Sexta-feira, 1 de Julho de 2011

Dobrando: Adele, O Hobbit, Harry Potter, The Glee Project, SérieManíacos, Britney Spears, Friday Night Lights, Maria Urtigão e Vida que Segue...

Sei que não atualizo o blog faz um tempo, mas as razões pelas quais isso não foi possível seguem todas em sequência, junto com as frivolidades imprescindíveis à alma, nesse urgente e necessário post de esclarecimento e exposição.

 

Há um tempo atrás, fui procurado pelo pessoal de uma das companhias de teatro aqui de Rio das Ostras para criar uma adaptação de uma esquete que eles tinham e que queriam transformar num espetáculo.

 

 

Então me debrucei sobre Maria Urtigão e seu lendário bando de cangaceiras decadentes. Expandir um texto de 10 para 30 páginas não é nada fácil. Então fui atrás de referências históricas e inventei de compôr algumas canções de Cordel (literatura que aborda muito o cangaço como temática). Minhas noites são totalmente tomadas pelo universo louco e divertido de Maria Urtigão e suas colegas. E nessas noites de imersão dramatúrgicas são embaladas pela antítese musical, para o tema, chamada Adele.

 

 

Enquanto a moça sobe na minha playlist, desce no meu conceito. Prefere continuar fumando como louca do que parar e cuidar da voz. Esse ciclo insano de arte se misturando com sexo, vício e dormência volta a me aborrecer. Às vezes tiro os fones de ouvido e me pergunto porque ela a arte não pode ser limpa, tem sempre que estar coberta de cinzas, restos e fluídos. Então fico feliz porque minha arte é limpa. Sou capaz de fazê-la sem torpor... Lamento por Adele, mas continuo a ouví-la. Então desvio os olhos para a televisão e lá estão os garotos cantando-a...

 

 

The Glee Project está na minha pauta há tempos. Acompanhar as vidas dos jovens que buscam um lugar dentro da série mais influente da atualidade é divertido e desbravador. A gente entende a engrenagem da TV, entende os executivos, os criadores, entende os maus resultados vindos de boas intenções, entende a arte conseguindo ultrapassar o conceito de indústria... E isso me faz pensar no álbum novo da...

 

 

Britney. E que me soou tão tolo num primeiro momento, mas que depois de liberar um divertido clipe da faixa I Wanna Go, me fez perceber uma obviedade: depois de Lady Gaga tornando sua aparência e sua atitude algo uns dois graus acima de sua música, faz bem ver que Britney continua com singles agradáveis que garantem meu divertimento cênico de banheiro. Que venham as críticas, mas Britneyda ainda faz música melhor que Gaga.

 

E me lembro que Glee executa as canções de Gaga melhor do que ela, e volto a pensar em The Glee Project, que tem ótimos participantes e um insuportável Ryan Murphy se sentindo o Deus Gleênico que tudo sabe e que precisa ter seu trabalho feito pelos outros, ou seja, se o participante não "inspira" o criador, está fora. Fico pensando, no que Chord Overstreet (Sam) inspirou Murphy pra poder entrar na série. A boca grande? Só isso? A inspiração não é obrigação e sim fluidez. Não pode haver parâmetro dentro de um apresentação apenas. E então eu me lembro de Friday Night Lights.

 

 

Há um tempão atrás, quando comprei a primeira temporada da série, ela em nada de inspirou. Era engraçado, porque embora todos falassem tão bem dela e ela parecesse bem feita, algo não funcionava, não chegava até mim. E Deus... eu agradeço tanto, mais tanto pelo meu senso de curiosidade. Pela minha mente completamente aberta às possibilidades. Pela minha ausência de preconceito literário, cinematrográfico, musical... Pela minha maravilhosa capacidade de experimentar. MUITO OBRIGADO!! Após começar a segunda temporada, a mágica aconteceu. Estou prestes a terminar a quinta e última temporada e estou fascinado. Minhas noites tiveram que abrir espaço para Friday Night Lights (que diga-se de passagem foi o único drama teen a ser indicado para o prêmio da associação americana de críticos) e tem sido um tempo muito bem aproveitado. Uma pena que não possa escrever sobre ela no Série Maníacos...

