Terça-feira, 5 de Abril de 2011

BBB11 - Edição Limitada

 

 

 

Sabe quando um produto, já há muito tempo no mercado, invade as prateleiras como sempre, mas com alguma nova especialidade que estampa em seu rótulo o selo de “edição limitada”? Pois bem, terça-feira passada o BBB11 se transformou na exceção... No que pode se chamar de divisor de água... Se transformou no melhor de todos!

 

Já até houve um muito parecido. Aquele, do número cinco, que levou à história, inesperadamente, o homossexual  assumido Jean. O salto foi positivo, mas a aceitação de um gay que não agride o conforto imagético da nossa sociedade, não pode se comparar a vitória de Maria, um exemplar até agressivo da natureza sem julgos que pode imergir de uma mulher. Seria mesmo uma comparação justa? Talvez não, mas algo me diz que premiar um homossexual letrado, adepto das citações e muito discreto, não é nem de perto tão emblemático quando premiar uma aspirante a “piranha”, que acaba se revelando mais humana, imperfeita, bela, carismática e verdadeira do que até mesmo os votantes tomados de preconceitos que continuam assistindo o programa, estavam preparados pra enfrentar.

 

Maria, a louca que se arrastou aos pés de um homem quando teve vontade, que se entregou a outro quando teve vontade, que “amou” sem ser amada, e que foi “amada” por outro não apesar disso, mas por causa disso – e por um homem que carrega o compromisso de ética e gentileza de um jeito que não se vê mais por aí -  dando ao seu trajeto no reality um toquinho de idealismo romântico que nenhum casal em dez anos conseguiu reproduzir. Maria, que foi a escrota e a deusa em todos nós, e que salvou o BBB da vergonha da vitória de Marcelo Dourado no ano passado, e que parece ter reeducado o espectador a ver além do óbvio, além da edição, além do corpo.

 

A metáfora do discurso de Pedro Bial é cabal. Tanto para o coração generoso de Wesley (quanta simpatia tenho pelos que são gentis, educados e ponderados e que exatamente por isso sofrem  acusações de letargia), e quem assistiu aos paredões do moço sabe que Bial confundiu personalidade equilibrada com falta dela, ignorando a figura do dito cujo com o julgo da indiferença. Wesley, o “senhor de engenho” que não se perturba pelo passado da “bela dama”, a dama Maria, dona da inteligência mais interessante de todas:  a passional.

 

Com esse desfecho, a dramaturgia do BBB recupera a dignidade perdida na décima edição e ainda ultrapassa seus objetivos iniciais, nos presenteando com as figuras de Daniel, Diana, Talula... Para se encerrar com aquela já mencionada pitada de Holywood que devem ter todas as grandes histórias. Maria e Wesley reinventaram Uma Linda Mulher  (se formos brincar com os boatos sobre Maria aqui fora). Reinventaram e redimensionaram conceitos. Precisou ter um programa de televisão para premiar a liberdade e a força... a bondade e a educação.

 

Fica a dica pro ano que vem.  Que o público pare de premiar os belos porque dos belos será o reino das playboys.  Que o público pare de premiar os “descolados” porque não importa mesmo se o discurso é real. Nos livrem dos Maxes, Mau Maus e Rafinhas da vida. Nos livrem dos Marcelos Dourados. Brasil, nunca mais premiemos a ignorância só pra ver o que acontece. Nunca mais premiemos a vitimização, só porque de  alguns olhos saem algumas lágrimas. Bem vinda Maria, ao hall dos vencedores cabais do Big Brother, onde residem de fato Jean e Alemão. E onde residem virtualmente Leka, Grazi, Priscila e Wesley.

 

E análises à parte, a casa vazia no pay-per-view enquanto escrevo é triste e nostálgica. O BBB retomou toda a sua força dramática e me encanto com uma edição cheia de paixão, reviravoltas inesperadas e manipulações psicológicas. Uma edição limitada que por sorte “mariou” o público e se despediu com chave de ouro e gostinho de quero mais.

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 18:08
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Terça-feira, 22 de Março de 2011

BBB Pra Quem Entende

 

São 00:32. No quarto do líder, Wesley assiste a um filme com Diana e Rodrigão. Na varanda, com seu diálogo quase inacreditavelmente ingênuo, estão Maria e Daniel. De repente, uma constatação nasceu no meu senso crítico tão forte a ponto de me fazer ter coragem de proferí-la em voz alta: eu gosto muito mesmo do Big Brother Brasil.

