Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Tudo que aconteceu antes: O Serialesco 2011

Previously on his life:

 

2011 começou com a boa e velha queima de fogos de sempre, mas efetivamente, o ano não começa mesmo no final da contagem regressiva.

 

- 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2...

 

Ele tem uma grave tradição de datas comemorativas fracassadas e um reveillón sem mágoas e tristezas já é uma vitória. De todo jeito, janeiro se arrasta com dias contados sem parecer concreto, fazendo com que os efeitos do inferno astral permaneçam cada vez mais notáveis.

 

Inferno Astral é como se chama

o período de 30 dias situados

antes do dia do aniversário e

que é conhecido pela turbulência

e atribulação. É como uma TPM

muito longa e neurótica.


No entanto, após o apogeu da concretização das superstições astrológicas, acontece uma reviravolta inesperada, e no episódio “O Aniversário Relutante”, uma festa surpresa se anuncia. Organizada pelos oriundos da Cia Pigmentus, com bolo e brigadeiro, a festa tem ausências sentidas, mas é cheia de presenças necessárias.

 


 

Fevereiro não é mês de carnaval para ele, por isso, é mais importante rever os velhos e melhores amigos. No episódio “Como seria se fosse sempre assim”, Roberta, Rosemary e Maria Isabel Faustino, retornam para uma participação especial e matam as saudades dos fãs.

 

Roberta e Rosemary entraram

na série na segunda temporada, em 1995.

Maria Isabel entrou mais tarde, em 1998.

Ambas permaneceram no elenco fixo até

a décima temporada, em 2003, passando

a fazer participações especialíssimas depois

que a série mudou de cenário.



Durante poucos dias, reforçaram os conceitos de amizade e fizeram todos sentirem falta de outros e importantes membros dessa “era de ouro”. Novas promessas de outras participações foram feitas.

 


 

No episódio “Apenas períodos longos”, um novo semestre começa na Faculdade de Ciências, Filosofia e Letras de Macaé. Esse novo começo anuncia uma série de possibilidades marcantes, sobretudo porque ao lado de Monique Bomfim, Milene Sousa, Lauro Portela e Ana Carolina Alcântara, o quadro de interação de maior audiência da temporada passada está de volta.

 

No episódio “Calçada da Fama”, os quatro membros do clube são desafiados nas sempre interessantes aulas de Luiz Guaracy. Começa então o início da ascensão definitiva. O episódio termina com a certeza de que o sucesso pode acarretar mitologias.

 

A previsão se confirma no episódio “Lolita”, em que o grupo compete na Primeira Mostra Áudio Visual da FAFIMA. A competição não oferece grandes benefícios físicos, mas acarreta uma rede de reações que se expande para além das premiações. No entanto, o grupo faz um trabalho impecável e se torna o favorito.

 


 

Como merecido, o grupo fatura o primeiro lugar, além dos prêmios de direção e concepção. Sem que soubessem, faturam também o prêmio de “Notáveis Improváveis” e têm seus rostos marcados e cobrados.

 

O sucesso do episódio especial de Natal, exibido ainda em 2010, provoca uma nova aventura textual do nosso protagonista e contra as previsões mais otimistas, ele ganha a chance de escrever também a Via Sacra da cidade. Mais uma vez o grande público fica diante de uma de suas criações. O episódio “A Volta dos Franciscos” recupera o espírito da obra anterior, mas infelizmente não garante a reunião de todos os atores que participaram do especial de Natal.

 


 

Essa inacreditável notoriedade provoca novos convites que prometem alavancar o programa no futuro.

 

Como souvenir para as horas de necessidade alegórica, ele teve nesse primeiro semestre muitas alegrias televisivas e GLEE acabou se tornando um bom exemplo de catarse. A cena em que ele assiste ao baile de formatura que coroa Kurt e Karofsky como “rei e rei” da noite, acabou se tornando uma referência metalinguística e reafirmou a paixão do nosso protagonista pela confortável fantasia que permeia a vida.

 


 

A influência da série GLEE acabou sendo só mais uma dentro desse maravilhoso universo seriado que é parte tão importante da vida dele. E esse mundo também se anuncia como plot determinante na próxima metade da temporada.

