Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

As belezas mais incômodas das séries - Segundo Lote

Kyle Chandler

 

Nos anos 90, o atrapalhado Gary Hobson viu sua vida mudar depois que começou a receber o jornal do dia seguinte e com isso, passado a salvar vidas. Early Edition, a série em questão, ficava lá, escondidinha na programação da Sony, e não era muito notada. No entanto, a cada temporada crescia o mistério sobre porque Gary começou a receber o periódico ansioso. Ao chegar ao fim, na quarta temporada, brindou os fãs com uma explicação lostiniana: não diremos claramente de onde vem esse jornal, mas diremos por que você o recebe. E desde esse fim, o charmosíssimo Kyle Chandler, com seus irritantes olhos pidões, vinha vagando de um filme pra outro. Podemos vê-lo inclusive no King Kong de Peter Jackson vivendo um ator canastrão que caiu muito bem com sua aparência vintage. Há cinco anos atrás, acabou entrando pra uma outra série pouco comentada, mas igualmente competente: Friday Night Lights, onde viveu o treinador Eric e incomodou muita gente com seu sotaque texano irresistível.

 

Dean Cain

 

 

Vocês devem estar se perguntando, porque esse cara todo musculosão está no meio dessa homenagem à diversidade? Senhores, diversidade diz respeito a sortimento. Então vamos sortir a nossa lista com um exemplar tipicamente industrializado. Dean Cain viveu por quatro anos o Clark Kent da série Lois & Clark, e enfatizo que ele viveu Clark Kent porque no início dos anos 90 dar prioridade à porção humana do herói era a única opção da criadora Deborah Joy Levine para levar o Superman para a TV. Sem muito orçamento, a executiva deu a volta na crise e focou sua série na dinâmica jornalística de Lois e Clark. Em alguns episódios, Superman chegava a aparecer por míseros dez segundos. O resultado foi a aprovação dos fãs e da crítica, que entenderam a força de Kent como personagem e levaram o programa a quatro bem sucedidas temporadas. Pois bem, Dean Cain foi escolhido para essa lista em detrimento de Tom Welling (o atual Superman da série Smallville) porque de todos os atores que viveram o herói, talvez ele tenha sido o que imprimiu mais normalidade a ele. Inegavelmente belo, claro, Dean acabou sofrendo da síndrome do super-homem e desapareceu de vista. Hoje pode ser visto numa lamentável produção meio americana/meio brasileira, dirigida por Márcio Garcia (!) e protagonizada por Juliana Paes.

 

Chris Noth

 

Quem nunca ouviu falar do Mr. Big? Não, não é aquela banda antiga que cantava uh baby, baby it’s a wild world. O Big a que me refiro é a “representação Carriniana da beleza e charme masculino em sua forma mais suprema e imbatível”. E coube ao coroa Chris Noth dar vida a esse desafio utópico proposto pela escritora Candance Bushnell em Sex and the City. Logo no início da série, Carrie Bradshaw conhece por acaso um executivo charmoso que será seu calcanhar de aquiles pelos seis anos seguintes. Sem saber muito sobre o tal sujeito, Carrie leva em consideração seu charme, seu dinheiro, sua limusine, seus ternos alinhados e aquela beleza quase pervertida de seus olhos, e decide chama-lo de Big. E por seis anos, os fãs da série jamais souberam o nome verdadeiro do homem. E seu interprete, Chris Noth, acabou ganhando o mesmo status, ao emprestar seu incômodo porte de sedutor ao personagem. Qual mulher ou homem desse mundo que assistia a série, não se perguntou se Big era uma alcunha que realmente representava toda a.... digamos... estrutura corporal do homem?

 

Mike O’Malley

 

Já falei aqui outras vezes do papai Burt da série Glee. O veterano Mike O’Malley aportou na produção inesperadamente bem sucedida de Ryan Murphy para viver o pai de Kurt, o gay assumido da série. Sua primeira aparição foi no episódio 4 da primeira temporada. Ele pega o filho dançando Single Ladies e o questiona com seu jeito machão. Mesmo nessa apresentação clichezada do pai macho com o filho afetado, eu já me incomodei com aqueles lábios fartos, aquele queixinho gorduchinho e aqueles olhos verdes. Mike faz o tipo “americano regular”, que é muito branco, fica careca cedo, engorda e acaba esquecendo das potencialidades dessa condição. Mas ao final do episódio, quando descobrimos que Ryan Murphy vai abordar a relação de amor entre o pai machão e o filho afetado, é que nos rendemos totalmente ao charme desse ator. Já premiado, Mike respondeu tão bem a esses estímulos criativos que sua dinâmica com Kurt já é um dos pontos altos da série. Aqui, como com alguns dos personagens abordados nessas listas, a fórmula do bruto que ama também funciona muito bem. O nível de fofura pessoal a que chegou o machão Burt Hummel é inacreditável. Faz todos os rapazes gays da terra que foram rejeitados por seus pais pensarem: Ah... Queria tanto que meu pai fosse assim.