 

 

Um ótimo site de séries que visito sempre para ler as resenhas de meus programas favoritos e que acaba de me oficializar como resenhista de três séries do canal SyFy: Alphas, Haven e Warehouse 13. Participei de um concurso para encontrar um novo resenhista para Gossip Girl e para minha alegria total, ganhei a simpatia do editor. Ele adorou meu estilo e me sugeriu algumas séries para escrever uma resenha-teste. Escolhi Haven e Warehouse 13 e passei. Ele também me sugeriu Alphas e eu vou arriscar. Assim que as novas temporadas começarem, eu estreio no site. Por isso, estou cheio de trabalho: preciso ficar em dia com os programas pra acompanhar direito quando começarem. Essa será uma oportunidade incrível pra mim, que adoro séries, adoro escrever sobre séries e adoro se lido. Tenho esperanças de com o tempo, ganhar a chance de escrever sobre séries que me cativam de verdade. Escrever sobre cinema, quem sabe? Adoraria escrever sobre o final da saga Harry Potter no cinema...

 

 

... que será o encerramento de uma história mágica que me deu imensas alegrias e que me orgulho muito de ter acompanhado. Comecei a ler o último livro novamente. Quero a história muito fresquinha na minha cabeça pra sentir a emoção do jeito certo. Do jeito que tem que ser. Esse será o fim de um épico belíssimo, saído de uma literatura incrível, que merece todo o respeito e toda devoção. Assim como com Arquivo X e Lost, Harry Potter me ajudou muito a mergulhar nos valores criativos de uma obra. Me inspirou imensamente. Estou devorando o livro amarradão como se fosse a primeira vez. Tenho que terminar logo, porque quero começar O Hobbit.

 

 

Agora que as primeiras fotos saíram e o filme é uma realidade, tenho que me apressar. Uma nova jornada me aguarda e eu vou mergulhar nela com todo prazer.

 

Ao passo em que esses novos caminhos vão surgindo, a vida vai dando pausas em alguns setores e privilegiando outros. O blog terá atualizações em menor escala, mas elas estarão aqui. Eu sempre tenho muita coisa a dizer, mesmo que não se tenha muita gente pra ouvir. Se você passa por aqui de vez em quando, não desiste não. Eu sou leal e prometo retorno. Vejam só, entrei pra dizer que não teríamos atualizações durante algum tempo e já escrevi sobre um monte de coisas. Acredite em mim quando eu digo que sou dependente das minhas palavras. Elas são tudo que eu sou.

 

As Dobras estará sempre aqui. Você só precisa esperar um pouquinho.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 20:36
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Fugindo para as bordas

 

Essa foi uma das imagens que coroaram a nossa televisão na última semana. A onda de ataques dos traficantes em arrastões pelos congestionamentos da cidade gerou uma resposta incisiva da polícia, que tomou duas das favelas mais perigosas do estado. A imagem acima é a da fuga dos traficantes, pela mata, que buscavam refúgio no Morro do Alemão.

 

Uma a uma, os canais de televisão aberta do país passaram os dias inteiros cobrindo a ação da polícia. O Rio de Janeiro, tomado constantemente pela ação dos traficantes, parece estar passando, finalmente, por alguma espécie de transformação. A dúvida incutida aqui deve-se a sensação de estranheza causada pela possibilidade real de que estejamos mesmo a caminho de uma erradicação ao menos notável da criminalidade. O pensamento por sí só já é bizarro. Após assistir o Tropa de Elite 2, a sensação é de que qualquer ação vai levar a uma reação em cadeia que sempre vai nos levar na direção de algum buraco.

 

No domingo, o clima nos programas jornalísticos era de redenção. Parecia que tínhamos acabado de ganhar uma copa do mundo. Agora, no meio de toda essa euforia de ver traficantes sendo expulsos de seu reino, a gente fica se perguntando... Pra onde eles vão? E pra onde vão todos os que estão em outros morros que serão iminentemente tomados? Sem tráfico, aumentam os roubos. E com mais roubos, mais homicídios... Não sei... Sinceramente, acho que toda essa alegria pode estar ofuscando um perigo maior que nos ronda. O do caos. Não há nada mais perigoso que bandido desesperado. Nada.

 

 

 

Update: Alguns dias depois de escrever esse post, a polícia aqui de Rio das Ostras fez uma operação para capturar um bandido do morro da Vila Cruzeiro que tinha vindo buscar refúgio em minha cidade. Fomos trancados aqui dentro do Teatro Popular e ouvimos tiros. A sensação é de desproteção e pânico total. Temo muito pelo que nos aguarda.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 21:45
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Domingo, 7 de Novembro de 2010

O Clandestino que a gente conhece

 

          Aí está, tirada do You Tube, a primeira parte do episódio de estréia da série Clandestinos.