 

O último episódio antes do hiato, “Nada Importante Aconteceu Hoje”, termina com ele recebendo uma inesperada proposta.

 


 

A temporada se reinicia com o episódio “Dibs”, que mostra nosso protagonista sendo convidado por um blog sobre séries, para escrever resenhas e textos temáticos. O convite cai como um presente dos céus, já que o garoto do brejo nunca sonhou que chegaria tão longe nessa bolha virtual que já fazia parte da vida de tanta gente. Ser lido por muitos seria tão maravilhoso que ele aceitou de cara.

 

O problema é que escrever sobre suas séries favoritas estava fora de cogitação. Todas já tinham “dono” no site. Ele então fica encarregado de duas séries com quase zero de popularidade: Haven e Alphas. A experiência, no entanto, mesmo que limitada, foi desbravadora.

 


 


 

Como as dimensões financeiras dele nunca foram muito contentadoras, no episódio “Fast” acompanhamos sua rotina insana para conseguir cumprir esses compromissos textuais. Sem grana pra instalar net em casa e dependendo do PC do trabalho, ele começa uma maratona para conseguir alcançar todas as séries mais importantes do momento e ficar em dia com todas elas.

 

 

Como vimos nas temporadas anteriores,

ele adora comprar boxes com temporadas

de suas séries prediletas. Para conseguir

pagar o preço delas, esperava pacientemente

que eles baixassem. Isso sempre significava

ver tudo com um atraso de até dois anos.

 

  

Ciente de que para escrever sobre séries realmente relevantes ele precisava confiar em novas estreias, nosso protagonista providencia a reserva (ou Dibs) de algumas produções promissoras.

 

No meio de todo esse novo turbilhão, as relações acabam afetadas, claro. Como consequência, então, o capítulo das tensões afetivas acaba sendo uma realidade. Em “Do lado de Dentro”, brigas e indisposições colocam-no no centro de um furacão emocional.

 

Na temporada anterior, vimos a coroação de suas capacidades autorais com “Cômodos”. Já aqui, no episódio “Cordel do Bando Aloprado”, ele ganha a encomenda de uma adaptação e nasce então “O Lendário Bando de Maria Urtigão e a Vaca Lerdeza”.

 


 

O prazer de ver uma nova criação ganhando vida é incomensurável. E isso vem quase ao mesmo tempo em que outras apresentações teatrais dentro da faculdade vão ganhando espaço.

 

Mas “Cômodos” não sai de foco e na trilogia de episódios chamada “Maktub On The Road”, uma grande viagem em grupo eleva a série a mais um patamar de críticas positivas. A Cia Pigmentus parte para três festivais em três extremos geográficos, e todas as nuances dessa investida são apresentadas com maestria pelos roteiros.

 

Em Três Rios, a constatação de frágeis relações que se afirmam em nome da diplomacia. Em Varginha, as delícias de uma vitória depois de tantas lutas. Em Caxias, um erro cometido em nome da vivência de experiências.

 

 

A trilogia é ambiciosa. No meio desses acontecimentos, o retorno de mais alguns nomes da época clássica da série. Nice e Lídia ganham uma nova participação. Nice, vivendo infelizmente as amarguras de um rompimento e Lídia, as dificuldades de uma realidade muito intensa. Cada uma delas, transmitindo suas percepções e reflexões com maestria. Como bônus, Geovanna, a filha de Lídia, apresentando-se num momento especial.


     

 

A trilogia se encerra com um encontro de gerações. Roberta, Nice e Maria Isabel vão assistir ao espetáculo dele e no meio de todo esse profundo sentimento de gratidão, esse arco se encerra deliciosamente.

 

As estreias infantis, no entanto, não se restringem a Geovanna, e Bárbara Saboya e Leandro Ramos exibem para o mundo a irresistível Luara:

 


Na viagem de volta para a casa, um ótimo episódio intermediário faz a festa dos nerds. Em “A Dama da Noite”, nosso protagonista sai numa aventura pela Bienal do Livro com Monique Bomfim e Ana Carolina Alcântara para tentar um contato com a escritora Anne Rice.

 

Eles se perdem no caminho de ida, ficam presos no trânsito, encontram o evento lotado, perdem as senhas para a sessão de autógrafos e só conseguem ver a dita cuja enquanto se espremem dentro de um pequeno stand.

