desde que começou a ser possível fazê-los. A Menina 1 tinha cabelo castanho longo, era filha de um político importante na cidade, morava numa casa  boa num bairro perto do meu e naquela hora que nos despedimos na Praça, entre suspiros e risinhos, eu ainda não sabia que era a última vez que eu a veria com vida.

A Menina 2 era mais calada, menos bonita e mais atraente. Falava pouco sobre si mesma com os outros, e ninguém sabia que eu era a única que conhecia seus segredos. Era filha de um jornalista viúvo que morava na capital e vivia aqui com os avós. A Menina 3 era a única que morava bem perto de mim, do lado da minha casa. Eu, a Menina 4, que em menos de 48 horas me tornaria então, a Menina única.

 

Segunda-feira foi um dia comum. Nas férias a gente sempre acaba mesmo achando que não precisa fazer nada. E foi isso que eu fiz, nada. Acordei tarde, pensei em ligar pras minhas amigas mas achei que seria bom passar um tempo com meus cachorrinhos. Dei banho, levei pra tosar e depois brinquei com eles no quarto. Ainda conversei com alguns amigos na internet, mais tarde, e embarquei desacordada pelo sono na última terça-feira inocente de toda a minha vida.

 

O dia já estava nublado pra mim quando acordei. A Menina 2 tinha combinado uma cachoeira com os primos, mas a previsão era de chuva e ela então não foi. A metereologia, no entanto, não era a vilã do meu dia e eu fui com minha mãe fazer compras na cidade. Por volta das 18 horas, o céu já estava começando a ficar bem escuro e resolvemos voltar pra casa. A Menina 3, que morava ao meu lado, ainda ficou lá em casa até perto das 22 horas. Eu até queria que ela ficasse por lá pra dormirmos tarde depois de ficar vendo bobagens na internet, mas a mãe dela estava zangada com as tarefas que ela negligenciou e não permitiu. Decidida a só deitar quando estivesse dominada pelo sono, permaneci desperta.

 

É engraçado... Mas a primeira lembrança que eu tenho de uma tempestade é de quando era muito criança e nós morávamos numa espécie de fazenda no interior do estado. Era uma área rural muito extensa, plana, com poucas residências e sem nenhuma montanha ou rio próximos. Ou seja, a chuva, por mais forte que fosse não assustava ninguém. Mas eu morria de medo! Os raios e os trovões ajudavam muito nessa sensação de impotência, mas era aquele maldito coqueiro ao lado da minha janela que me apavorava. Tínhamos um quintal grande, cheio de pés-de-coisas, e na janela ao lado do meu quarto tinha um coqueiro. Como vocês sabem os coqueiros crescem meio tortos, têm todos aquela forma curvilínea parecida com a das bananas e quando eu paro pra pensar nas tempestades a primeira imagem que me vem é aquele vento forte, os espelhos da casa sendo cobertos, os aparelhos eletrônicos sendo desligados, todos sentando-se juntos na grande sala e os relâmpagos permitindo que eu enxergasse a forma torta daquele coqueiro balançando assustadoramente na direção da minha janela. Tinha dias que aquilo me assustava tanto que eu me agarrava na cintura de minha mãe e ficava assim até os ventos cessarem. E na minha irracionalidade infantil, nem percebia que eu era a única grande assustada. Aquele coqueiro, mesmo que caísse, no máximo quebraria os vidros da moldura e possivelmente não conseguiria ferir ninguém... A chuva em minha memória era assim: bucólica, aromática, lúdica e levemente temerária. Falar assim faz parecer que foi há tanto tempo...