 

          A razão pela qual eu estou falando da estréia da série é um pouco mais pessoal do que simplesmente avaliar o programa. É claro, que em se tratando de um projeto do João Falcão, todo mundo podia esperar um trabalho muito correto, poético e lírico, e foi isso que vimos na quinta-feira a noite. A série casa muito bem a comédia e o drama e tem atores fortes e competentes, que estão muito à vontade com seus personagens e que tentam trabalhar sobriamente a ambiguidade deles, que têm os mesmos nomes de seus intérpretes e que esbarram nas mesmas histórias.

Além disso, a série, para mim e para muitos atores envolvidos com teatro em Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Rio das Ostras, entre os anos de 2003 e 2005, a série tem um pouquinho mais a dizer.

 

          Nesse trecho acima, conhecemos o diretor Fábio, vivido pelo jovem Fábio Enriquez, que antes de estampar seu rosto na tela da Globo, estava aqui, junto conosco, espalhando teatro pelo eixo cultural da Região dos Lagos, no Estado do Rio de Janeiro. Eu não o conheço tão bem quanto conheciam seus amigos e colegas de São Pedro da Aldeia (onde ele morava) e em Cabo Frio (principal pólo cultural da Região). Nós, que circulamos constantemente por essas cidades, nos esbarramos o tempo todo, contracenamos o tempo todos uns com os outros, e no fim das contas, todo mundo conhece todo mundo. Só vim a ter contato direto com ele quando ele ingressou na mesma escola de Teatro que eu cursava, aqui em Rio das Ostras. Fizemos exercícios juntos, quase fizemos uma peça juntos e no meio disso tudo, esteve a essência maior do que nos permeia e do que ele representa estando em rede nacional: a de vencer na profissão.

 

          É fácil entender o mecanismo.

          Para os atores que estão nas cidades interioranas desse país, só existem dois caminhos. O primeiro é o de ficar. E não pensem que se por definição ficar não é seguir, não exista mérito nessa decisão. Se todos fossem, não haveria nenhuma gota de exercício artístico nesses lugares. Não haveria ninguém para prepará-los para ter o direito de escolher entre ir e não ir. E alguns ficam. Terminam seus cursos, escolas, e formam companhias e grupos. Dão aulas e criam projetos. E ficam. O segundo é o de não ficar. Seguir da borda para o núcleo, onde outras centenas te esperam para começar a competição. E no Rio nada é fácil. Tem os que começam pela univerdade e os que dela deslizam para outros movimentos. Entre isso, muitos testes. Mas muitos, muitos testes. E o motivo pelo qual muitos seguem, é que o sucesso garante o pão de cada dia sem que você precise trabalhar como vendedor, garçom, atendente ou motorista. E leia-se sucesso como televisão. Porque embora a maioria dos artistas preze pelo bom discurso esquerdista de renegar a Globo, é lá que todos querem chegar. Porque ganhar bem pra continuar atuando é o sonho de todos nós. E a menos que você tenha a sorte de entrar numa companhia patrocinada, o teatro não vai te sustentar. Há aqueles que entendem que a televisão não é o veneno da sua arte, mas o subsídio pra ela. E os que conseguem chegar até lá são os abençoados da nossa história.

 

          Na quinta-feira a noite só se falava de uma coisa por aqui. A estréia do Fábio na TV. Lá, naquele mundo surreal dos corredores do Projac, sobre o qual falamos tanto. A nossa Hollywood ácida. Um de nós que chegou lá. Enquanto tantas dezenas ainda continuam aqui.

 

         Que a série seja a inspiração pra quem deseja ir. Que ela também seja um orgulho pra quem decidiu ficar. Sorte para o Fábio e para aqueles que como ele querem poder ser pagos pra fantasiar. Temos que nos lembrar que o que aconteceu com ele deixa uma mensagem que não podemos ignorar:

 

          As vezes o sonho de alguém... se realiza.

