Sexta-feira, 29 de Julho de 2005

- Um Dia Teremos Asas...

E a profecia se cumpriu e minha amiga Diana passou no vestibular!!!
Ouro Preto é o novo porto.
Às vezes a gente tem mania de tornar especiais as coisas que nos circundam. Numa sensação realmente genuína, vimos alguma coisa de diferente em quase tudo que faz parte da nossa vida. Nossas relações com o mundo sempre soam diferentes. Nossa turma de colégio sempre é a melhor ou pior. Nossa análise sobre determinadas coisas sempre é mais inteligente e de todas as turmas de amigos do mundo, a nossa é sempre a mais sortida de "escolhidos".
Com a galera do Teatro aqui em Rio das Ostras foi assim. A minha turma mesmo. A infame Oficina 01. Toda formada por criaturas que saíram dos quatro cantos do estado. Nunca se viram antes. E eram sempre opostos crônicos. Parecia um reality show. E como todo bom programa desse gênero, as eliminações foram constantes. As intrigas idem. E hoje, só restam alguns participantes impacientes, que se voltaram contra as regras do jogo e que apesar disso, também se recusam a abandonar o front.
A Diana não é da minha turma. Ela é de outra. Mas de todos os inclusos nesse universo egocêntrico do teatro riostrense (e mundial, talvez), ela é um dos poucos elementos que se mantém neutro. Imaculado.
Eu ainda posso dedicar um post inteiro só pra falar de como os atores são cruéis e narcisistas às vezes. E em se tratando de uma cidade pequena, com modus operandi paternalista e cheio de protecionismo conveniente, isso é ainda mais sufocante. De um jeito ou de outro, os interesses vão se chocando e com a falta de opções pra discutir, as vontades monárquicas sempre são a última palavra. E atores não são bons no papel de plebe. Não são servis. E como bons Girondinos, estão sempre insatisfeitos com o poder que não lhes cabe, em circunstâncias que não os favorecem e amedrontados com as periferias que os ameaçam.
Talvez hoje eu esteja descontente com a minha arte.... sei lá. Mas de todos que circundam esse nosso mundo de vaidade, a Diana é uma das poucas que só se preocupava com o teatro. Sem intenções paralelas. E como prêmio por sua sabedoria silenciosa, ela vai voar. Ela vai se libertar das correntes que prendem a todos nós. Ela vai continuar mudando. Como aliás, deve ser com todo mundo que deseja uma vida produtiva. A estagnação é um mal provinciano, eu acho. E estamos todos contaminados com ele. Mas a Diana, indo contra todas as previsões dos nossos pérfidos "conhecedores do sistema artístico", vai voar prum lugar onde ela possa continuar lutando contra as novas vozes encharcadas de fel que são sempre habituais nesse nosso contraditório mundo de sonho e intolerância.
A Diana merece ganhar essas asas. Renovar o casting de sugadores de energia. Desses aqui ela vai ganhar distância. Vai aprender novas técnicas de silêncio. Novas maneiras de se manter imaculada. Ela provou que pode muito mais do que quem sempre alardeou poder.
Parabéns Diana! Você vai viver a liberdade lúdica que sempre fez parte dos nossos sonhos secretos. Você vai fazer diferente.
E Rio das Ostras vai ficar pra trás.
O circo de palhaços apáticos.
O castelo de cartas marcadas.
O auditório de macacos treinados.

"Let me fall. If I fall there's no reason to miss this one chance. This perfect moment. Just let me fall"
Dobrado Por Henrique Haddefinir às 16:59
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Eu amo os Bears

Esse é um trecho da crítica ao filme espanhol lançado recentemente que fala do universo dos bears. By Omelete
A primeira tomada do filme espanhol Filhote (Cachorro, 2004) usa uma ferramenta narrativa consagrada pelo cinema moderno. A câmera passeia pelos porta-retratos espalhados em um apartamento, como forma de transmitir, sem palavras, como é a vida da pessoa que mora ali. Economiza-se, assim, um tempo precioso para apresentar parte do perfil do personagem. Fotos de barbudos abraçados dominam a sala. Mais do que amistosas, são poses de intimidade. A cena seguinte é quase redundante: entramos no quarto e vemos dois homens na cama com Pedro (José Luis García Pérez), o dono do apartamento.
Essa apresentação é ligeira pois já amanhece e o conflito logo bate à porta. A irmã hippie, de viagem para a Índia, chega para deixar o filho Bernardo (David Castillo) sob a tutela do tio Pedro. A opção sexual dele - aberta entre amigos e escondida no consultório dentário em que trabalha - não parece incomodar ninguém, ainda que role uma discussão normal a quaisquer irmãos. O problema, mesmo, é que Bernardo não quer largar a mãe, e Pedro, que já mora sozinho para resguardar sua privacidade, não quer dividir o lar com o garoto.
Nenhum dos dois, porém, fala nada. Os primeiros dias juntos são curiosos. Bernardo brinca, diz que se lembra, de foto, de um namorado do tio. Os amigos deste sacaneiam: "o garoto tem pinta de ser gay". Pedro não gosta: "nessa idade não se sabe nada". A rotina segue normalmente quando, um dia, chega uma ligação da Índia. Presa com drogas, a mulher não deve voltar para casa tão cedo. Não demora para Pedro e Bernardo perceberem que formam agora uma nova família.
Até aqui Filhote tem sido sucinto, à maneira dos retratos, esquemático até. Como os próprios personagens, estamos conhecendo-os. O filme começa a crescer quando, nesse meio velório, o co-roteirista e diretor Miguel Albaladejo (de Manolito gafotas) esquadrinha carinhosamente o mundo homossexual de Pedro que o ajuda nesse momento de perda e reconstrução. Um microcosmos dos barbudos de Madri que renega o preconceito recorrente, o da promiscuidade e do narcisismo, para mostrar laços tão fortes quanto os de uma relação heterossexual, fraternal e, por que não, paternal.
Dobrado Por Henrique Haddefinir às 14:00
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Domingo, 24 de Julho de 2005