 

Já para a Menina 3, minha vizinha, que morava aqui desde que nasceu, a chuva tinha um grau a mais de ameaça. Nem de longe essa ameaça incluía fios de vida sendo cortados sem controle pelos Laquesis da mitologia, mas todos temiam ter que andar por ruas alagadas ou, na pior das hipóteses, perder bens de consumo numa enchente. Mesmo assim, Menina 3 adorava morar ali. Eu também, na verdade. Era tão fresco... E tinha uma paisagem verde pra todo lado. Não importava pra onde você olhasse, havia uma montanha verdejante sorrindo pra você. Era uma cidade, mas não tinha a banca de uma. Não ameaçava minha origem rural com arranha-céus e colunas de fumaça. Era uma cidade inquilina da natureza. Cheia de vizinhas igualmente encantadoras das quais uma delas, tinha como símbolo a forma de um dedo apontando para o céu. Como se disséssemos assim: Hei, você aí! Obrigado pela divindade natural que nos cerca... Minhas amigas e eu morávamos num lugar assim, assentado em concreto sobre a beleza de uma terra verde. E até as primeiras horas da madrugada de quarta, a vida ainda seria assim durante muito tempo.

 

Não sei como foi para as minhas três amigas e suas famílias. Mas na minha casa a essência da morte chegou como um gigante que anuncia suas dimensões com passos firmes num solo úmido. Ouvi um grande estrondo que parecia o de um tiro abafado. Depois o som virou uma espécie de sinfonia retorcida como a de um balde escorrendo água na pia. Dez segundos depois, outro estrondo. Uma pausa e mais sensação de escorrimento. Só que mais viscoso. Pensei: é o rio. O rio que ficava a alguns quarteirões da nossa rua. Mas e os estrondos? Tumm!! Mais um. E mais perto. Levantei correndo e minha mãe e meus irmãos já estavam de pé no corredor. A voz do meu pai veio do quarto, corremos até lá e ele observa alguma coisa pela janela. Pela brechinha que sobrava eu olhei pro lado de fora e vi, estupefata, uma corredeira de lama imensa descendo pela montanha numa velocidade impressionante. A cada obstáculo que a massa encontrava no caminho: Tumm!!. E à exceção de alguns pedaços de madeira voando, não dava pra ver mais nada. Só o brilho asqueroso da lama aliviando sua tensão mortal ao vencer mais uma barreira.

 

Corremos pro lado de fora. A água já nos cercava. Da casa da Menina 3, minha vizinha e amiga, eu não ouvia e nem via nenhuma movimentação. Dizia a minha mãe que tínhamos que ir até lá, porque talvez as pessoas não estivessem acordadas pra perceber o que estava acontecendo. Em pânico, eu começava a perceber que quase todo mundo ainda estava dormindo. Precisávamos acordar aquelas pessoas! Então comecei a gritar e foi aí que o pior pesadelo de qualquer um se tornou realidade: eu seria mais uma. Mais uma naquelas estatísticas assustadoras de pessoas que passam por grandes tragédias. Ano passado, eu e Menina 1 tínhamos conversado sobre o que aconteceu em Angra dos Reis e nos apavorava a idéia de a morte chegar tão sorrateiramente e levar sua vida ignorando que no dia seguinte você precisa fazer aquela viagem que esperou tanto e que custou tão caro. Naquela madrugada, era a própria vida de Menina 1 que estava sendo expurgada enquanto ela dormia. E esse pensamento assustador de pessoas morrendo sufocadas por água e lama me tomou como um calafrio febril e eu comecei a realmente me desesperar. Meu pai enfiou bóias em meu irmão mais novo e aos berros pedia que nos segurássemos uns aos outros e tentássemos atravessar o alagamento até a esquina, onde poderíamos pedir abrigo no prédio de apartamentos que ainda não tinha sido atingido. Nos seguramos forte e começamos a atravessar. Eu ainda insistia que fôssemos à casa da minha amiga, mas meus pais, de maneira sinistra, negavam e se entreolhavam. Tentavam distrair nossa atenção para outras direções para que não víssemos as pessoas sendo arrastadas pela água e pela lama.