 



 

Anne Rice é uma das musas do protagonista,

que  tenta realizar a façanha de conseguir

comprar todos os livros da série “Crônicas Vampirescas”.

A mulher é uma lenda e escreve sobre vampiros

com uma propriedade até suspeita. Ela é um gênio

da ficção e foi responsável pela criação de um dos

personagens mais geniais da literatura mundial: Lestat.

 

 

Logo depois da estreia de “O Lendário Bando de Maria Urtigão”, começam os preparativos para outras duas apresentações teatrais na faculdade. No episódio “Os Poetas”, o grupo, pressionado pelas expectativas, derrapa na apresentação de “Soneto de Fidelidade”, mas dá a volta por cima na apresentação mágica do “Mash up Fernando Pessoa”. Com música e festa, o grupo apresenta uma esquete dinâmica e envolvente, que acaba alavancando mais ainda a fama do mesmo.

 


 

As tensões de final de período são conhecidas no episódio “Os Processos Periódicos”, em que ele acaba descobrindo que toda paixão pelo inglês rendeu frutos de reconhecimento. Mesmo sem curso e dependendo da boa vontade dos amigos, um belo 10 estampa seu boletim. Ele dá muita importância pra isso, enquanto ignora que de fato, isso não é nada. O episódio termina com a antecipação da reunião derradeira, onde os amigos trocam seus presentes e se preparam para a nova jornada.

 


 

 

A sorte do protagonista muda no que diz respeito à seu trabalho como resenhista, quando uma grande estreia transforma-se num grande sucesso. É a hora de "American Horror Story" entrar em cena e tirá-lo da irrelevância. 

 


 

Enquanto a bem sucedida estreia da nova investida de Ryan Murphy levava-o ao patamar de admiração dos leitores, a nova investida de Spielberg o levava ao maior patamar de repulsa de outros. A série "Terra Nova" era tão vista quanto a outra, mas mais terrível que qualquer uma. No entanto, o bem vindo sucesso em ambas tornou o trabalho com as reviews ainda mais indispensável.

 

O teaser do episódio “Bravio” acabou ficando conhecido pelo seu caráter intenso e filosófico. O relacionamento amoroso do nosso personagem sofre baques constantes, onde a dúvida e o medo acabam tomando a frente das ações. Esse processo é interrompido por outra reviravolta. O casal gay mais famoso da TV, que passou por tantos percalços e superações, recebe de braços abertos a filha pródiga, que com dificuldades, pede abrigo e conforto, ao lado do amado, para o pai. “Bravio” termina com a certeza de que ainda há muito amor entre os dois, e que o senso de família acaba se ampliando independente das nossas vontades.

 

 

O Amor é mais importante que tudo.

 

Seguindo em frente, um grande personagem de temporadas anteriores se despede definitivamente do programa numa trilogia que arrebatou totalmente a audiência.

 

Esse longo Season Finale começa com a trágica perda de Mário de Oliveira. O diretor, que teve grande importância na vida do protagonista, se ausentou, por motivos de saúde, de temporadas recentes, mas manteve seu nome vivo através da voz de seus pupilos. Na primeira parte da trilogia, “Anátema”, os preparativos para o Auto de Natal se confundem com as dificuldades de execução do mesmo. A notícia da morte de Mário, sobretudo nessa época, pega todos de surpresa e desestabiliza tudo que já havia sido planejado.

 

 

Mário de Oliveira chegou à cidade

na década de 90 para ajudar na

realização dos primeiros Autos de

Natal. Com ele, outros nomes

importantes vieram e formaram

uma rede cultural que tornou-se

indispensável para a formação

artística local.

 

 

A segunda parte, “Evoé”, mostra os acontecimentos em torno do triste e controverso enterro do amado e odiado diretor. O episódio/homenagem, é recheado de histórias e lembranças. Muitos flashbacks fazem parte desse capítulo e acabamos revendo momentos emblemáticos dessa fase teatral da série. O episódio termina com nosso protagonista recebendo o convite para editar imagens de vários Autos de Natal que serão exibidos na montagem atual.