Me...eu mesmo and myself

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 18:14
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2005

O Sonar das Nuvens

"20 de Julho"

  • Dia do amigo... Dia do revendedor de gasolina. Dia pan-americano do engenheiro. Dia da primeira viagem à Lua... 201º dia do ano no calendário gregoriano (202º em anos bissextos). Ínterim entre as datas pra prestação de vestibular. Festa comemorativa lá pros lados da cidade portuguesa de Leiria...
  • Dia 20 de julho... Dia do Aniversário do Marcos. A Etérea presença inesquecível.

Eu havia prometido uma série de posts relacionados a tudo aquilo que eu considerasse importante pra mim. Prometi. Não sei bem a quem. Mas prometi. Talvez em nome da posteridade que eu teimei se interessar pelo que eu tivesse a dizer... loucos egocêntricos e narcisistas que escrevem diários pessoais sempre acham que sua genialidade será reconhecida quando a morte transformá-los em mitos. Em sua arte. Em sua vida atribulada. Numa turbeculose reacionária que engoliu barriga nos anos 20 e caiu sem sentido algumas décadas depois, disfarçada de depressão contemporânea, no início do século XXI.

O Marcos detém sua importância nessa trajetória. Uma lúdica e sensual importância. Eu já estou meio de saco cheio de falar disso. Até pra mim e minha platéia ectoplasmática. Mas hoje é o aniversário dele e eu precisava encontrar um jeito de lhe desejar parabéns. Já que ele sumiu em fumaça... Já que ele me direcionou pra uma inclinação a esquizofrênia... Já que ele nunca existiu.

Tá vendo essa imagem aí em cima? É o lugar onde vive a essência do Marcos agora. Silenciosamente, eu guardei pra mim mesmo o segredo da minha deficiência mental. Calei as minhas vozes inaudíveis à maioria, e cessei com o desejo de me fazer acreditar. O primeiro passo pro reconhecimento de um louco é quando ele insiste na própria lucidez. E eu sou um louco. Um louco que sempre soube da própria loucura. Que admite que aquilo que vê, só ele vê. Que aquilo que ouve, só os ouvidos dele alcançam. Que aquilo que toca, é translúcido. Eu não tenho medo dos meus fantasmas... Eu faço sexo com eles.

Quem viu o Marcos quando ele se materializou nos domínios terrestres, vindo não sei de onde? Alguém viu? Mesmo enquanto pessoas passavam por nós e eu tinha certeza que o viam. Era somente eu. Passando de neurótico. Falando sozinho nas primeiras horas da manhã. E ele caminhou comigo em caminhos por onde ninguém mais vinha. Fomos ver o mar onde ninguém mais estava. Nos despedimos no primeiro e em todos os outros poucos dias, no meio de uma multidão que não via ninguém comigo, a não ser eu mesmo. E os telefonemas nunca eram presenciados. O primeiro e o segundo encontro íntimo, foram isolados em um quarto escuro, num apartamento pequeno de um amigo sempre ausente que não tinha porta retratos com fotos nem dele e nem de ninguém. As manhãs passavam ligeiras e as tardes depois dos orgamos eram sempre borradas de uma abstração quase artística. Ele próprio era uma licença poética. Jamais um ser humano esteve tão perto dos deuses e tão longe da santidade. Jamais uma figura tão divina exalou um perfume tão blásfemo. Nunca um sorriso tão angelical escondeu intenções tão impuras. Nunca um homem tão macho, esteve tão fêmea e homem ao mesmo tempo... E nunca outros braços vão me abraçar daquela maneira. Braços e pernas pra todos os lados. Respirações e suores. Olhos e boca que ninguém mais viu. Marcos: presença etérea que não aparece nos sonhos de mais ninguém. Só nos meus. Nos meus e de mais ninguém.

Algumas coisas ainda estão meio desencontradas na minha cabeça. Eu me lembro de palavras, sotaques, um carregador de pilhas na parede e um agradável cheiro de balas de hortelã. Mas não há textos, documentos, fotos ou áudios que possam provar nada. As mensagens dele vão se apagando com o tempo na memória do celular. Os emails lacônicos vão se perdendo entre o que eu queria ler e o que eu acredito estar lendo. E ninguém pode garantir que eu não os criei. Eu vou me perdendo constantemente entre o sonho e a realidade. Ele não era real. A realidade não é capaz de produzir tanta beleza e charme. Mas sonhos não são palpáveis. E eu o toquei. Sonho, visão, loucura ou esquizofrênia, eu o toquei. E o beijei. E a voz dele está há alguns muitos quilômetros de distância de mim. Perdida na guerra por uma denominação que o explique como mito ou fantasma.