 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 16:25
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

Holiday on Shit

            Essa semana eu saí de casa, bastante tempo depois da estréia de Eclipse pra poder assisti-lo. Acho que todo mundo deveria fazê-lo, afinal de contas é bobagem ignorar por puro senso de intelectualidade a representação cultural massiva que a saga provocou no nosso tempo e não assisti-la nos cinemas, perdendo a chance de daqui a vinte anos gabar-se por tê-lo feito, já que esse tipo de obra fica marcada na história como símbolo de uma era. Assim como Harry Potter, numa escala bem maior, aliás. Ou você acha que quando Tolkien lançou a saga do anel lá nos primórdios ele foi aplaudidinho por todo mundo que se achava inteligente na época? Vai por mim.

            Enfim, fui ao cinema ver a terceira parte da história. Já li os livros e esse terceiro volume é um dos mais chatos pra mim. Por ser contado todo em primeira pessoa e por ser um imenso picolé de chuchu, Bella não está presente na maioria dos eventos sangrentos da história. Como o filme não precisa seguir essa linha narrativa, podemos ver melhor a construção do exército de recém-criados e a batalha com os vampiros na floresta. Essa ação toda ajudou a tirar o filme do marasmo.

            O filme também tem mais maturidade artística e os personagens estão sendo mais bem defendidos pelos atores. Kristen Stewart continua apática como sempre, mas os rapazes estão mais sensíveis às linhas emocionais provocadas pela disputa entre eles. Os efeitos são muito bons e eu adoro aqueles olhos vermelhos.

            Assistir o filme em si é que é uma tarefa árdua. Enquanto Jacob e Edward passam pelo tenso momento em que precisam dividir a mesma barraca de camping, adolescentes histéricos gritam todo tipo de asneira pelo cinema. Ocupando as duas últimas filas, eles parecem macacos famintos num zoológico. Falam, emitem sons e grunidos durante toda a projeção. Fazem guerra de pipoca e doces e um chegou a lançar uma latinha de refrigerante nas fileiras da frente. Começam a conversar alto entre eles, fazem comentários obscenos e piadas sujas e até meninas, que conclui-se terem mais maturidade nesse tipo de situação, entravam na “brincadeira” provocando os rapazes. Um circo. Eu pedi pra pararem. Meu namorado, idem. Um homem levantou lá das fileiras do meio pra pedir silêncio e mesmo com muitas reclamações a direção do cinema nada fez pra garantir a paz de quem comprou o ingresso para ver o filme.

            O episódio serviu pra me mostrar que o melhor é ir a sessões mais caras e em horários que diminuam a chance de topar com os adolescentes e também para traçar um perfil da nossa juventude, que confunde “ser legal” com inconveniência, que esquece valores básicos de educação e respeito e que assemelha-se cada vez mais com animais selvagens mais hediondos ainda que a própria raça animal, já que têm linguagem, discernimento e vivem em sociedade.

            Quem puder, dá uma reclamada aqui com o cinema de Rio das Ostras. Fica no Shopping Holiday e é muito mal administrado, já que nos

cartazes encontramos coisas do tipo:

 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 18:46
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

O Tapete Vermelho de 2009

O terror que os moradores da capital do Rio de Janeiro sentem, foi sentido em uma escala tenebrosa pelos moradores daqui de Rio das Ostras no último dia 2. Numa aparentemente comum briga de trânsito, os policiais Leandro Teixeira e Rogério Barberino cruzaram o caminho do desequilibrado engenheiro de som Ricardo Carneiro e tiveram suas vidas executadas sem absolutamente nenhum motivo aparente.

 

Eu estava na rua nessa hora. Eu e Gustavo estávamos recebendo em casa a filha dele e algumas amigas. Saímos por volta de 16 horas para comprar a passagem de volta à Cordeiro que uma delas usaria no dia seguinte. A fila para a rodoviária estava imensa. Vinha de dentro do prédio e fazia uma curva em direção ao centro de comércio informal que a gente chama aqui de "rua da feirinha". Estávamos no final da fila quando a confusão começou. Ouvimos primeiro uma série de cinco tiros. Após uma breve pausa, mais dois. A correria era tão grande que as pessoas saíram da fila e começaram a abarrotar o saguão da rodoviária.