 

O Season Finale. “Dacapo”, tem um gostinho de expectativa. As dificuldades financeiras do canal podem resultar, no ano que vem, em mudanças drásticas no quadro logísticos da série. Com medo disso, os roteiristas providenciaram um final que pode funcionar inclusive como um final definitivo para alguns personagens e situações.

 

O episódio trouxe alguns nomes afastados do elenco, reuniu participações especiais notáveis e mencionou todos aqueles que não puderam comparecer. Em “Dacapo”, o Auto de Natal transforma-se numa grande homenagem à Mário de Oliveira e começa com muitos alunos antigos se reunindo para esse momento. Essa reunião provoca o crossover com as séries de Tiago Maviero, Bárbara Saboya, Mariana Duarte, Mariana Barcelos, entre outros.

 

Muito bem escrito e profundamente emocional, o episódio é um tributo à arte e ao artista e os vídeos com alguns dos momentos passados chamam a atenção pela sensibilidade e beleza.

 


 

As emoções do Auto de Natal se fundem com as emoções de final de ano. O Natal e o Reveillón são representados como o reinício de novas oportunidades. É fim de temporada e mais um ano de sucesso se encerra.

 

O episódio termina no último minuto de 2011, quando em meio a muita chuva, nosso protagonista vê as luzes dos fogos se projetando por entre as nuvens e pensa em Deus. Em tudo que precisa agradecer, em tudo que ainda precisa desejar, em todos os sonhos que ainda precisam de mais tempo para se realizar... Em toda saúde que ele mentaliza para os que ama. Em todo amor e em toda dor. Obrigado por tudo que foi... E que venha tudo de melhor que está por vir.

 

See you on the next season...

 

  

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 16:41
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Sexta-feira, 1 de Julho de 2011

Dobrando: Adele, O Hobbit, Harry Potter, The Glee Project, SérieManíacos, Britney Spears, Friday Night Lights, Maria Urtigão e Vida que Segue...

Sei que não atualizo o blog faz um tempo, mas as razões pelas quais isso não foi possível seguem todas em sequência, junto com as frivolidades imprescindíveis à alma, nesse urgente e necessário post de esclarecimento e exposição.

 

Há um tempo atrás, fui procurado pelo pessoal de uma das companhias de teatro aqui de Rio das Ostras para criar uma adaptação de uma esquete que eles tinham e que queriam transformar num espetáculo.

 

 

Então me debrucei sobre Maria Urtigão e seu lendário bando de cangaceiras decadentes. Expandir um texto de 10 para 30 páginas não é nada fácil. Então fui atrás de referências históricas e inventei de compôr algumas canções de Cordel (literatura que aborda muito o cangaço como temática). Minhas noites são totalmente tomadas pelo universo louco e divertido de Maria Urtigão e suas colegas. E nessas noites de imersão dramatúrgicas são embaladas pela antítese musical, para o tema, chamada Adele.

 

 

Enquanto a moça sobe na minha playlist, desce no meu conceito. Prefere continuar fumando como louca do que parar e cuidar da voz. Esse ciclo insano de arte se misturando com sexo, vício e dormência volta a me aborrecer. Às vezes tiro os fones de ouvido e me pergunto porque ela a arte não pode ser limpa, tem sempre que estar coberta de cinzas, restos e fluídos. Então fico feliz porque minha arte é limpa. Sou capaz de fazê-la sem torpor... Lamento por Adele, mas continuo a ouví-la. Então desvio os olhos para a televisão e lá estão os garotos cantando-a...

 

 

The Glee Project está na minha pauta há tempos. Acompanhar as vidas dos jovens que buscam um lugar dentro da série mais influente da atualidade é divertido e desbravador. A gente entende a engrenagem da TV, entende os executivos, os criadores, entende os maus resultados vindos de boas intenções, entende a arte conseguindo ultrapassar o conceito de indústria... E isso me faz pensar no álbum novo da...

 

 

Britney. E que me soou tão tolo num primeiro momento, mas que depois de liberar um divertido clipe da faixa I Wanna Go, me fez perceber uma obviedade: depois de Lady Gaga tornando sua aparência e sua atitude algo uns dois graus acima de sua música, faz bem ver que Britney continua com singles agradáveis que garantem meu divertimento cênico de banheiro. Que venham as críticas, mas Britneyda ainda faz música melhor que Gaga.