Ninguém mais o viu.

Ele não deixou registros. Frases. Ele não deixou rastros de poeira. Ele só deixou uma data: 20 de julho. O dia em que ele chega ao mundo pra viver disfarçado entre os mortais. Um dia pra que eu lhe escrevesse homenagens sem pudor. Um dia pra que eu oferecesse a ele em sacrifício, o meu bom senso e minha inteligência. Um dia pra datar sua força colonizadora. Ele só deixou esse dia. E um emaranhado de lembranças corrosivas dentro de mim. Lembranças que eu esfrego pelo meu corpo só pra depois sentir coçar. Como uma alergia produzida pela minha cabeça torpe. Como quase tudo que eu criei com a minha cabeça torpe: As datas, os cheiros, as visões... Ele próprio. Porque o Marcos não pode ser real. Ele tem que ter sido o vislumbre de um futuro de loucura. Ele não pode existir em sua terra natal. Convivendo com as pessoas como todos os normais. Ele tem que ser um sonho. Porque eu não sou capaz de existir com a existência dele longe de mim.

Os altares já foram erguidos aos deuses.

Mas os deuses não são capazes de ouvir as orações.

I wanna dance with you

I see a world where people live and die with grace

The karmic ocean dried up and leave no trace

I wanna dance with you

I see a sky full of the stars that change our minds

And lead us back to a world

We would not face

"Dance With you" LIVE

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 16:47
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2005

Post Para o Constrangimento

Ontem quando ele voltava pra casa, a luz faltou e tudo ficou escuro.
Ele pensa em várias maneiras de considerar aquilo um sinal e gosta da sensação de que a vida de vez em quando enfeita de uma certa beleza, suas tristezas públicas.
Vem caminhando pela orla, entre as pessoas, enquanto ouve uma canção arrastada pela voz de Thom Yorke, certo de que essa é a melhor maneira de distrinchar o incômodo que a última conversa com o Edu lhe causou.
Esse não devia ser um novo post em homenagem a ele. O Edu agora não merece mais homenagens. Pelo menos não mais das que vierem de modo individual. Talvez a vida dele o homenageie circunstancialmente e ele isso continua merecendo, é claro. Mas ele não vai mais desperdiçar fonemas em nome de sua relação com o Edu. Ela agora permeia as ereções e a tal lembrança bonita citada no post anterior, tomou forma e cor.
Ontem o Edu contou pra ele sobre sua nova paixão. Ontem o Edu contou pra ele sobre uma porção de coisas. Ele esqueceu de contar pro Edu sobre sí mesmo...
"- Cuidado pra não se apaixonar hein..."
Essa frase escrita numa letra azulada fica ecoando na mente dele como se não a tivesse lido e sim, ouvido. Ela soa tão equivocada quanto constrangedora. E foi a isca do Edu pra tentar pescar os reais sentimentos dele, que manda mensagens melosas, escreve posts em blogs e faz promessas de visitas tão esperadas. "-Não esquenta não... você não está com essa bola toda". Resposta negativa. No Love. No problem. Agora podemos passar para a fase seguinte: as confissões.
O Edu se engana ferozmente a respeito dos sentimentos dele. Eles nada tem a ver com amor ou paixão. Blogs, mensagens, promessas, carinhos... todos esses eufemismos encontrados por ele pra tornar especial a sua relação com o Edu, foram confundidos com expectativas românticas... e isso o incomodou. O fez sentir bobo, imbecil, estúpido... adolescente.
Ele caminha pra casa enquanto pensa em como ainda precisa aprender a suportar seus enganos e idealismos.
Ficou muito feliz no fato do Edu ter confiado nele pra falar de seus anseios. O Edu agora está apaixonado por um cara hetero que não parece estar disposto nem a considerar isso. E não é a primeira vez, segundo ele conta. A escuridão em que vive o Edu está sendo responsável por tapar-lhe a visão quando ele projeta em alguém as suas romanticidades. E ele só acerta nos alvos errados. Descamba pros pegadores de suas relações e se afasta das reais possibilidades que podem levá-lo a alguma redenção.
Ele tentou ajudar. Tentou mesmo. Mesmo se sentindo um idiota por ter se comportado como se entre os dois houvesse um laço permanente de ternura. Sabe que talvez o tesão ainda os aproxime e na verdade, ele já está até acostumado com isso.
Sabia que o Edu devia ter outras referências. Ele próprio as têm. Talvez o incômodo tenha surgido da sensação que ele tinha de que com o Edu, independente dos outros, havia uma certa... coisa diferente. Ele achava que era uma coisa imaculada. Mas no fim das contas, tudo ainda é pênis... E ele também já está até acostumado com isso.
Não pode sentir-se mal. Esconde com veemência a fantasia que tinha de que talvez o Edu reverberasse nele suas paixões. Ele respeita a honestidade do Edu. Ele também tem outros em quem reverberar. Mas não sabe... fica sempre com a sensação de que nunca é legal o suficiente pra ser ele a virar paixão.
Sente-se muito ridículo. Não vai mais ouvir aquelas músicas. Ou vai escolher outras que o façam sentir-se menos imbecil. Sente mais raiva ainda de sí mesmo porque continua escrevendo posts. Mas duvida que esse o Edu vai ler. Ele não sabe lidar bem com a realização de suas previsões. E ele previa que isso ia acontecer.
Ele gostaria de encontrar um equilíbrio. Ele gostaria de não esperar mais desfechos previsíveis. Ele gostaria de não se incomodar. Sabe que não é apaixonado pelo Edu. Sabe que não haveria nenhuma chance pros dois. Mas recusa-se a aceitar a racionalidade da vida. Ainda espera um desrespeito ao bom senso e um gás à boa e velha inocência juvenil, que acredita em relações impossíveis e grita com o mundo quando ele tenta rejeitar, como numa seleção natural, o que vale ou não a pena viver.
Como numa ladainha, ele ainda repete a sí mesmo que não é aquele por quem os outros largariam tudo. Como numa ladainha, ele ainda repete a sí mesmo que agora ele e o Edu ilustram uma boa relação de amizade. Como numa ladainha, ele repete a sí mesmo que seu incômodo não tem a ver com o novo amor do Edu, mas sim com sua incapacidade de conquistar quem quer que seja. Como numa ladainha, ele resmunga enquando caminha...
Resmunga uma cantilena, ao mesmo tempo em que as luzes dos postes voltam a acender.