 

Vou poupar a todos dos argumentos de praxe. Essa coisa toda de ser um bom exercício de observação psicológica (e é) ou um ótimo estudo sobre a pequenez humana (o que também é), qualquer pessoa que tenha um mínimo de bom-senso e direcione sua inteligência para a avaliação crítica e não depreciativa, sabe que a fórmula do programa é digna de atenção e visão. Diferente do circo de vaidades e personagens prontos que vemos em programas semelhantes que confinam celebridades, o BBB tem uma qualidade que nenhum deles têm: a verdade pessoal de cada participante que em algum momento, e isso sempre acontece, deixam vir à tona todas as suas verdadeiras mazelas. Ao invés de trabalhar para manter a fama (como na Fazenda), os participantes do BBB buscam por ela, ou pelo dinheiro que vem com ela e essa é no fim das contas, a receita para que suas atitudes se destaquem para o sentido correto: vale tudo para ficar e aparecer. Já o lema do pessoal da Fazenda é: não vale tudo se você ainda quer um papel na Globo. O total anonimato de alguns participantes como Daniel, Paula, Diogo e Wesley também ajuda. Gente que sabe que não vai ser artista e que com isso foca no prêmio. De qualquer jeito, no final das contas, a estranha mágica do BBB é infalível. São os loucos que entram lá. É Pedro Bial com um carisma absurdo. É a edição ousada, maldosa, tendenciosa (a verdadeira e cabível manipulação). Algo nesse programa ultrapassa o zoológico humano dos argumentos depreciativos para nos dizer: estamos sempre observando o alheio e tá na hora de deixar a hipocrisia em casa vendo a TVE.

 

Há uma semana da final, se o paredão de hoje a noite eliminar o Rodrigão, essa terá sido a final mais tranquila de todas as edições, na minha opinião. Até porque, na primeira eu não queria o BamBam (e sim o André), na segunda a estrela era Manuela, mas o Rodrigo ganhou para agradar aos seus votantes moralistas. Na terceira o Dhomini merecia pela sua jogada rápida de carisma, mas Sabrina era a o material de seu sucesso. Na quarta edição todo mundo queria ser bonzinho com a probrinha Cida, e no final das contas não tinha nenhum jogador bacana para ganhar no lugar dela. Jean ganhou a quinta edição e essa foi a minha primeira grande alegria (embora Grazi tivesse minha simpatia). Na sexta ganhou a Mara, outra pobrinha que era mesmo a única opção diante da mais fraca de todas as edições. Na sétima eu reconhecia o protagonismo do Alemão, mas novamente, era uma mulher a raiz de seu sucesso. Na oitava edição eu fiquei péssimo quando o Rafinha ganhou em detrimento de outros grandes participantes como Marcelo e Ana. Até Gisele merecia mais do que ele. O mesmo aconteceu na nona edição, onde Priscilla mostrou que uma mulher pode ser vaidosa, gostosa e mesmo assim, inteligente. Max, um homem-pasteurizado e cheio de inverdades acabou ganhando. Ele era o equivalente de Dado Dolabella, no que dizia respeito a discursos feitos e ditos para tocar os corações de adolescentes e donas de casa que ainda acreditam no mito do “rebelde incompreendido”. A décima edição teve a final mais hedionda da história do programa. Marcelo Dourado retorna ao programa, para a sorte da produção, para protagonizar o embate homofóbico mais equivocado que já vimos na TV. Sua figura claramente homofóbica e machista intimida os gays Dicesar e Serginho, que reagem com agressividade numa evidente necessidade de autopreservação. Essa postura deles é entendida pelos heterossexuais como heterofobia (uma termologia cheia de significados ignorantes e infundados) e então nasce um movimento que é um atraso no nosso processo de esclarecimento: a máfia dourada. Nessa final do BBB10, assistimos o país premiar o machismo, a violência e o preconceito.

 

 

Agora, se Rodrigão deixa o programa hoje, ficarão quatro participantes que podem ganhar o programa sem problema. Qualquer um deles tem a minha simpatia e a minha torcida.

 

Nessa reta final, Maria, que odiei muito enquanto ela sofria a influência de Talula, foi de bruxa a princesa. Sua inocência social ficou mais evidente e seu espírito infantil menos caricato. A saída de Maurício também foi fundamental para que conhecêssemos o que de melhor ela tinha a oferecer. Bonica e sua produção devem todo o BBB11 à ela. Seu triângulo com Maurício e Wesley movimentou o miolo do programa e salvou-o da estagnação e irrelevância.