 

E me lembro que Glee executa as canções de Gaga melhor do que ela, e volto a pensar em The Glee Project, que tem ótimos participantes e um insuportável Ryan Murphy se sentindo o Deus Gleênico que tudo sabe e que precisa ter seu trabalho feito pelos outros, ou seja, se o participante não "inspira" o criador, está fora. Fico pensando, no que Chord Overstreet (Sam) inspirou Murphy pra poder entrar na série. A boca grande? Só isso? A inspiração não é obrigação e sim fluidez. Não pode haver parâmetro dentro de um apresentação apenas. E então eu me lembro de Friday Night Lights.

 

 

Há um tempão atrás, quando comprei a primeira temporada da série, ela em nada de inspirou. Era engraçado, porque embora todos falassem tão bem dela e ela parecesse bem feita, algo não funcionava, não chegava até mim. E Deus... eu agradeço tanto, mais tanto pelo meu senso de curiosidade. Pela minha mente completamente aberta às possibilidades. Pela minha ausência de preconceito literário, cinematrográfico, musical... Pela minha maravilhosa capacidade de experimentar. MUITO OBRIGADO!! Após começar a segunda temporada, a mágica aconteceu. Estou prestes a terminar a quinta e última temporada e estou fascinado. Minhas noites tiveram que abrir espaço para Friday Night Lights (que diga-se de passagem foi o único drama teen a ser indicado para o prêmio da associação americana de críticos) e tem sido um tempo muito bem aproveitado. Uma pena que não possa escrever sobre ela no Série Maníacos...

 

 

Um ótimo site de séries que visito sempre para ler as resenhas de meus programas favoritos e que acaba de me oficializar como resenhista de três séries do canal SyFy: Alphas, Haven e Warehouse 13. Participei de um concurso para encontrar um novo resenhista para Gossip Girl e para minha alegria total, ganhei a simpatia do editor. Ele adorou meu estilo e me sugeriu algumas séries para escrever uma resenha-teste. Escolhi Haven e Warehouse 13 e passei. Ele também me sugeriu Alphas e eu vou arriscar. Assim que as novas temporadas começarem, eu estreio no site. Por isso, estou cheio de trabalho: preciso ficar em dia com os programas pra acompanhar direito quando começarem. Essa será uma oportunidade incrível pra mim, que adoro séries, adoro escrever sobre séries e adoro se lido. Tenho esperanças de com o tempo, ganhar a chance de escrever sobre séries que me cativam de verdade. Escrever sobre cinema, quem sabe? Adoraria escrever sobre o final da saga Harry Potter no cinema...

 

 

... que será o encerramento de uma história mágica que me deu imensas alegrias e que me orgulho muito de ter acompanhado. Comecei a ler o último livro novamente. Quero a história muito fresquinha na minha cabeça pra sentir a emoção do jeito certo. Do jeito que tem que ser. Esse será o fim de um épico belíssimo, saído de uma literatura incrível, que merece todo o respeito e toda devoção. Assim como com Arquivo X e Lost, Harry Potter me ajudou muito a mergulhar nos valores criativos de uma obra. Me inspirou imensamente. Estou devorando o livro amarradão como se fosse a primeira vez. Tenho que terminar logo, porque quero começar O Hobbit.

 

 

Agora que as primeiras fotos saíram e o filme é uma realidade, tenho que me apressar. Uma nova jornada me aguarda e eu vou mergulhar nela com todo prazer.

 

Ao passo em que esses novos caminhos vão surgindo, a vida vai dando pausas em alguns setores e privilegiando outros. O blog terá atualizações em menor escala, mas elas estarão aqui. Eu sempre tenho muita coisa a dizer, mesmo que não se tenha muita gente pra ouvir. Se você passa por aqui de vez em quando, não desiste não. Eu sou leal e prometo retorno. Vejam só, entrei pra dizer que não teríamos atualizações durante algum tempo e já escrevi sobre um monte de coisas. Acredite em mim quando eu digo que sou dependente das minhas palavras. Elas são tudo que eu sou.