You know,
you know where you are with,
you know where you are with,
floor collapsing, falling,
bouncing back and one day,
I'm gonna grow wing
Let Down Radiohead
Dobrado Por Henrique Haddefinir às 09:55
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Terça-feira, 12 de Julho de 2005

You're Still you...

Esse post é especialmente para felicitar minha amiga Diana por ter passado na segunda fase do vestibular!!!!!!!!!!
Agora ela vai viajar novamente pra fazer as provas finais e se Deus quiser, estará já no segundo semestre em terras mineiras fazendo aquilo que ela tanto gosta: teatro! Outra de nossas muitas coisas em comum.
A Diana às vezes tem um jeito esquisito. A gente se conheceu no dia da festa de boas vindas pra minha turma, quando eu entrei na escola de teatro que ela terminou e que eu estou terminando. Ela estava vestida de alguma coisa perto do "beijo da mulher aranha". Estava sentada num canto... todo mundo conversando e ela sentada num canto. Eu fui lá, falei alguma coisa e ela disse que gostava de sangue. Eu tentei reagir naturalmente... A Diana às vezes gosta de impressionar as pessoas. Gostava de sangue? Tudo bem... Desde que não fosse o meu...
Daí pra frente tivemos pouco contato. Até que começamos a contracenar na mesma peça.
A sombriedade da Diana esconde mil facetas de uma erudita nata! Quem não se dá ao trabalho de tentar enxergar além da membrana vermelha que a envolve, deixa de ver muita coisa boa ("boa", por exemplo, não é o tipo de palavra que agrada aos ouvidos dela. Embora eu tenha quase certeza que ela tem um grande senso ilapidado de bondade, que ela não propaga, não divulga e assim torna cada vez mais verossímil). A Diana é um membro extraviado da Família Addams! Ela se veste de preto. Diz coisas feias. Bebe sangue... mas no fundo jamais comeria uma criancinha! A não ser que ela pedisse...
Você olha pra ela e pensa que ela só ouve heavy metal. Mal sabem os leigos que o heavy metal deixou há muito de ser a música dos desafortunados. Ela pode até ouvir gothic metal, mas quase ninguém arriscaria dizer que ela é uma conhecedora e admiradora da boa música clássica! Que ela canta música clássica!!! E que graças a ela eu tive acesso a uma das coisas mais lindas desse mundo que é música do Josh Groban.
Eu tenho certeza que ela vai longe na sua vida profissional. Ela vai passar nessa fase final e eu vou um dia visitá-la no seu território universitário. Ela vai passar. Se não agora, certamente nas tentativas seguintes. Ela é inteligente demais pra vagar por insignificantes avenidas macaenses. Ela vai ser a redenção de quase todos nós, que sonhamos com a liberdade.
- Diana! Desculpa pelo mela-mela desse texto todo. Cê sabe que eu sou meio babaca. Eu estou muito feliz por você! Como diz o Mário de Oliveira, as parcas traçam uma linha pra cada pessoa e os ares de Dionísios estão presentes em toda sua trajetória. Parabéns!!!

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 03:48
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Segunda-feira, 11 de Julho de 2005

Desapontar

Sabe aquele limbo emocional que a gente sente quando não consegue definir bem se está triste ou feliz? Se bem que feliz não é a palavra mais apropriada.
Hoje eu vi que o Edu respondeu o post que eu fiz pra ele. Isso foi bacana. Parece que ele me entendeu. Sei lá também se eu fiz a conexões certas. Acho que esse é o motivo pelo qual hoje eu não estou só triste.
Minha mãe vai sair do hospital em poucos dias. Eu não consegui mais ir visitá-la. Oscilei entre culpa e constatação. Esperava que ela percebesse minha dificuldade com hospitais. Mas não posso esperar que ela compreenda egoísmos. Não me sinto confortável assim.
Acho que esse limbo se fez do nada. Visto que nada de novo aconteceu. Ando passeando pelas possibilidades sexuais com sempre. Vendo longíncuos horizontes como sempre. Escutando o desapontar da vida como sempre. A canção "Let Down" do Radiohead não saiu da minha cabeça hoje. É uma banda que fala bem de limbos. Sei lá...
O ser humano não sabe lidar com o recheio do tempo. E esse é sempre o núcleo da vida.