Wesley é de longe, um dos participantes mais ternos que o programa já teve. A insistência de Bial em desmerecer os objetivos do rapaz dentro dessa dramaturgia até me irrita às vezes. Cheio de educação, gentileza, caráter e generosidade, o rapaz depois que viu seus detratores irem embora, cresceu e apareceu. Desenvolveu uma comovente amizade com Diana, que no início era sua inimiga. Ficou mais amigo ainda de Daniel e criou um laço carismático e terno com Maria. Essa semana, enquanto tentava cuidar de um machucado em Daniel e ouvia seus impropérios movidos a álcool, acabou protagonizando um belo episódio de carinho e cuidado.

Diana é a zebra. Boa pessoa, intensa, passional. Tirando os exageros que cometeu ao lidar com Adriana, teve uma boa história dentro do programa. O mesmo para Daniel. Merecedor da grana e cheio de comicidade e bondade, provavelmente vai ganhar e manter a tradição dos vencedores homens.

 

Qualquer um deles que ganhar, será bacana. Terá sido justo e coerente. E se essa for mesmo a última edição, terá sido um bom fechamento. Eu, como espectador, vejo o programa ir chegando ao fim com aquela tristezinha que fica sempre que esse momento se aproxima... Chegar em casa correndo na terça e no domingo... não conseguir dormir nos dias de festa... odiar e amar gente louca que nem sabe que você existe. Quando o programa chega nesses últimos dias em que não tem mais intriga e tudo é presente e festa, e quando a edição começa a privilegiar os humanos e não os jogadores, a vontade de que o confinamento continue fica ainda maior.

 

Dizer que o BBB não é interessante é o mesmo que dizer que não são interessantes as pessoas. E toda pessoa é interessante a seu modo.TODA. E jamais quero dar uma brecha para a pretensão de achar que não. Eu vejo BBB porque as pessoas me interessam. Não importam de onde vierem, com quem elas transam, a quem elas amam, qual livro elas lêem e mesmo se lêem. Não importa se ficam nuas em revistas ou fazem escândalo para as câmeras.As pessoas me interessam e graças a Deus por isso. Estou melhor do que você leitor, que faz cara feia enquanto lê esse artigo. E viva a superficialidade de espiar a vida dos outros (melhor que seja num programa de TV feito pra isso)! O BBB é diversão bruta para os que se dão o direito de entender que ser inteligente não é só enaltecer o que já nasceu para ser admirado. Ser inteligente também é ver complexidade no que pode ser inicialmente simplório. Assim como um poeta entende versos na morte... Assim como um plástico visualiza esculturas nos restos. 

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 17:37
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Terça-feira, 15 de Março de 2011

BBB 11 - In Train and Stuff

 

Onze edições e contando... depois de um início confuso, desequilibrado, depois da tentativa clara de manter o ritmo acelerado do programa fazendo com que o número de participantes continuasse alto, e depois de algum desconforto, o BBB 11 encontra seu eixo quando reconhece e explora seus “personagens” com humor e uma sutil dose de humanidade. A esperta Talula foi eliminada numa explosão de emoção que acaba sendo por fim, a maior força do programa. E Maurício, indo contra todas as previsões, também dançou.

 

Digamos que no momento, as configurações principais são essas:

 

Daniel

 

 

Nesse paredão triplo, o nordestino Daniel teve apenas 8% de rejeição. Com isso, começa a se desenhar a possibilidade real de uma vitória para ele, que depois de sair da sombra do jornalista Lucival, cresceu imensamente na edição. Seu forte são os porres bem-humorados, a relação com o coqueiro do jardim (criar pequenas dramaturgias com pessoas ou itens da casa é sempre uma boa receita, quando acontece naturalmente, claro – vide Bambam) e sua real condição financeira.

