Terça-feira, 5 de Abril de 2011

BBB11 - Edição Limitada

 

 

 

Sabe quando um produto, já há muito tempo no mercado, invade as prateleiras como sempre, mas com alguma nova especialidade que estampa em seu rótulo o selo de “edição limitada”? Pois bem, terça-feira passada o BBB11 se transformou na exceção... No que pode se chamar de divisor de água... Se transformou no melhor de todos!

 

Já até houve um muito parecido. Aquele, do número cinco, que levou à história, inesperadamente, o homossexual  assumido Jean. O salto foi positivo, mas a aceitação de um gay que não agride o conforto imagético da nossa sociedade, não pode se comparar a vitória de Maria, um exemplar até agressivo da natureza sem julgos que pode imergir de uma mulher. Seria mesmo uma comparação justa? Talvez não, mas algo me diz que premiar um homossexual letrado, adepto das citações e muito discreto, não é nem de perto tão emblemático quando premiar uma aspirante a “piranha”, que acaba se revelando mais humana, imperfeita, bela, carismática e verdadeira do que até mesmo os votantes tomados de preconceitos que continuam assistindo o programa, estavam preparados pra enfrentar.

 

Maria, a louca que se arrastou aos pés de um homem quando teve vontade, que se entregou a outro quando teve vontade, que “amou” sem ser amada, e que foi “amada” por outro não apesar disso, mas por causa disso – e por um homem que carrega o compromisso de ética e gentileza de um jeito que não se vê mais por aí -  dando ao seu trajeto no reality um toquinho de idealismo romântico que nenhum casal em dez anos conseguiu reproduzir. Maria, que foi a escrota e a deusa em todos nós, e que salvou o BBB da vergonha da vitória de Marcelo Dourado no ano passado, e que parece ter reeducado o espectador a ver além do óbvio, além da edição, além do corpo.

 

A metáfora do discurso de Pedro Bial é cabal. Tanto para o coração generoso de Wesley (quanta simpatia tenho pelos que são gentis, educados e ponderados e que exatamente por isso sofrem  acusações de letargia), e quem assistiu aos paredões do moço sabe que Bial confundiu personalidade equilibrada com falta dela, ignorando a figura do dito cujo com o julgo da indiferença. Wesley, o “senhor de engenho” que não se perturba pelo passado da “bela dama”, a dama Maria, dona da inteligência mais interessante de todas:  a passional.

 

Com esse desfecho, a dramaturgia do BBB recupera a dignidade perdida na décima edição e ainda ultrapassa seus objetivos iniciais, nos presenteando com as figuras de Daniel, Diana, Talula... Para se encerrar com aquela já mencionada pitada de Holywood que devem ter todas as grandes histórias. Maria e Wesley reinventaram Uma Linda Mulher  (se formos brincar com os boatos sobre Maria aqui fora). Reinventaram e redimensionaram conceitos. Precisou ter um programa de televisão para premiar a liberdade e a força... a bondade e a educação.

 

Fica a dica pro ano que vem.  Que o público pare de premiar os belos porque dos belos será o reino das playboys.  Que o público pare de premiar os “descolados” porque não importa mesmo se o discurso é real. Nos livrem dos Maxes, Mau Maus e Rafinhas da vida. Nos livrem dos Marcelos Dourados. Brasil, nunca mais premiemos a ignorância só pra ver o que acontece. Nunca mais premiemos a vitimização, só porque de  alguns olhos saem algumas lágrimas. Bem vinda Maria, ao hall dos vencedores cabais do Big Brother, onde residem de fato Jean e Alemão. E onde residem virtualmente Leka, Grazi, Priscila e Wesley.

 

E análises à parte, a casa vazia no pay-per-view enquanto escrevo é triste e nostálgica. O BBB retomou toda a sua força dramática e me encanto com uma edição cheia de paixão, reviravoltas inesperadas e manipulações psicológicas. Uma edição limitada que por sorte “mariou” o público e se despediu com chave de ouro e gostinho de quero mais.

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Dobrado Por Henrique Haddefinir às 18:08
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