"Está tudo desabando, mas eu um dia eu terei asas"...


"You know,
you know where you are with,
you know where you are with,
floor collapsing, falling, bouncing back and one day,
I'm gonna grow wing a chemical reaction,
You know where you are, hysterical and useless you know where you are, hysterical and, you know where you are"

Dobrado Por Henrique Haddefinir às 17:37
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2005

Guerra dos Mundos?


Eu adoro o Spielberg!!
Tá... isso não vem ao caso. Não vamos entrar no mérito de tudo que essa criatura já fez pelo cinema mundial. Qualquer criatura que tivesse uns cinco anos nos meados dos anos 80 e que tivesse um pouco da inclinação pra sensibilidade, teria tido o "E.T" como uma das imagens mais ternas e inesquecíveis de sua infância. Isso sem falar nos dinossauros dos anos 90 e em todas as outras criaturas fantásticas que ele construiu tão perfeitamente.
Ele é um mágico. Dadivoso! Bem diria um artigo na Sci-Fi news de algum mês distante, que a figura desse homem beira um ludismo comprado e insensato. Mas que existe. Sem sombra de dúvida. Também não vamos entrar no mérito do que é cinema importante ou não. Eu não discuto sobre isso. Tenho asco desse povinho pseudo-intelectual que diz que caga nos rolos de filme do Spielberg e baba em cima daqueles chatérrimos do Stanley Kubrick (já me disseram que eu não devo falar mal do Kubrick porque eu não o conheço bem, mas me dei o direito de ser leviano a respeito disso). Detesto essa gente que fica lendo Virgínia Woolf (outra sobre a qual não devia falar, mas que se dane...) e odeia Harry Potter porque ele não satisfaz a sanha vocábula necessária pra eles mostrarem como são vocabuláricos.
O Stephen King fala bem sobre isso (essa vai acabar virando uma crônica em defesa dos pop-uncult). Ele sempre diz que o melhor é encontrar um equilíbrio entre escrever bem e contar bem uma história. E ele faz isso. Embora pouca gente se dê ao trabalho de conferir. E também não posso ficar discutindo isso agora. Eu adoro Almodovar, mas tem hora pra tudo. E pra mim cinema é sentar naquela cadeira e ver a mágica de uma "realidade" que jamais veremos no nosso covívio. Parece-me que isso traduz muito melhor a arte. Parece mesmo uma traição só chamar coisas como "O Piano" de "cinema de arte". O quê que esse povo chama de arte? Pra mim arte é tudo que enfeita a vida. Que traduz ou enfeita a vida. Às vezes a gente gosta de ver "Closer" e identificar alguma coisa da gente ali. Esse é um lindo filme. Mas de vez em quando eu acho que a mente precisa de fantasia. E como transmitir a fantasia sem os recursos práticos que a modernidade nos trouxe. É lindo fazer um filme com uma câmera e nada mais. MAs porque é menos lindo fazê-lo com efeitos especiais?
Não vou entender nunca a cabeça dessas pessoas que se estreitam tanto. Nunca entendo os estreitos. Gente que exclusiva a vida. Que transforma inteligência em negligência. Sei lá... Não foi pra isso que comecei esse post.
Ontem eu vi "Gerra dos Mundos"! Lindo filme. O Spielberg continua fera... mas seu espírito família de fazer cinema devia ser revisto. O filme resiste bem a pieguice, mas resvala nela nas últimas cenas e deixa a desejar. Eu não li o livro do Wells e bem devia fazê-lo antes de dizer qualquer coisa. Mas independente disso, o final será sempre ruim. Absolutamente não condizente com o resto do filme.
Tom Cruise está bem. Há séculos que ele deixou de querer provar qualquer coisa e a partir daí, começou a acertar. Percebe-se também que o Spielberg preocupou-se em dar mais humanidade à menina Dakota, que sempre parece adulta demais. Ela grita, chora, mas tem até claustrofobia que é uma doença adulta e psicológica. Fica o filme todo correndo atrás da barra da calça do irmão, mas tem inexplicáveis momentos de coragem, justificados com catatonia.
As sequências de destruição são perfeitas! Com destaque para aquela ponte que é destruída como se estivesse torcendo (adorei!) e pra cena que a primeira máquina sai do chão.
As semelhanças com "Independence Day" são óbvias! A tempestade no céu lembra demais a chegada das naves no filme dos anos 90. A maneira como as naves são destruídas, de dentro pra fora, também soam como a cena de Will Smith e Jeff Goldblum. O campo de força também é outra. Até mesmo a coloração azul que emana delas é parecida. E sem falar, é claro, no fato de haver uma vulnerabilidade tão simples em criaturas tão superiores. Sempre me pergunto porque os aliens são sempre descritos daquela maneira torta. Desarticulada.
Claro que as semelhanças se justificam pelas influências. "Independence Day" teve claras influências da mesma história de Wells, assim como o fez Shyamallan em "Sinais", outro filme a que remete-se quando vemos "Guerra dos Mundos". Por sinal, os momentos de isolamento são os mais emocionantes. A sequência em que a família é expulsa de seu único veículo de fuga, é simplesmente de tirar o fôlego! Hoje em dia há sempre um link com a maldade humana. E em se tratando de américa do norte, também há sempre um link com a realidade que eles vivem por lá. Os terroristas são citados pela infantilidade da filhinha de Ray e ao mesmo tempo, há o inacreditável e desnecessário patriotismo do filho mais velho do homem, que cisma o filme inteiro que vai entrar nas tropas em nome da honra e justiça. É até legal quando ele tenta salvar as pessoas na balsa (um contraste com o egoísmo evidente do personagem de Cruise), mas é um exagero tentar, a essa altura do campeonato, mostrar como os americanos ainda fazem tudo por sua nação. Inclusive abandonar tudo e perpetuar violência.
Fiquei muito tempo esperando uma justificativa pro título. O personagem do Tim Robins condensa muito bem o que eu já achava de errado no nome do filme: "Não é uma guerra, é um extermínio". Claro que isso não se discute. O Wells devia ter razões pra nomear sua história dessa maneira, mas enfim... Isso não é importante (nada é, diga-se de passagem, numa crítica que ninguém vai ler).
O grande problema do filme é o final! Nessa correnteza louca em que vão os roteiros atuais, de sempre prometerem um final bombástico e inesperado, talvez Spielberg tenha preferido o banal. O simplório. A felicidade das donas de casa que esperam sempre um final feliz pra tudo. Mas se ele tivesse ao menos deixado as coisas tomarem um rumo menos lacrimoso e mantivesse o âmbito ambíguo daqueles personagens, talvez a atitude do filho de Ray lhe custasse a vida. Ou não seria salva, em meio à destruição, a casa onde justamente estavam escondidas as pessoas responsáveis pela redenção dos fugitivos da história.
Mas tudo bem... É um bom filme! Um lindo filme! Vale a pena pela capacidade de Spielberg de transformar a vida em mágica. Eu sempre saio do cinema com a sensação de que tive a dádiva de ver um pedaço de sonho. É um despertar. E um sonar ao mesmo tempo...
Dobrado Por Henrique Haddefinir às 17:17
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Segunda-feira, 4 de Julho de 2005