 

As Dobras estará sempre aqui. Você só precisa esperar um pouquinho.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 20:36
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Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

A Escuridão da Curiosidade

Na manhã de ontem, Ana Maria Braga recebeu no seu programa a última vítima do massacre de Realengo que ainda estava no hospital. A menina Tayane, ainda visivelmente afetada pelos eventos do dia do massacre, estava de cadeira de rodas e ainda tinha muita dificuldade de ser expressar contundentemente diante das perguntas de Ana Maria. No entanto, o pouco que ela falou sobre o assunto já provocou em mim aquela sensação de suspensão do bom-senso, gerando um desconforto ambíguo, cheio de indignação e pesar, mas também cheio de uma enegrecida curiosidade.

 

 

Eu não acordo cedo, todo mundo que me conhece sabe. Pego no trabalho só às 14 horas e foi meu namorado quem viu a entrevista e comentou comigo, enquanto eu tomava banho. Assim que o relato dele começou, aquela fagulha de morbidez, que tanto demorou a ser suprimida nos dias após o crime, começou a queimar novamente e a buscar alívio. O dia ia permanecer o mesmo pra mim, mas ao sair de casa eu já sabia que a primeira coisa que faria ao chegar no trabalho era procurar o vídeo da entrevista no You Tube. E dessa maneira, o prazer e a dor, cozidos numa mesma fogueira midiática, voltariam a consumir o meu tempo produtivo.

 

Começou com a entrevista no programa de Ana Maria, mas logo, automaticamente, eu já estava revendo os vídeos do dia do massacre, tentando vislumbrar novos ângulos, querendo e ao mesmo tempo repelindo a possibilidade de momentos cada vez mais reais sendo capturados pelas pessoas presentes no local. O que aliás, é outro souvenir da modernidade: a morte nunca foi tão célebre. Com cada vez mais pixels, está estampada em revistas, jornais e flutua soberana por câmeras de circuito interno e celular. E essa facilidade de acesso ao trágico, para pessoas como eu, que sentem intimamente o calor de um momento como esse, torna tudo ainda mais próximo. Faz com que seja palpável. Provoca uma sensação testemunhal que aumenta o "prazer" de assistir e o sabor do terror.

 

Logo os médicos criarão uma patologia pra isso, estou certo. Por enquanto eu prefiro ser suave e dar ao impulso o carimbo da super-sensibilidade. Misturada, claro, a uma mórbida e excruciante necessidade de ver, de estar, de participar. Não sei de onde ela vem, não me perguntem. E nem sei se tenho companhia nessa disfunção comportamental que nada de bom pode trazer ao meu espírito. Esse hábito de observação trágica é uma profunda incoerência diante da minha óbvia inclinação para a alienação. Eu percebo, mas não controlo. Tem vezes que eu prefiro acreditar que é meu dramaturgo tomando a frente e enxergando nos dramas alheios a possibilidade de literatura. O que você vive é experiência, e o que não vive é história escrita. E tenho um prazer tão imenso em contemplar palavras que pode se comparar ao de viver os fatos. E então eu fantasio minha presença naqueles outros mundos de experiências que não são minhas, e confundo a minha curiosidade com a minha dor.

 

Pela minha vontade, não existiria jamais o naufrágio do Titanic, o terror do 11 de Setembro, o incêndio no edifício Joelma ou o massacre na escola em Realengo. Eu sinto tanta compaixão por aquelas pessoas... E sinto tão intensamente o medo. O ódio pelas vidas perdidas de maneira tão estúpida, por motivos tão torpes. E ao mesmo tempo, a cada dia que começa comum em algum lugar do mundo, e que muda de rotação em apenas dois segundos, meus olhos páram num instante ínfimo da fita, quando crianças esperam a hora de entrar na sala de aula e minha mente às vezes azêda, estaciona no pensamento nocivo e repetitivo que fica martelando essas mesmas frases: Não havia nada nesse dia que anunciasse o fim. Não havia sombra, nem silêncio e nevoeiro. Não havia o medo suspenso de atravessar a floresta. Era Sol e suor entre as conversas de corredor. Como saberei quando esse dia comum chegar pra mim? E o que eles pensaram quando o homem atravessou a porta? Qual é o primeiro pensamento antes do fim? Qual o último pensamento antes da escuridão?

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 20:42
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Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

Leitor de Malandro

Estreiando a nova série Leitor/Espectador/Ouvinte de Malandro. Um espaço para todos aqueles que sabem quando uma coisa é ruim, mas mesmo assim vão atrás.