 

Tivemos sorte. Com água pela cintura, atravessamos o alagamento. Mas a correnteza realmente mortal estava do outro lado. Nos fundos de nossa casa, por onde, alguns metros atrás, passava o rio. Entramos no prédio de apartamentos e ficamos todos no teto. Alguns outros vizinhos conseguiram chegar até lá. Alternávamos entre o pânico e o silêncio. Ouvíamos gritos do lado de fora. Estrondos vindos de todo lado. Eu via os olhos apavorados dos que percebiam corpos boiando nas correntezas. E o dia amanheceu assim. Meninas 1, 2 e 3 estavam mortas antes do sol raiar. Duas delas só seriam encontradas dois dias depois. E eu lá, naquele telhado, olhando a água continuar a subir e o pânico de que o prédio caísse tomando conta de todos. Até que um helicóptero chegou no início da tarde e começou a nos resgatar. Do alto, a imagem era ainda pior. Barragens deslizam e continuavam a invadir as ruas sem o menor aviso. Algumas atravessam as casas de maneira impressionante. Havia carros por cima de varandas e paredes boiando como se fossem jangadas. Eu não queria olhar... Tinha medo de que algum daqueles pontos nas águas fossem corpos ou pior, pessoas vivas pedindo socorro. Mas olhava mesmo assim... É que... Meu Deus... Parecia tão absurdo. Há algumas horas atrás estava todo mundo vendo a novela. Jantando, conversando, fazendo planos pro dia seguinte. E a morte entrou pelas paredes arrastando tudo, tornando aquilo absolutamente sem sentido. As pessoas não deviam ter que estar mortas dessa maneira. E então eu chorei nessa hora. E foi um choro brutal. Eu mal podia respirar. Eu não era mais um ser humano comum. Eu teria a amargura de uma tragédia tatuada no meu consciente. Será que podem voltar a ser felizes os que testemunham o genocídio?

 

- Olha o que você fez conosco! – Dizia agora o dedo apontando para o céu em minha cidade vizinha.

 

Escrevo agora de um ginásio onde permanecem todos os que sobreviveram. O sentimento é de culpa pela vida preservada em detrimento das que se foram. Não sabemos o que será de nós quando a chuva passar e pudermos sair. No meio dos repórteres que tentam noticiar o evento, me pergunto por que nenhum deles faz reportagens sobre como deter o medo de voltar a fincar raízes no mesmo lugar? Ao olhar em volta, eu vejo tristeza, lágrimas, fome e vergonha. Pode parecer absurdo ter vergonha diante da tragédia, mas não é fácil pedir quando você esteve acostumado a dar. Meu pai está na fila para pegar alimentos. Seu semblante é devastador. Nada me corta mais o coração do que a imagem de um homem esperando comida para dar aos filhos. Nós, que já doamos alimentos e roupas para desabrigados, agora dependemos desse mesmo gesto. Tenho vontade de chorar novamente. É só o que tenho feito. Chorado e tentado afastar minha cabeça das imagens de horror que me assombram mesmo acordada. Alguém me disse aqui que falar sobre a tragédia pode ser bom, mas eu não quero falar com ninguém. Eu queria falar com vocês, minhas Meninas, mas vocês não estão mais aqui. Eu as amo. Tomara que tenha sido enquanto vocês dormiam. Tomara que essas palavras meio tortas escritas nesse caderninho amassado possam ser sentidas nessa esfera etérea onde vocês agora residem. Lembrem-se de olhar em volta Meninas, agora sabemos que onde morar é parte importante de viver. Certifiquem-se que nada pode deslizar das paredes do além para lhes sufocar, exceto o eterno amor de Deus. Enquanto escrevo essa declaração final, sou tomada pela percepção de algo que conforta a minha culpa por ainda estar viva:

 

O sofrimento existe, para que possa haver solidariedade.

 

                       

Num Outro Domingo, Ainda Entre as Montanhas, 16 de Janeiro de 2011

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 20:20
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