Um Gordinho Como Aquele...


Agora há pouco eu estava tentando fazer um cadastro num daqueles sites de perfis pessoais que giram pelo mundo todo.
Era um site de Bears Men!
Deve haver alguma espécie de ocultismo natural nessa mania do ser humano de se dividir em blocos sociais. Alguma coisa ligada talvez aos eventos responsáveis por separar os continentes... sei lá. Acho que tem alguma coisa a ver com o instinto animal. O fato é que os humanos sempre se dividem! Pobres não se misturam com ricos. Antes disso, negros não se misturavam com brancos. Fãs de funk não se misturam com fãs de rock e antes disso, os fãs dos Beatles não se misturavam de jeito nenhum com os fãs do Led Zeppelin. Pro lado de lá os fãs da Xuxa e pro lado de cá os da Angélica. E deixando de lado a besteirice adolescente, nem os moradores de um continente, podem se misturar sem problemas com os moradores de outro. Ou se isolam sem máscaras, como aquele pessoal lá de olhos puxados. Ou fingem que são a nação que abraça o mundo, como aquela lá do lado de cima das Américas. Tudo se divide. Sarados não se misturam com magrinho. Ativos não se misturam com afeminados (e olha que esse devia ser o casamento perfeito) e pra dar pra um cara, você tem que ser mais macho que ele, se não ele não come. Modernos não se misturam com caretas. Inteligentes com burros. Gordos com magros, e pasme! Lisos não se misturam com peludos!
Esse site onde eu estava era um site de encontros para homens peludos encontrarem outros homens peludos. Tinha lá uma sessãozinha pra magrinhos que gostam de peludos (visto que os peludos que servem são só os gordinhos ou fortes) e foi nela que eu me inscrevi. Disse que queria ver se achava o gordinho peludo dos meus sonhos num site internacional, já que minha busca aqui pelos territórios nacionais não foi muito bem sucedida. Fiquei lá, passando de perfil pra perfil... me lembrando das vezes em que eu vejo um carinha meio gordinho, peludinho, branquinho, com os pelinhos do antebraço aparecendo, usando óculos nos olhos claros, com a barba por fazer, vestido socialmente e dotado de uma oculta e quase incontrolável sexualidade, e me constato: Um gordinho como aquele é só o que eu precisava pra ser feliz.
Estranhamente, os gordinhos não devem gostar muito dos magrinhos não. Por tudo que eu vejo e por tudo que a mídia on line propaga, esses laços revolucionários da diversidade sexual parecem indesenlaçáveis. "Estamos fora do padrão! Nos uniremos e aprenderemos a gostar uns dos outros.". E assim foi. Assim é. E aqueles que também não gostam dos padrões, como eu, ficam isolados numa fenda entre uma coisa e outra, sem pescar nenhum dos lados.
Acho muito difícil que eu consiga encontrar um desses gordinhos dos meus sonhos. Até porque, eu já criei uma expectativa tão grande que não acho que vá conseguir encontrar mais nada. Quando se pensa que aqueles que estão fora dos padrões vão estar mais disponíveis no mercado, visto que como você, buscam um padrão. É que se percebe que se você não se padroniza, em ao menos uma dessas divisões, fica perdido no centro de uma avenida que te bloqueia todas as opções. Esses gordinhos que eu procuro, buscam a auto-estima ao lado de quem geralmente os faz sentir belos (um padrão) e se eu tento me adequar a um deles (virando um sarado, por exemplo), passo eu a querer a auto-estima ao lado de alguém tão padronizado quanto.
Tenho amigos que dizem "seu gosto pra homem é no mínimo, estranho" e eu me orgulhando de ser um verdadeiro tributo à diversidade. E os diversos? Cadê? Sonhando com um Santoro que os enlouqueça ou teimando que diversidade é pra virar seita. Insolúvel.
Eu adoraria ser igual a quase todo mundo e ficar por aí procurando um Leonardo Di Caprio pra desfilar comigo entre as pessoas, inflando meu ego e alimentando minha vaidade. Mas eu vejo muito mais beleza e charme num cara que eu possa abraçar, tão lindo quanto, muito mais inteiro... com os lábios grossos e vermelhos de um Fábio Araújo qualquer.
Não acho que minhas fantasias e objetivos emocionais vão se resolver com conferências. Eu sei que no final das contas, pode ser que o tal cara seja meio Leonardo Di Caprio, ou até melhor que o Fábio Araújo. Ou que seja tudo e nada a ver com tudo isso. A questão é que eu preciso viver algo com alguém que eu sinta que eu quero mais que tudo e todos e que me queira tão irracionalmente quanto. Somos especiais quando viramos alvo da paixão ou do amor. Eu só fui alvo da amizade, do bem-querer-estar-junto, do você-é-uma-pessoa-bem-legal... do sexo. Talvez esse seja o pior dos efeitos da divisão mundial: o cupido passou a usar óculos. Esses óculos lhe foram dados pelas vias do interesse, e salvando-se as raras vezes em que esses óculos quebram, ele agora sabe muito bem quem flechar.
Dobrado Por Henrique Haddefinir às 17:28
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Sábado, 2 de Julho de 2005