 

Wesley

 

 

O terceiro elemento do paredão triplo que eliminou Talula  e Maurício ainda é uma incógnita. Ainda não sabemos até que ponto Wesley é apreciado pelo público ou se apenas teve sorte de ir com pessoas mais detestadas. Seu índice de rejeição no último paredão foi de apenas 3%. O mineiro é um cara totalmente do bem. Inteligente sem ser pretensioso, ingênuo sem ser bobo, bonito sem ser vazio, e educado ao extremo. Seu forte é a capacidade admirável de ver o melhor das pessoas. Sua sensibilidade é um ponto notável mais pra quem tem o pay-per-view. O rapaz fala de seus sentimentos sem vergonha... Chora vendo filmes, fala de amor e trata as mulheres com adequado respeito. Sua relação livre de qualquer preconceito com Daniel talvez acabe me ajudando a vê-lo com tanta admiração, mas de fato ele é um dos meus preferidos. No entanto, seu perfil discreto e sensato não tem a ver com o programa ou com o que se espera dele. Vai para o quarto paredão seguido, numa jogada ridícula de Jaqueline e Rodrigão. O reencontro com Maria aumentou sua força e nessa terça saberemos mais sobre seu destino.

 

Maria

 

 

A emoção da moça com a saída de Talula deu á ela mais uns pontos positivos. Maria já escreveu sua história no BBB e embora não tenha sido com linhas politicamente corretas, foi uma história notável. Sua total indiferença perante o julgo popular chega a ser honroso. Nas últimas semanas, ela se comportou como uma completa maluca. Se jogava em cima de Maurício, falava de sua vida sexual de maneira totalmente explícita e já chegou a se masturbar. Jogou fora a moldura exigida pela audiência masculina (representada pela figura de Maurício enquanto estava na casa da primeira vez) e despirocou mesmo. Sua saída é quase garantida quando ela for pro paredão. O público predominantemente feminino do programa, que colocou Talula pra fora mesmo que a moça fosse um exemplo de virtude, vai expulsar Maria com gritos de fogueira. A virada provocada pela reaproximação com Wesley (melhorada pela maneira não-jocosa com a qual a edição a tratou) pode salvá-la de maiores prejuízos aqui fora.

 

Maurício

 

 

Segundo colocado no ranking de BBB’s odiáveis, em minha opinião (o primeiro lugar é de Rodrigão, disparado), Maurício transformou sua participação num dito de moralidade que é a antítese de Maria. Chato, pedante e pasteurizado, o rapaz é gente boa, mas tem todos aqueles discursos prontos que ficam bonito para as adolescentes. Me faz lembrar o Tico Santa Cruz, lá na Fazenda. Infelizmente é um forte candidato à vitória. Mais que Daniel, até. Tudo por conta de sua pretensa ”beleza” e “charme”. Já virou capa da Quem numa lamentável tomada de partido da revista que sem dúvida poderia influenciar a audiência. Junto com Rodrigão Pé de Chuchu, poderia acabar repetindo os erros do último BBB, que levou a ótima Priscila até a final, mas acabou premiando Max, que não tinha de verdadeiro absolutamente nem um fio de cabelo. Graças a seu comportamento moralista e cruel com Maria, provocou a reprovação do público, numa reviravolta histórica e saiu num paredão daqueles de tirar o fôlego. Só sua cara de tacho quando seu nome foi anunciado já valeu o programa inteiro. E ver Jacqueline percebendo que ficou do lado errado do jogo foi irresistível.

 

Talula

 

 

A saída da moça não deixa de ser uma tristeza. No que diz respeito ao jogo, Diana e Jacqueline já deviam ter ido embora há muito tempo. E Talula, assim como Jean Massumi da terceira edição, fez seu jogo com clareza e ainda conseguiu o feito de não fazer inimigos declarados. Correndo por fora, exerceu sua inteligência e ficou por quase três meses na casa sem nem chegar ao paredão. Esperta, sabia ver o jogo panorâmicamente e embora tivesse um sorriso sincero, seus momentos de racionalidade transformavam seu rosto numa caricatura vilanesca e o que poderia ser só uma “avaliação externa” de um conteúdo aqui fora, se transformava em “veneno” lá dentro. Pecou pela rejeição direta à Adriana. Pecou pelo julgamento às decisões de Paula em proteger a Miss, mesmo declarando para quem quisesse ouvir que Paula não era uma de suas protegidas definitivas. Metia os pés pelas mãos tamanho seu pânico em chegar ao paredão. E cometia contradições no que dizia respeito a sua necessidade financeira. O público não costuma perdoar quem pede grana num minuto e depois diz que esteve no Castelo de Caras no outro. Talula, mesmo assim, teve uma passagem bacana pelo programa e merecia chegar até o final. Se comportou com respeito mesmo aos participantes que a incomodavam e criou um vínculo realmente comovente com Maria. Sua saída é um desafortunado apontamento de que não vai ser dessa vez que uma mulher vai ganhar.