 

Essa é a foto do sujeito, que eu peguei do blog da Roberta Trindade, que inclusive fala do assunto de maneira bem completa. Quem quiser conferir a matéria o link está aí:

http://robertatrindade.wordpress.com/2009/01/03/assassino-de-pms-de-rio-das-ostras-e-preso-no-grajau/

O curioso é notar que nos comentários, há quem ainda acredite que os policias cometeram algum erro. Por mais que o sujeito aí da foto tenha admitido que não sabe nem mesmo o que o levou a cometer tamanho delito. Eu estava lá. Não vi a coisa de perto, mas ouvi dezenas de testemunhas que garantem que os policiais só foram mortos porque não contavam de maneira nenhuma com a atitude do criminoso. Algumas pessoas muito próximas garantiram que os policiais foram inclusive educados com ele.

Os tiros vieram frios e certeiros de um homem que tinha em casa mais de oito armas de fogo de diferentes tipos. Um alucinado pela sensação de poder que um revólver causa. Alucinado o suficiente para matar dois homens na frente do filho de 10 anos.

 

Embora a maioria presente ali fosse de visitantes, as caras de pavor e surpresa eram as mesmas de quem é habitante da cidade. Conhecida por sua calmaria, não é de hoje que Rio das Ostras flerta com a violência caótica da capital. Seja na forma de homicídios como esse, ou na forma de motoqueiros noturnos que circulam pela cidade e já assaltaram muitos amigos meus.

Não vou encerrar esse texto com o bom e velho sentimento de indignação impulsionado pelos pedidos de socorro direcionados às autoridades. Eles já sabem o que precisa ser feito. No entanto, esse crime em especial, foi cometido por um cidadão comum. Uma pessoa que transfigurou os próprios valores apoiado num conceito absurdo de força. O curioso é que duas horas depois eu fui ao super-mercado fazer umas compras e um homem fazia um verdadeiro escândalo, batendo nas mesas e xingando palavrões, porque a atendente de caixa não queria deixá-lo passar pelo terminal destinado aos idosos e gestantes. Uma das senhoras que estava na fila teve que trocar de caixa e eu e Gustavo a deixamos passar na nossa frente. O maluco ficava gritando que queria o gerente porque estava certo. A moça do caixa dizia que se a fila era pra idosos, eles é que tinham prioridade. Ela não poderia atendê-lo se houvesse algum idoso ou gestante atrás dele. Mas ele não estava nem aí. Gritava e berrava. Uma total demonstração de falta de respeito e imperativismo. Me fez lembrar do cara que quis me bater aqui na bilheteria do teatro porque eu me recusava a vender dez ingressos promocionais pra ele já ele só tinha um panfleto correspondente à promoção.  O discurso era o mesmo: ameaças de processo que tencionavam demonstrar civismo e elegância, mas no final da conversa ele já queria bater como um bom primitivo das cavernas.

 

Uma fluente correnteza de desvio de valores. Um engano constante entre o que é direito adquirido e arrogância. Uma vergonha. E quanto mais o tempo passa, esse tipo de comportamento vai se proliferando disfarçado de "personalidade forte" e contaminando em sua maioria, a classe média, que não tem a humildade dos mais pobres e nem a superioridade financeira dos mais ricos. Então ela fica ali, no meio termo, mascarando de uma humildade demagógica, a arrogância absoluta que os norteia desde o berço.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 17:00
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009

A Entrada Que Broxou

E o ano entrou em Rio das Ostras!!

Poderia ser como aí na foto... mas não foi.

Meia-Noite os fogos começaram a estourar em todas as cidades vizinhas. E aqui, nada. Um minuto depois uma das balsas do mar estourou meia dúzia de fogos e parou. A Orla lotada primeiro ficou em silêncio e depois começou a vaiar.

Barcos da guarda passavam de um lado pro outro. Meia-Noite e dez. Nada.

Somente quando já eram meia-noite e vinte e as pessoas já tinham parecido desistir, é que uma das balsas começou a funcionar normalmente. A outra, permaneceu inútil.

Eu fiquei me perguntando... como isso pôde acontecer? Já pensaram se fosse em Copacabana? O Reveillón mais visitado do mundo? Seria um caos.

Mas aqui em RO tudo pode! Inclusive uma loucura dessas.

Eu, que estava com meu namorado no primeiro reveillón sozinhos, de mãozinha dada, emocionado com o momento, fiquei com cara de pastel.

Essa cidade não é mais a mesma... E no Verão vira um inferno. Ontem mataram dois policiais em plena luz do dia. Há quem diga que a broxada da queima de fogos não trará bons fluídos. E há quem diga, que isso já começou.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 23:24
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