Post Para o Edu


Ele acaba de falar com o Edu. Pediu que ele visitasse o blog e fizesse comentários sobre os textos.
A opinião do Edu pesa. Ele se preocupa se o rapaz não vai achar muito pretenso ficar escrevendo diariozinhos pessoais na internet. Ele se preocupa se o rapaz não vai se chatear em ter um post dedicado a ele nesse muro de lamentações. Ele acha que não. Sobre o Edu ele não tem o que lamentar.
Talvez por vê-lo pouco. O Edu sempre pede desculpas por isso. Ele gostaria de vê-lo mais. Mas entende como ninguém todos os compromissos que as pessoas precisam cumprir e sobretudo, que a vida às vezes traça linhas paralelas que podem vir ou não, a se encontrar.
Ele conheceu o Edu num site de encontros. Ele tem visitado bastante esse universo dos sites de encontros. Passou a tecer análises sobre o tipo de comportamento de quem faz perfis nesses hóspedes virtuais. E fez um também. E o Edu e ele começaram a se corresponder e mais tarde, vieram a se encontrar. Um encontro que preocupou-o. Um encontro que ele sabia que seria importante pro Edu. Mas no fim das contas, ele acha que deu tudo certo.
Há musicas que sempre lembram o Edu. Ele gosta de dizer "a gente tem uma música". Ele acha até que os dois tem uma banda! Não sabe até onde estaria sendo infantil pensando assim. Acha que certos resquícios de romantismo podem banalizar uma relação apoiada em inteligência e sagacidade. O Edu é muito inteligente. E ele às vezes tem medo disso. Sente-se limitado. Mas muita gente já lhe disse que ele deve freiar a inclinação galopante que ele tem para o complexo de inferioridade. Os homens não gostam disso. E ele parece menos másculo. Ele sabe que há uma grande tendência atual de massificar a virilidade como via de regra. Se antes os gays repugnavam o comportamento machista dos homens, hoje eles aprendem a se comportar assim pra atrair uma grande atenção de outros homems e menos atenção de uma sociedade em geral. Mas ele sabe que o Edu não é assim. Ele acha bonitinho e muito sensual aquela maneira desajeitada com que o Edu o tratava quando estavam juntos. Sempre acostumado com as meninas. Se segurando muito pra não ter com ele as mesmas atitudes que tinha com elas... Masculinidade...A masculinidade o preocupa. No Edu ela é natural. Mas nele não. Ele teve que encontrá-la. E tem medo de perdê-la. Rejeita que tenha que se render a correnteza. Mas sabe que não pode lutar contra uma evidência.
O Edu seria um bom namorado, ele acha. Os dois estão longe e vivem realidades sociais diferentes, mas mesmo assim ele acha. No entanto, sabe que nem ele e nem o Edu estão preparados pra essa responsabilidade. Ele conhece bem o sabor da liberdade de expressão. Tem amigos que sabem e também pessoas da família. Mas o Edu não. Ele não fala com o Edu sobre isso. Na verdade, nunca falou com ninguém sobre isso. Tem dificuldades em encontrar na vida a concretização dos conceitos que ele deu pra palavras como "amor" e "namoro". Não vai viver isso com o Edu. Não acha que um dia viverá com quem quer que seja. Não acha nem mesmo que isso deve ser cogitado. Ele acha que é uma lembrança de uma história bonita na cabeça do Edu e que as verdadeiras paixões dele virão quando ele abrir-se melhor pra elas. Agora não. Ele acha que pode esperar... Mas não se prende a hipóteses. Não quer parecer "chicobuarquiano". E nem sabe se o Edu compartilha de suas analogias.
Gosta do Edu com sinceridade. E deseja-o muito também. Acha que a história dos dois é engraçada. Se orgulha dela. De ter conhecido alguém como ele. Acredita que precisa demonstrar isso de algum jeito e resolve escrever. Gosta de dar características especiais a coisas que julga especiais. De todos que passaram pela sua vida, muito poucos mereceram homenagens. Mas o Edu é especial. Em toda sua auto-suficiência, ceticismo e sarcasmo, ele é especial. Ele é frágil. Gostaria de abraçar o Edu e mostrar isso a ele. E sabe que essa distância no fim das contas é sábia. Os dois serão sempre fruto da expectativa. Não haverá tempo pra corrosões. Serão sempre duas pessoas que urgenciam a proximidade. O tempo sempre será culpado dos desenlaces. E o tempo é o único que os isenta da responsabilidade de qualquer fim.