 

Paula, Diana e Jacqueline não são, pra mim, vitoriosas em potencial. Paula voltou de um paredão considerado forte, mas Diogo já tinha aprontado todas, desrespeitado todo mundo com comentários grosseiros disfarçados de franqueza. Janaína era gente boa, mas assim como Wesley, não tinha perfil de jogador. Ainda não estou certo de que Paula tenha força, mas que Diana e Jacqueline vão sair assim que estiverem num paredão com Daniel ou Maria, tenho certeza. A coisa boa de Paula ter ficado foi ver Diogo quebrar a cara, e tenho quase certeza que Jac não sobrevive hoje à noite.

 

 

O BBB, repleto de surpresas, apresentou um show inesperado do Train. Quem me conhece ou acompanha esse blog sabe que sido a banda desde 2002 (posts com citações ao Train podem ser encontrados no arquivo de 2005) e que se eu, que já me inscrevi pro programa, estivesse lá dentro teria tido um surto nervoso. Conheço de cor todas as canções da banda e teria ido ao delírio, além de ter tornado o show mais compensador para os caras, que viram que à exceção de Hey, Soul Sister, ninguém sabia cantar mais porra nenhuma! Bonica estava muito boazinha nessa última segunda-feira e tentando agradar aos confinados, acabou me provocando uma crise por tabela. Eu teria enlouquecido se saio naquela varanda e vejo os caras lá. Meu Deus... teria mesmo...

 

 

 

 

 

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 19:07
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

BBB se Eleven

Sei que tenho falado pouco do programa ultimamente. Mas não se enganem, isso nada tem a ver com a qualidade dele. O BBB continua no mesmo ritmo alucinante de sempre, com um casting totalmente nonsense e uma superficialidade irresistível que vez por outra, flerta com a psicologia bruta.

 

O programa tem tido problemas pra contar novas histórias. Da quinta edição pra cá a equipe de criação tem sido explorada devidamente pela Bonica e chega uma hora mesmo que não dá pra inovar mais. Nessa edição eles preferiram ficar dentro da zona segura e fazer bem a mesma coisa. Abandonaram bobagens como o Sabotador e investiram no retorno de um participante já eliminado, o que, ironicamente, foi a salvação desse segundo mês do reality.

 

Abaixo um apanhado dos personagens mais relevantes até esse momento do jogo.

 

Maurício 

 

O rapaz voltou pro jogo achando que era o mais queridinho do Brasil. Sua síndrome de Max já está me tirando do sério. Cheio de chavões e frases de efeito e uma personalidade atormentada pela necessidade de ser o melhor, o rapaz não parou pra refletir um só minuto na verdadeira razão de sua volta: Maria. O povo estava enlouquecido pelas possibilidades de barraco provocadas pelo regresso do “namorado traído”. E funcionou. Desde sua volta, Maria surtou e desceu aos tropeços todos os degraus da elegância. A estratégia da Casa de Vidro era uma tentativa visível de trazer Ariadna de volta, mas o resultado acabou saindo melhor do que a encomenda.

 

Maria

 

 

Sua voz de traveca já não ajuda e desde que Maurício voltou ela vestiu uma aura Rodriguiana insuportável. Passa metade do dia dando em cima dele e a outra metade falando dele para as outras. Saiu da linha completamente. E Bonica não poderia estar mais contente.

 

Wesley

 

 

Coube então ao comedido médico Wesley, o papel de sensato nessa história. O Terceiro elemento do triângulo se mantém longe de encrenca. Com elegância, aceitou a chegada de Maurício e se afastou gentilmente de Maria. Essa semana ganhou a liderança e garantiu mais uma semana para tentar mudar sua trajetória dentro do jogo. Sua beleza de estátua grega é realmente desconcertante, mas até agora parece ser seu único ponto decisivo.