 

O primeiro capítulo é sobre o blog Legendado.

 

Prometi a mim mesmo que não ia mais entrar no Legendado.com depois que tive que aturar a Cláudia Croitor metendo malho em Lost e achando que 24 horas era a coisa mais inteligente do planeta. Eis que acabei, depois de meses, entrando no blog e fiquei irritado do mesmo jeito. Ela está igual aos dramas familiares que ela critica: quatro meses depois repetindo os mesmos elogios as mesmas tramas e criticando grosseiramente os mesmos alvos. A mulher nunca vai parar de falar mal de LOST, credo.

 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 20:14
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Blogs Do Além Túmulo

Pelo amor dos Deuses, se não bastasse o fiasco do Blog da Luciana em Viver a Vida, agora temos esse outro sinal do apocalipse aqui:

 

 

Natalie Lamour tem um blog! E é uma pena que essa onda de personagens tendo blogs na vida real não tenha podido ocorrer em tempos áureos da televisão brasileira. Já imaginou esse pessoal aqui com blog:

 

Odete Roittman: Aos Tupiniquins, o exílio.

Natacha (Vamp): Blog das Vampiras Arrependidas

Abigail Rossini: Vingue-se do seu homem em 4 tempos

Tonha da Lua: Blog da Ru...Ru... Rutinhaaaa....

Dom Lázaro: Pala os que plefelem Melão...

Flora e Donatela: Faísca e Espoleta, o Legado

Helena (de Mulheres Apaixonadas): Consultório Emocional on line

Helena (de Páginas da Vida): Blog da Moça Bunita - Meu filho é Down

Helena (de Viver a Vida): Blog do Perdão à Luciana

Branca Letícia de Barros Mota: Um Martíni e um Riso: Frases de Branca

Jade: Uma muçulmana em Copacabana

Bebel: Quero ser sua fixa

 

E por aí vai....

 

 

Quem quiser visitar o blog de Natalie, o link está aqui:

http://insensatocoracao.globo.com/platb/natalielamour

 

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 19:22
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Tome no cú, Deputado

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 18:03
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Sábado, 19 de Março de 2011

Aberturas Literais

Tô querendo começar a evitar a inspiração direta de outro blogs para escrever os posts, mas quando vi isso aqui no Papel Pop, que chorei de rir!

 

 

 - Balões!!

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 17:38
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Urucubaca De Verão

Gente... esse final de ano está mesmo estranho.

Primeiro as mortes em série:

 

E agora essa coisa de gente sendo encontrada cheias de agulhas no corpo:

"Dona-de-casa descobre localização de mais de dez agulhas no corpo

Exame apontou objetos na nuca, perto da coluna, e no abdome.
Médico afirma que mulher não deverá passar por cirurgia no momento."

 

 

Já tô andando com meu galhinho de arruda.

 

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 01:55
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Sábado, 11 de Abril de 2009

10.000!!!!!!

Eba!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O blog finalmente alcançou 10.000 mil visitas!! É um orgulho pra mim, embora a falta de comentários me deixe inseguro quanto a natureza real dessas visitações.

 

Cadê esse pessoal todo???

 

O blog tem sido uma alegria pra mim.

Espero que muitos outros anos venham e que meus leitores silenciosos passem a se manifestar!

 

TALK TO ME!!!

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 20:19
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Domingo, 30 de Novembro de 2008

Somos Pára-Raios de Doidos

Aniversário do Sou Pára-Raio de Doido. Dá uma passada lá, e vê como é imperdível!

 

E eu quero mandar um grande beijo para Lee e pra Dr. Jones! Eu nem conheço vocês, mas já as admiro muito.

 

Vida longa do Blog!

E Parabéns!

O link está logo ali ao lado.

 

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 17:24
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Tudo que aconteceu antes:...

Dobrando: Adele, O Hobbit...

A Escuridão da Curiosidad...

Leitor de Malandro

Blogs Do Além Túmulo

Tome no cú, Deputado

Aberturas Literais

Urucubaca De Verão

10.000!!!!!!

Somos Pára-Raios de Doido...

Until Now

Sandy Deu o Rádio

Notei que não disse isso

Porque eu não Cago??

Literalmente Visceral

Páginas Viradas

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