Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Glee – 3X05: The First Time

Rendam-se todos os detratores, Glee essa semana foi diversão, poesia e inteligência pura.

 

 

 Atenção: SPOILERS

 

Não é que eu não entenda todos os problemas que a série apresenta. Eu entendo. Sei daquilo tudo. Da dificuldade de estabelecer um nível de qualidade que não oscile tão frequentemente, da dificuldade de evitar os exageros e trair o que pretendem os personagens, da instabilidade da qualidade musical, do texto às vezes tolo, enfim... Eu conheço e reconheço todos os problemas de Glee. Mas a questão é: as qualidades ainda me deixam de sorriso aberto do início ao fim de alguns episódios.

 

E essa semana eu fiquei extasiado. Absolutamente tudo funcionou no episódio. O foco em Rachel e Blaine era um perigo iminente, já até apontado por Santana na semana passada, mas nessa trama não havia como fugir deles. Rachel é a protagonista e teremos que aceitar para sempre seu papel dentro do programa. Mesmo que ela nos aborreça e seja redundante. Ela é a estrela. Já Blaine, que muito corretamente tem uma personalidade menos lúdica que Kurt, absorveu a função de avaliar e analisar os  plots da semana com mais seriedade.

 

A função de Rachel na história toda sobre a virgindade era a mesma de sempre: ser Rachel para então sofrer o rebate dessa condição. E é exatamente por isso que funciona tão bem. Ela tem suas atitudes absurdas, mantém a natureza da personagem, e determina o politicamente dentro do incorreto politicamente. O que ela precisaria dizer a audiência sobre o tema, e dentro de seu papel de protagonista, acabou sendo dito por Tina e  fez muito mais sentido sendo assim.

 

Entre Kurt e Blaine o roteiro não poderia ter tomado melhores decisões. A dinâmica com Sebastian¸ do lado de Blaine, e de Karofsky, pelo lado de Kurt. As duas mostrando, com muita sutileza, coisas importantes sobre ambos. E eu mal posso conter minha empolgação quando falo de Karofsky. É quando ele aparece que Kurt é mais crível. E para o mundo gay esse personagem representa tanta coisa... Acho e sempre acharei lamentável a implicância de alguns fãs com as histórias sobre superação gay na temporada passada. São mais de 50 séries no ar, quase todas elas falando dos mesmos encontros e desencontros heterossexuais, e quando aparece uma que dedica aí 30% de sua temporada aos temas homoafetivos, é acusada de excesso. Excesso!! Se Glee ficasse 20 episódios focando em Kurt, ainda não seria nem metade do que deveria.

 

E Karofsky é vivido com cada vez mais carinho por Max Adler. O ator entende, apoia, é solidário ao personagem e isso fica perceptível na atuação dele. Sua única cena em todo o episódio, também foi a melhor de todas. Correta, tênue, cheia de tensão emocional.  Chris Colfer já deu declarações de que adoraria que Karofsky e Kurt tivessem uma chance. Nada me faria mais feliz, embora não haja absolutamente nenhum sinal de que o Bear Cub (referência linda ao universo gay de adoração aos gordinhos) voltará a fazer parte da rotina de Kurt.

 

Técnicamente, o episódio também foi muito feliz. As cenas intercaladas com o musical ajudaram a não cansar daquela linguagem de Broadway. Foi extremamente sensível e delicada a sequência final com os casais, e o número inteiro focado em Santana foi um desbunde.

 

O que muito poucos entendem é que Glee não é para os cínicos. E os cínicos demoram demais ou mesmo nunca conseguem, ligar-se a uma série pelo que ela constrói pautada no carisma. Alguns mundos, alguns elencos, alguns universos, se sobressaem tão inerentes aos números e regras, que sobrevivem acima de qualquer coisa. Foi assim com Dawson’s Creek, Friends, The OC... Os enganos estão lá, os erros, aquelas decisões que odiamos e todas as ameaças de abandono. Mas aqueles personagens existem tão completamente – a ponto de virarem um símbolo de cultura – que estar com eles se torna uma experiência de conforto, muito mais que de avaliação.

 

E eu quando estou com Glee, estou naquele mundo. Faço cara feia para os tropeços, mas sigo incapaz de abrir mão de um pedaço infantil, lúdico e totalmente necessário, da minha rotina.

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 16:20
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