 

Adriana

 

 

Assim como Maíra entrou no BBB9 para desestabilizar a segurança das outras participantes da casa, revelando suas personalidades capengas (com exceção da ótima Priscila), Adriana chegou junto com Wesley pra mostrar que Thalula, Jackeline e Maria são mais insuportáveis do que poderia parecer. O trio sem-noção já elegeu a moça como alvo mais “justo”, apenas porque ela entrou depois, demonstrando a boa e velha incapacidade de raciocínio que toma conta de alguns desses loucos que entram lá. Elas enaltecem figuras pernósticas como Maurício e repassam seus lastimosos “minutos de sabedoria” como verdades absolutas. O problema de Adriana é que em contraste com sua postura 100% franca (O episódio com Diana foi ótimo pra mostrar que a bissexual só tem gogó. Não foi capaz de responder à altura nenhuma das críticas da miss), está sua personalidade dependente de uma figura masculina. Dizer eu te amo pra Rodrigão no primeiro dia em que ficou com ele é uma demonstração de fraqueza que beira a necessidade de tratamento.

 

Diana, Lucival e Daniel

 

Os três representantes da galera GLS não poderiam ser piores: Diana é lésbica até o último fio de cabelo, mas defende a própria sexualidade “livre” com o mesmo desespero dos recém-saídos do armário. É aquele papo do “eu sou sexual”. Dói menos se for dito assim. Além disso tem aquela postura digo o que penso doa a quem doer, mas no final das contas ela só diz para os que estão em volta, nunca para quem tem que ouvir. Lucival é inteligente e esperto, mas ali dentro, para os outros participantes e para a edição do programa (assumidamente fã dos esteriótipos), ele é só uma “bicha venenosa”. E Daniel junta-se à ele nessa categoria.

 

 

Diogo

 

 A aposta do programa para repetir o fenômeno BamBam saiu pela culatra. Diogo, um baiano gago e cheio de tiques estranhos, não é totalmente alienado, como era BamBam, massofre da mesma falta de simancol. Mete-se em tudo e tem uma curiosa fascinação por Maurício. Abraçou o rapaz mais que Maria, a namorada dele, na hora da eliminação. Quando voltou, Maurício não conseguia cumprimentar os outros porque ele não deixava. E ao mesmo tempo em que Maria e Paula fechavam ciclos com o participante reciclado, Diogo entrou em atrito direto com as duas. Se isso não é esquisito, não sei o que é.

 

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 17:23
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Depois do Casulo

Ariadna e seu passado que acaba de vazar pra net:

 

 

 

Pela capacidade do ser humano de desafiar a natureza ao ponto de provar que ela nem sempre é interpretada como deveria.

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 21:08
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Eleven!

 

Começou o Big Brother Brasil 11! Tanta coisa na cabeça, essa tragédia toda na Região Serrana e até esqueci de comentar essa nova edição, que começou com a mesma competência de sempre: edição bacana, esperta, bem humorada e participantes totalmente nonsense.

 

A boa sacada dessa edição é colocar a transsexual Ariadna, cheia de medos e travas, em paralelo aos assumidos Daniel e Lucival. A moça, que entrou sem contar sua origem não consegue sustentar sua mentira e depois de uma semana os efeitos dessa personalidade destruída pela convergência de tantas readaptações começaram a surgir e ela já está no primeiro paredão, com uma possibilidade imensa de ser eliminada.

 

Acho uma pena que tão cedo o público elimine a personagem sem compreender que a condição dela perdoa alguma dificuldade em se incluir no meio de tanta gente que julga sem dó. O programa perde conteúdo viral ao tirá-la da casa pra manter pessoas irrelevantes como Janaína. Mas no entanto, a saída de Ariadna é quase certa. O público, se aproveitando das mentiras oriundas do medo que ela contou, vai poder se livrar do participante incômodo sem culpa de ter sido ligeiramente preconceituoso.

 

Aliás, termos a transsexual e o homossexual no mesmo paredão parece uma coincidência que quase implora pra virar conspiração.

 

O programa em sí, estranhamente, não apresentou nenhuma novidade relevante nessa edição. O tal Sabotador até agora é uma bobagem sem tamanho e importância, e a casa mudou enquanto estrutura. Mas nada de casas externas, de vidro, ex-bbb's ou participantes surpresa. O que pode até ser bom, já que o fantasma da Fazenda 3 rondou a atração global e é melhor não inventar muito pra evitar comparações.

 

Aliás, falando nisso, o que é o pessoal do Te dou um dado? fazendo posts dizendo que o BBB quer copiar A Fazenda? Quer trabalhar no R7 tudo bem, mas cair no samba do grupo Record e cantar a idiotice perpetuada pela figura de Bispo Macedo, é demais. Vamos ter elegância.

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 20:32
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