Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Argumento em Série

The Shield - Series Finale

 

 

Eu tenho muita sorte.

Mesmo que por alguma razão eu fique distante de ótimas produções seriadas e elas até cheguem a acabar sem que eu perceba, o destino dá um jeito de me colocar diante delas novamente. Foi assim com a incrível The Shield. Embora não tenha feito o mesmo barulho que a superestimada 24 horas, é quatro vezes mais competente em matéria de roteiro.

Ano passado, passando pela Band no horário nobre, dei de cara com um episódio da série. Parei, confesso, porque achei o Michael Chiklis um tesão! Mas o episódio em questão, o último da primeira temporada, era tenso, cru, e ainda acabava daquele jeito que eu adoro: musiquinha bombástica entrecortada por momentos dramáticos. Reservei a informação. Meses depois assistindo os extras da última temporada de Lost, encontrei muitas referências ao famoso final de Vic Mackey, protagonista de The Shield. O meu amado bichinho carpinteiro que adora correr atrás de referências entrou em ação. Loquei as três primeiras temporadas e amei!! The Shield era tudo aquilo que diziam e muito mais.

Comecei a baixar as temporadas restantes e depois dessa longa maratona, ontem a noite, com muito pesar, conheci finalmente o tão comentado final que encerrou a vida de crimes do policial mais corrupto da televisão mundial.

 

O series finale teve duas horas de duração, e sem entrar em pormenores, nos presenteou com uma séries de acontecimentos bárbaros que são o orgulho de qualquer fã. O desmantelamento do Strike Team, da maneira mais horrível e coerente, foi sem dúvida o ponto alto. Os valores emocionais de Vic sendo postos a prova em confronto com a ausência plena de moralidade. A carta de despedida de Shane foi tão contundente que chegou a ser inverossímil diante da sempre estúpida mente do personagem.

 

 
Embora o destino de Vic tenha sido realmente devastador - chega a dar um nó no estômago - reside na sua relativa impunidade jurídica uma ironia brutal: dois membros de seu time foram punidos com a morte, outro com a cadeia, e sobrou a Vic a prisão intelectual que é, de fato, absolutamente condizente com a manipulação psicológica constante que ele exerceu sobre todos a sua volta.
O criador Shaw Ryan só deixou a desejar com os coadjuvantes. Esqueceu Julien e Danny quase completamente, não foi a fundo com Aceveda e podia ter dado a Dutch um fim menos contemplativo. Tive esperanças de que ele tivesse mesmo matado a mãe de Lloyd e se tornado aquilo que ele mais perseguia - afinal de contas, o primeiro passo, matar animais, ele já tinha dado - e compreendia. No entanto, parece intrigante que essa relutância na maximição dos coadjuvantes mesmo em se tratando de um final, ao mesmo tempo soe tão correta.
 
Estou muito feliz de ter tido a oportunidade conhecer essa produção - que encerrou-se em 2008 - e mais ainda de ter visto 7 temporadas de qualidade reconhecida. Uma tensão crescente que ao contrário de 24 horas desafiava e surpreendia sem reviravoltas absurdas, sem soluções mágicas e sem covardia. Uma grande série que merecia ser vista por todos!
 
Da carta de despedida de Shane:
 
"Os culpados são eu e o Vic. Vic conduziu, mas eu continuei seguindo. Eu não acho que um é pior do que o outro, mas nos transformamos em algo pior do que éramos individualmente. Quem me dera que eu nunca tivesse conhecido ele."
 
 
Parenthood - Season 1
 

 

Tá vendo esse cartaz aí? Pois bem, ele resume tudo que essa série é e tudo em que ela se apoia.

Pobrezinho do Peter Krause, que achava que depois de tanto prestígio com Six Feet Under, ele é que seria o carro-chefe de uma campanha publicitária. A NBC se segurou mesmo na Lauren Grahan e a partir dela e de seu apelo junto ao público por conta de sete anos de Lorelai, que essa produção baseada no filme de Ron Howard (o mesmo de Uma mente brilhante), estreiou.

 

As expectativas são traídas logo no início. Vindo claramente na onda de Brothers & Sisters (que por sí só não segurou nem duas temporadas de prestígio) e esperando o mesmo reconhecimento, Parenthood é tão superficial que dá dó. Ao contrário de B&S, que tem em sua primeira temporada um senso de espetáculo e um texto primoroso, sua prima da NBC não seria nada se não fosse o carisma de Lauren. Ela mesma aliás, também muito equivocada em insistir no mesmo corte de cabelo e nas mesmas expressões cristalizadas de Lorelai. A questão é que há tanta paixão por parte dos fãs de Gilmore Girls, que essa boa vontade, mesmo sem querer, acaba expandindo-se para tudo que ela faz.