 

John Michael Higgins

 

O irreverente John Michael Higgins entrou nessa lista de supetão, enquanto eu começava a assistir a penosa quinta temporada de Ally Mcbeal, onde ele interpretou o charmoso e hilário terapeuta da moça. Com aquela mania de pegar na mãozinha dela para dizer verdades, conseguiu pelo menos embelezar a tela em detrimento de um texto sofrível que o criador da série, David E. Kelley, teve a infelicidade de preparar pra essa temporada final. O incômodo Higgins tem olhinhos azuis de matar e pode ser visto também em diversas comédias.

 

Nicolas Bishop

 

 Sobre esse eu não posso falar muito. Foi minha amiga Monique Bomfim quem o sugeriu pra lista e eu, diante dessa beleza cretina do moço, acatei a sugestão no ato. Loiros de olhos azuis que ainda por cima usam barba ou têm pêlos no peito me tiram totalmente do sério. Sobre ele, sei apenas que passou por séries como White Collar, da Fox e que atualmente brilha na comentada Body Of Proof.

 

James Eckhouse

 

Também conhecido como Papai Walsh, o britânico James Eckhouse fez uma porção de papéis no cinema e apareceu em uma porção de séries, no entanto, foi como Jim Walsh, no clássico Barrados no Baile, que ele alcançou fama e prestígio. O filho da mãe tem aquele tipo que me gera uma certa insanidade: branco, rosto forte, queixo gordinho e apesar de ser quase totalmente careca, tem os braços e o peito todo peludo. Confesso, ele já esteve muitas vezes na sessão "Eu me Bronho" das minhas fantasias.

 

Chris Bauer

 

Ainda na categoria "Os carecas me fazem perder os cabelos", incluo nessa lista o grandalhão Chris Bauer, que além dessa cara larga, desse cenho franzido, dessa barba sempre por fazer e desses lábios de desenho perfeito, ele ainda tem uma voz de macho alfa que arrepia a nuca. Pudemos ver esse cretino durante anos fazendo o marido problemático de Faith em Third Watch e em vários personagens periféricos no cinema, mas foi quando ganhou um papel em True Blood que despontou para o reconhecimento crítico.

  

Clark Greeg

 

O marido de Christine Campbell é baixinho, careca e meio bobão, mas com esses olhinhos azuis e um corpo que surpreende quando há apreciação, o lindinho cretininho não tinha como escapar desse top. Clark já apareceu em um monte de outras séries e tem personagens relugares no cinema (pode ser visto nos filmes do Homem de Ferro, por exemplo). Seu talento pra comédia sempre foi conhecido, mas seu charme era novidade. Foi com a trajetória em The New Adventures of old Christine que o moço despontou para o hall dos atraentes.

 

Jonathan Schneider

 

Também conhecido como Papai Kentão, o intérprete do patriarca Kent em Smallville chega a ser uma ofensa de tão insuportavelmente charmoso. Na juventude, o moço estrelou a série Os Gatões exatamente por conta de sua beleza e nos anos 2000, teve sua carreira ressuscitada pela Warner, que o convidou para viver o pai do Superman numa produção que acabou sendo uma das mais rentáveis da história do canal. Com a morte do personagem no centésimo episódio da série, Jonathan acabou indo parar numa participação especial em Nip/Tuck, num personagem controverso que lhe rendou boas críticas. Atualmente, o ator desfruta de suas últimas aparições como fantasma em Smallville e aproveita para nos presentar também com essa beleza realmente... incômoda.

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 18:06
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1 comentário:
De Monique Bomfim a 19 de Maio de 2011 às 21:34
A concorrência aqui hoje tá forte!
Estou deliciosamente dividida entre Chris North, que dá um sorrisinho com o canto da boca que é um tiro na periquita, Mike O'Malley, na linha fofo com pegada, e Nicholas Bishop com a beleza cretina que vc descreveu tão bem.
O que fazer?
No momento (e quem dera para sempre) fico com Nicholas Bishop, que há 6 episódios me deixa com os joelhos bambos em Body of Proof.

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