Get To Me
Train
Well an airplane’s faster than a Cadillac
And a whole lot smoother than a camel’s back
But I don’t care how you get to me
Just get to me
Parasail or first class mail
Get on the back of a Nightingale
Just get to me
I don’t care just get to me
Prokeds, mopeds take a limousine instead
They ain’t cheap but they’re easy to find
Get on the highway point yourself my way
Take a roller coaster that comes in sideways
Just get to me - yeah

Go on hitch a ride on the back of a butterfly
There’s no better way to fly
To get to me
I look around at what I got
And without you, it ain’t a lot
But I got every, with you, everything

Maybe you could pollinate over the Golden Gate
Take a left hand turn at the corner Of Haight
And then a sharp right
At the first street light
And get yourself on a motor bike
And if you think you’ll get stuck in a traffic jam
That’s fine, send yourself through a telephone line
It doesn’t matter how you get to me
Just get to me

Go on hitch a ride on the back of a butterfly
There’s no better way to fly
To get to me
I look around at what I got
And without you, it ain’t a lot
But I got every, with you, everything

Cause after every day
The wind blows the night time my way
And I imagine that you are
Above me like a star
And you keep on glowing
And you keep on showing me the way
SHINE SHINE SHINE

Go on hitch a ride on the back of a butterfly
There’s no better way to fly
To get to me
I look around at what I got
And without you, it ain’t a lot
But I got every, with you, everything

Pegue-me
Train

Bem, um avião é mais rápido que um cadilaque.
E um pedaço inteiro da suavidade, mas rápido que um camelo na volta.
Mas não me importa como você vai me pegar.
Só me pegue!
Velejando ou no correio de primeira classe
Venha no impulso de um rouxinol
Pegue-me
Não me importa como, apenas pegue-me!
Prokeds, motocicletas, compre uma limousine ao invés disso
Elas não são baratas, mas são fáceis de encontrar
Pegue a rodovia principal apontando a você mesmo o meu caminho
Pegue a curva costeira que vem pro meu lado
Apenas, pegue-me

Aos tropeços no bater das asas de uma borboleta
Não há melhor maneira de voar
Pra me pegar
Eu olho pra tudo que eu tenho
E sem você, isso não é muita coisa
Mas eu tenho tudo, com você, tenho todas as coisas.

Talvez você possa polir o lado de fora do Portão de Ouro
Pegue a mão esquerda e vire na esquina da Haight
E então numa intensa direita
Pra primeira estrada iluminada
E traga a sí mesmo em uma motocicleta
E se você pensa que você virá em uma encomenda traficada
Tudo bem. Envie a sí mesmo através da linha do telefone
Não importa a maneira como você vai me pegar
Apenas, pegue-me!

Aos tropeços no bater das asas de uma borboleta
Não há melhor maneira de voar
Pra me pegar
Eu olho pra tudo que eu tenho
E sem você, isso não é muita coisa
Mas eu tenho tudo, com você, tenho todas as coisas.

Porque depois de todo dia
O vento sopra o tempo da noite no meu caminho
E eu imagino que você está
Acima de mim, como uma estrela
E você continua ardendo
E você continua me mostrando o caminho
Brilhante, brilhante, brilhante

Aos tropeços no bater das asas de uma borboleta
Não há melhor maneira de voar
Pra me pegar
Eu olho pra tudo que eu tenho
E sem você, isso não é muita coisa
Mas eu tenho tudo, com você, tenho todas as coisas.
Dobrado Por Henrique Haddefinir às 17:33
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