 

A trama é boba. Não há um só respiro de originalidade - não pensem que a doença de Max salva aquele núcleo da chatice total - e as reações dos personagens passaram pela mesma apostila de todos os dramas familiares. Sabe aquele ciclo idiota de "eu descubro um segredo e não te conto, aí quando você descobre briga comigo porque eu não te contei e então uma música triste toca e eu choro"? É assim. E talvez B&S tenha começado a ficar péssima porque isso passou a acontecer demais. E sem a parte boa pra compensar. Porque pra assistir um drama familiar tem que ser assim. Tem que ter a parte boa pra compensar os clichês do gênero. E Parenthood insiste em só ficar com os clichês e copia a pior parte de B&S. É serio, assistam Brothers & Sisters e vão saber do que eu estou falando. É quase plágio, minha gente.

 

A primeira temporada chegou ao fim pra mim e não me sinto nem um pouco compelido a seguir adiante. Salvo alguns momentos felizes de humor e ironia, nada de valor ficou dessa experiência a não ser a referência futura. O season finale foi protagonizado por duas adolescentes e por isso mesmo acabou sendo imaturo, superficial e confuso. Me arrancou algumas lágrimas, afinal de contas eu sou meio bobo, mas dois segundos depois eu tinha esquecido porque.

 

 

Glee - Season Finale

 
Não foi nem de perto tão bombástico quanto o final da primeira temporada, mas foi imensamente mais correto e seguro.
O season finale de Glee essa semana mostrou que se quiser, Ryan Murphy pode dar a seus personagens o tom correto de humor, drama e coerencia. Sem passar pelas desnecessárias gags temáticas que permeiam todos os episódios.
 
Tal qual Rachel e Kurt (em cena memorável), eu estava em estado de graça diante de Nova York. Não é novidade pra ninguém que aquele é meu bálsamo. Meu ponto de fraqueza e meu sonho de consumo. Estar naquela cidade deve mexer com os culhões de qualquer cidadão, de um que já tenha uma pré-disposição à fantasia então... Eu sou uma homenagem viva àquela cidade. Mesmo que eu não signifique nada pra ela. E assim como Rachel diz a Kurt: acho que só você entende o que eu estou sentindo aqui, eu também diria aos dois.
 
Encerrado o capítulo amamos Nova York, a competição de corais passa a ser o centro. E não é um centro muito empolgante, devo confessar. Não há números arrebatadores como os que vimos antes e mesmo a apresentação do New Directions é morna, entrecortada pelo dueto maldito entre Finn e Rachel. O Vocal Adrenaline cometeu os erros mais crassos. A apresentação deles foi tão ridícula que chegou a dar pena. Não teve nenhum trabalho de grupo e se resumiu a um show da baixinha de voz absurda com coreografia boba por trás. Adorei o New Directions não ter ganho, mas com aquele trabalho tosco do Adrenaline, qualquer um ganhava deles.
 
A derrota do grupo faz com que a terceira temporada se situe novamente na busca pelas Nationals. Pelo que entendi a vitória em Nova York não representaria a vitória final, mas sim a classificação entre os 10 mais. Mesmo assim, Ryan Murphy optou pelo retrocesso total e ano que vem começa tudo de novo.
 
Não teve Karofsky como eu queria, mas ainda assim Kurt esteve muito bem ao lado de Rachel. Ela, aliás, protagonizando pela primeira vez uma série de cenas que mostraram que finalmente os roteiristas começaram a respeitá-la. Acho que o momento em que ela diz que seu verdadeiro amor é o palco é um dos mais honestos e corretos da personagem.
 
Então que venha a terceira temporada. Temos mais um ano pra festejarmos a diversão que é Glee. Eu estou muito satisfeito com o que vi até agora. E vocês?
 
 
The Vampire Diaries
 

 

Há algum tempo atrás, num post sobre Gossip Girl, eu dizia que tentaria dar uma chance à essa nova tentativa de Kevin Willianson de emplacar algum sucesso depois de Dawson's Creek. Pois bem, passados alguns meses eu pus o plano em prática e comprei a primeira temporada da série.

 

O resultado, no início, foi controverso. Um episódio piloto péssimo que não fazia jus a uma temporada tão bem orquestrada. Diferente de Parenthood, que penou por vir na onda de B&S e provou ser pior que seu original, The Vampire Diaries veio pra mostrar que os fãs da saga Crepúsculo não sabem o que é uma verdadeira história de vampiros.

 

A trama é bem parecidade (sempre lembrando que os livros de L.J. Smith vieram antes dos de Stephenie Myers) mas situa nossa heroína num triângulo amoroso entre dois irmãos vampiros. As suposições que Helena faz ao perceber a natureza de Stefan são bem parecidas, aliás, com as que Bella faz sobre Edward. Mas as semelhanças param por aí. The Vampire Diaries tem a marca registrada de Willianson: um texto rápido, primoroso, cheio de referências pop e ironia. Os episódios são rápidos, as tramas não se arrastam, o clima é sombrio e os roteiros não têm pena de ninguém. O elenco é afiado e tem no Damon vivido por Ian Somerhalder (o Bonne de Lost) o seu alicerce carismático. Enfim... a série é totalmente injustiçada e merece uma atenção de quem curte esse tipo de narrativa.

 

Só os comentários de Damon sobre os livros de Stephenie já valem a temporada toda.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 18:53
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